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102 agressões a professores em 2016.

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Nestas coisas da criminalidade, os números pecam sempre por defeito. Algo natural pois nem todos estão para continuar a reviver traumas infligidos. Apesar de não ser um acontecimento diário, começa a ser cada vez mais frequente ouvirmos ou termos conhecimento de casos onde se passou todos os limites. Não será alheio o facto da docência ser uma profissão constituída maioritariamente por mulheres,  e numa sociedade onde a violência doméstica é assustadora, ser professora é, lamentavelmente, uma desvantagem neste campo.

É preciso proteger os professores deste país, começando pela condenação pública de tais atos, quer pela Tutela, quer pelos sindicatos de professores. Os seus silêncios é algo que me choca, nem que seja por uma questão de proteção dos principios mais básicos da cidadania. Depois é agravar as sanções a tais atos, se nos pais o processo crime é a única solução, no caso dos alunos,  estes não devem permanecer na escola onde o professor leciona, a mudança de turma como está prevista no Estatuto do Aluno, é claramente insuficiente. Além disso, os encarregados de educação dos agressores,  devem também responder pelos atos dos seus filhos menores de idade. 

Apesar de se tratar de um problema que não se resolve por si só com estas medidas, a sua aplicação iria passar uma forte mensagem a toda a comunidade educativa. Mas acima de tudo, iria mostrar aos professores que há quem se preocupa efetivamente com eles e que são muito mais que um número estatístico… 

P.S – tudo o que disse aplica-se naturalmente ao corpo não docente.

Alexandre Henriques

(imagem retirada do JN – 11 de Abril 2017)

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