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Vox adultorum

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Por alto, através de trocas de palavras entre “adultos”, repito “adultos” veio à tona a suposta teoria da “geração mais bem preparada” de sempre!

Ponhamos isto em pratos limpos de uma vez por todas! O que aconteceria se porventura a humanidade, não sei… Resolvesse desenvolver-se ? Descobrir mais sobre o mundo que a rodeia? é óbvio e, atrevo-me a dizer, inevitável a absorção desses conteúdos pela parte mais jovem e, com eles, toda a experiência e lições retiradas de erros da geração mais antiga.
Por isso sim!É necessário lidar não com facto desta geração ter uma mina de ouro em termos de utensílios, mas sim com a precariedade, escassez e falta de diversidade das munições entregues pelos cabecilhas da armada!
Tão repetidas as vezes que nos é entoada a frase: ” Tu tens tudo! Tu não fazes nada!” 
Pedimos perdão pelas horas mal aproveitadas, pelo encanto pelos ecrãs e pelas notas baixas, perdão por não sermos o próximo génio capaz de inventar mais uma maquineta qualquer que em troca de capital causa alergia à sociedade. Perdão se somos diferentes! Porém diversidade é o conceito que explica toda essa “rebeldia” face à informação que nos é transmitida que, só assim por acaso, é tudo menos diversa! É que chega ao ponto de ser introduzida a mentira de só existirem X de cursos e X de áreas devidamente remuneradas! Em pleno século XXI e com tanta modernice por aí, ainda se incumbe nos jovens que os empregos socialmente corretos são relacionados com o poder jurídico, medicinal e, aí está, com a educação! 
Existem alturas específicas em que o cérebro decide cortar aquilo que não usa e, uma das alturas em que o faz é, precisamente aquela em que nos é oferecida de bandeja a escolha da área em que queremos depositar o nosso tempo e energia, sendo também a altura em que nos é ordenado o “foco”.
“Foco” para não perder ou gastar as energias em atividades que realmente nos interessam, porque é demasiado importante que as nossas ideias estejam viradas para algo que para além de fornecer editoras, ajuda a manter a fachada de uma realidade que se nos é mostrada é deitada abaixo, processo que iria causar inúmeros prejuízos monetários.
Reparem que, na altura da conhecida como “geração rasca”, também essa faixa etária era conhecida como a mais bem preparada, resultado? bem, os factos falam por si. Para além de uma oferta louca de emprego, uma carga de afazeres bem mais leves dos que os de agora. Pobreza? Dificuldades? Informo-vos que os jovens de hoje em dia também por isso passam!
Remato ainda que, a educação não se baseia apenas no passeio diário de livros a um edifício, nem na quantidade louca de tempo desperdiçado à frente de papéis! Trata-se da combinação de informação cultural, científica e moral, e não existe nada que não nos molde ou que não deixe um rasto em nós.
O pior? É que acreditam mesmo que uma geração careca de  receber tudo de mão beijada, uma geração materialista e consumista vai conseguir educar e passar valores segundo a canção do “faz o que eu digo não faças o que eu faço!”
Como é possível então a geração mais bem preparada de sempre ter capacidade de retirar os seus antecessores desse conforto estático e conformado para salvar o mundo?
Martha Freitas
Aluna do Ensino Secundário

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