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Violência E Agressões Na Escola Básica 2,3 Mário de Sá Carneiro Em Loures

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Há escolas onde os professores e os assistentes operacionais deviam receber subsídio de risco…


Os encarregados de educação da escola Básica 2,3 Mário de Sá Carneiro, em Loures, realizaram uma vigília contra a insegurança no estabelecimento de ensino, relatando casos de violência e agressões, ocorridas nas últimas semanas.

O protesto foi convocado pela associação de pais e juntou vários encarregados de educação, alunos, autarcas e representantes de forças políticas, que alertaram para o “crescente clima de violência” sentido na vila de Camarate, onde se situa esta escola, no concelho de Loures, distrito de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da associação de pais do agrupamento de escolas de Camarate, Ricardo Oliveira, explicou que no espaço de um mês ocorreram “dois episódios graves de violência” na escola, sendo que no primeiro houve “uma invasão e agressão e ameaças a funcionários”.

“Tudo começou com problemas entre dois alunos, sendo que um deles é de uma família problemática. Ele chamou familiares que vieram à escola armados”, relatou.

Ricardo Oliveira referiu que o último caso de violência ocorreu na passada quinta-feira, com a agressão a um funcionário, que teve de receber tratamento hospitalar: “Desta vez não invadiram a escola porque os portões estavam fechados e a PSP chegou a tempo. No entanto, um contínuo levou um soco que lhe feriu o tímpano”, contou.

O encarregado de educação sublinhou que a falta de policiamento na zona é “por demais evidente” e contou que os elementos da escola segura se “têm de deslocar a pé”, recorrendo muitas vezes “à boleia” das viaturas dos bombeiros da corporação local.

No mesmo sentido, outra encarregada de educação, ouvida pela Lusa, defendeu a necessidade de ser reforçada a segurança na escola, aumentando os meios policiais disponíveis na esquadra da PSP de Camarate e ao serviço da Escola Segura.

“Eu e o meu marido andámos nesta escola e é inadmissível o que se está aqui a passar por interferência de adultos. Não nos sentimos seguros, nem as nossas crianças. Mas isto é muito mais do que uma questão escolar. Temos dois agentes da escola segura que têm de andar a pé por falta de viaturas e um número de agentes muito reduzido”, queixou-se Susana Rito.

Em representação da autarquia de Loures participou nesta ação o chefe de gabinete do presidente da Câmara, António Pombinho, que adiantou que já foram feitos contactos com o Comando Metropolitano de Lisboa para tentar encontrar uma solução.

“Viemos aqui em solidariedade com estes pais. É uma situação preocupante e assim que soubemos estabelecemos logo um contacto com o Comando Metropolitano. Pelo que sabemos, a PSP não dispõe de meios humanos suficientes”, lamentou.

Por seu turno, questionada pela Lusa, a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, que participou ao final desta manhã numa cerimónia em Odivelas, garantiu que o Governo está a acompanhar a situação e que já pediu mais informações à PSP.

“Há dois anos reativámos o grupo coordenador da escola segura exatamente para fazer esse tipo de avaliação. Já pedi à PSP que nos fizesse chegar a informação relativa a essa escola e que nos sejam sinalizadas outras situações, exatamente para tomarmos as medidas adequadas para que esses incidentes não voltem a repetir-se”, atestou.

A Lusa tentou contactar a direção da escola, mas não obteve resposta.

Entretanto, em comunicado, o Bloco de Esquerda manifestou a sua indignação por estes episódios de violência e referiu que já questionou o Governo sobre a falta de meios da PSP na União de Freguesias de Camarate, Unhos e Apelação.

“É inaceitável que a Escola Segura em Camarate tenha apenas dois elementos para sete escolas e mais inaceitável é que esses polícias se tenham de deslocar a pé”, aponta a nota.

Fonte: Jornal de Notícias

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3 COMENTÁRIOS

  1. Naaaaaah…
    Isto está a ser visto na perspectiva da manipulação das escolas/ EE e alunos contra o ministério…
    Na verdade, e numa perspectiva holística, isto é a inclusão, é a comunidade na escola e a escola na comunidade, é a aprendizagem em contexto real e de encontro às necessidades e interesses dos alunos, é um projecto baseado nas experiências e vivências reais para chegar, quem sabe e talvez um dia, à educação para a cidadania (como pintar unhas em trabalho parlamentar), para o desenvolvimento (da carteira para receber subsídios a que não tem direito), para a arte (de enganar os outros fingindo que os está a defender)e para a estética (saber ser bandido requer hoje apresentação formal, discurso elegante e chegar – nem que seja pelo padrinho, a um alto cargo da administração)…
    uma experiência de trabalho colaborativo envolvendo diversos elementos da comunidade, com iniciativa e participação activa dos jovens no planeamento e na execução…
    Preencher-se-ão muitas grelhas, far-se-ão diversas análises, produzir-se-ão vários relatórios, desenvolver-se-ão debates, propor-se-ão medidas de pedagogia avançada… e qualquer professor que não pactue com a palhaçada será, no mínimo, ostracizado…

  2. Ostracizado, pslavra bem empregue.
    Quando não se pactua, somos convidados a sair e a meter um atestado médico, alegando que é para nos defendermos. Mas os previcadores continuam lá e temos de os suportar. Que esta e outras situações têm de levar uma grande volta, têm. Está nas nossas mãos, só falta o bom senso e a união.

  3. Uma triste realidade em algumas escolas… São as visões românticas da inclusão e etc que depois dão nisto!
    Há dinheiro para festas, mas não o há para a PSP?! É inaceitável esta situação!

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