Vale a pena ter um Gabinete Disciplinar?


indisciplinaSão poucas as escolas que têm equipas destinadas a lidar com esta temática. Porém, esta problemática existe e é preciso compreender a sua dimensão e gravidade para poder definir um plano de atuação.
Esta é a primeira vantagem de ter um gabinete disciplinar. A partir do momento que todas as participações disciplinares passam a ser registadas em historiais disciplinares individualizados, começamos a entender a dimensão e tipologia da indisciplina na escola.
A segunda vantagem é o critério. Até então, as formas de atuação baseavam-se muito na opinião individual dos diretores de turma, e como sabemos, cada cabeça sua sentença. Ao existir um centro de análise é possível ver o “quadro” todo, onde a uniformidade de procedimentos passa a ser a regra e não a excepção.

A terceira vantagem é o acompanhamento que passa a ser dado a professores, alunos e assistentes operacionais. Deixamos de nos queixar apenas uns com os outros, pois temos uma equipa que nos ouve e que está pronta a intervir sempre que se justifique.

Importa esclarecer que as hierarquias deverão ser respeitadas, não atropelando “domínios” de diretores de turma, professores ou mesmo dos serviços de psicologia e orientação. O gabinete tem obrigatoriamente que trabalhar em parceria com os diferentes membros que constituem a comunidade escolar, por forma a maximizar resultados.

Sobre a sua autonomia, caberá sempre ao diretor estabelecê-la. No entanto, para surtir efeito, esta equipa não poderá estar sistematicamente dependente do diretor, solicitando autorizações por tudo e por nada. Há que confiar!

E horas para isso???

Usando as horas de estabelecimento, horas ao abrigo do art. 79º(regime de reduções da componente letiva), ou até mesmo da bolsa escolar, é possível juntar um grupo de professores (podem ver aquique faça a gestão do gabinete. Naturalmente se os agrupamentos forem muito grandes poderá haver a necessidade de constituir duas/três equipas, até pela distância entre escolas.

Fica o testemunho de duas professoras que estiveram numa escola com uma equipa disciplinar.

Testemunhos das professoras Maria Rodrigues e Fátima Luís