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Um Diretor de uma Escola Pública fez as contas caso recebesse 80500 € por turma. (Atualizado)

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O Diretor do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo, publicou na sua página de Facebook quando lhe sobraria caso recebesse o mesmo valor por turma que as escolas com contrato de associação. Os resultados são esclarecedores…

 

Maia Lopes
O Diretor do AE de Figueira de Castelo Rodrigo

Recomendo a leitura do seguinte artigo do blogue Escola Portuguesa

Quanto custa uma turma na escola pública?

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18 COMENTÁRIOS

  1. Parece-me que o autor,
    1) se esquece da amortização do edifício, instalações e equipamento
    2) se esquece que há outros custos de gestão de agrupamentos, sindicatos ministério, etc. que são custos de educação e para as contas serem bem feitas têm de ser somados na proporção de alunos
    3) quer argumentar que as escolas privadas têm custos mais baixos porque o pessoal ganha menos, esquecendo que ainda assim, em muitos casos, muitos pais e alunos preferem essas escolas privadas porque entendem que a qualidade é maior.
    4) se parte dos professores dessas escolas ganha pouco, outros não. Não têm de ganhar todos muito bem como no Estado.

    O critério de liberdade de escolha não é referido. Ou seja, se os pais acham que determinada escola tem melhor ensino e querem lá os seus filhos isso não interessa nada.

    No entanto, o que acontece é que há escolas no sistema de ensino público, com custos para o Estado, sejam detidas por privados ou pelo próprio Estado.
    O que interessa é conseguir qualidade ao menor custo, assim como garantir liberdade de escolha. E disto o autor não fala.
    O que não quer dizer que possa haver abusos, que o anterior governo já diminuiu, mas a continuarem devem ser corrigidos

    • “O que interessa é conseguir qualidade ao menor custo,”…? Não, o que interessa é ter qualidade a um preço JUSTO. Penso que te também se esqueceu, no seu comentário, dos benefícios fiscais de que o seu colégio beneficia!!

    • A liberdade de escolha nunca deixou de existir; as famílias têm de decidir se querem/podem pagar ou não querem/não podem pagar, tal como acontece na Saúde.

    • “Se os pais acham que determinada escola tem melhor ensino e querem lá os seus filhos isso não interessa nada.” Se querem lá os seus filhos, paguem mais! Não são os pais dos alunos das escolas públicas que têm que pagar os impostos que sustentam a referida “qualidade ao menor custo”. Querem qualidade, paguem o preço justo pela mesma.

  2. Julgo que só o próprio poderá responder a essa questão. Mas pelas informações que tentei obter parecem ir ao encontro de um orçamento final anual.

    • Meus caros, nem tudo o que se diz está correto e há muitas maneiras de fazer contas, conforme a cor da casaca e o jeito que dá…
      Eu tenho um fato vestido há umas décadas, das quais mais de duas na gestão, o meu fato é a “escola pública” a minha escola, não é laranja nem rosa, não é de direita nem de esquerda… e sinto-me muito bem por sempre o ter usado, vai estando velhinho e começa a estar cheio de tanta hipocrisia a que ao longo dos anos foi assistindo.
      Visto do lado do estado, gastar 80.500€ é excelente para uma turma de 28 alunos mas para uma de 20 não será. Parece-me mais importante pensar no custo por aluno e aí teremos muitas surpresas.
      Também sabemos que o custo será, obrigatoriamente, mais elevado onde existam professores mais antigos, ganham mais do dobro de um em início de carreira e trabalham menos, 14 para 22 horas.
      Concordo plenamente que não podemos ter escolas públicas vazias e ao lado uma privada cheia e a ser suportada pelo erário público, quem a quer frequentar será uma opção e deve arcar com os custos.
      Eu, para a minha escola não quero receber os 80.500 euros por cada turma porque não dá, é um facto!
      Julgo ser muito importante que o Conselho de Escolas fizesse um levantamento do custo por turma / aluno, num simples formulário, a exemplo do que fez para as provas de aferição, aí já teríamos mais dados para analisar.

      • Pegando na parte final. É inacreditável que não exista um estudo fidedigno sobre esta matéria. E agora pergunto e assumo a minha ignorância, o Estado paga por turma ou por aluno às escolas com contrato de associação?

      • Ainda por cima que estes valores, quer turma, quer aluno, são médias nacionais, num serviço com esta escala e diversidade as escolas com custos mais baixos saem largamente beneficiadas. É indiscritível a falta de informação fidedigna que existe sobre qualquer tema neste país. Mais, fala-se muito sobre o argumento da escolha, mas não se conhecem os escalões das famílias que escolheram estas opções, era muito interessante conhecer essa distribuição, ou qual o peso destes contratos no negócio destes colégios… enfim nada do que é relevante para se conhecer bem este universo é conhecido, como é conveniente. Em Portugal controlo e organização são falhas gritantes…

  3. Quantas dessas turmas são referentes a jardim de infância e 1º Ciclo?
    É que se esse é o total de turmas das 6 escolas que constituem esse agrupamento, então Sr. director anda a gastar dinheiro de mais. As escolas de 1º ciclo e jardim de infância, têm um custo muito inferior, não preciso de lhe explicar porquê. O Sr. só pode comparar do seu agrupamento a do 2º Ciclo e a do 3ª Ciclo com secundário.
    Não me confunda, não sou a favor de negócios na educação. Mas um pouco de seriedade na discussão também é necessária.

  4. Parece-me que o comentário de Gabriel Henriques está desfocado do debate. Não se trata de coartar a liberdade de escolha de pais e alunos, em democracia, a liberdade de escolha é assegurada. Estes poderão sempre escolher qual o colégio, hospital, universidade, cidade de residência etc.. o que não podem é obrigar-me a pagar as suas escolhas.

  5. Tão interessante ler comentários de pessoas que nem sabem o que é que entra num orçamento…
    E mais interessante quando querem separar as contas por ciclos – Questionem as receitas – proveniência e montantes…

    Volto a dizer que a contabilidade analítica, não a conseguem apurar devidamente devido sua aplicação, concretamente a FORMA que não é igual em todos os organismos.

  6. Se, para as 33 turmas, existirem 66 professores, 2 por turma, a ganharem 2.000 Euro /mês, os custos com pessoal rondariam os 2,3 MEuro /ano. Já acima do valor que diz ter de custo com TODO o agrupamento. Algo me diz que as contas não estão bem feitas, ou completas…

  7. Algo está errado ou escondido, porque na minha escola com contrato de associação, os 80.500 não chegam para pagar os encargos. E não me digam coisas, porque todos conhecemos as contas, pois são organizadas por uma equipa de colegas.
    Talvez a escola de Figueira de Castelo Rodrigo tenha um corpo docente em pré ou início de carreira. Na minha escola a média é superior a vinte anos des serviço, logo encargos maiores. Por isso, e por não haver outra possibilidade, não recebemos a totalidade do horário letivo e só recebemos 12 meses no ano. E todos sabemos que, por tabela, desde sempre ganhamos menos que os colegas das escolas estatais.
    Há uma coisa que é mentira obvia: que os alunos dos colégios contratados paguem propinas. Isso é vedado por lei.
    Outra coisa que não entra, é que a construção e equipamento das escolas estatais escapa a estas contas. Aliás, também ninguém conta as mais ou menos gordas despesas camarárias com as escolas. Nos colégios, tudo sai dos 80.500.

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