Início Notícias Todos os alunos vão a exame, com ou sem avaliação final

Todos os alunos vão a exame, com ou sem avaliação final

958
9
COMPARTILHE

Era previsível… Vamos ver é como fazem se não houver notas depois dos exames…

O Ministério da Educação (ME) enviou orientações às escolas a determinar a realização de provas finais e exames nacionais para todos os alunos, mesmo que ainda não tenham sido atribuídas notas internas, segundo um comunicado esta segunda-feira divulgado.

“Na eventualidade de haver alunos cujas avaliações internas não tenham sido ainda formalmente atribuídas à data em que os exames ou outras provas nacionais se realizam, garante-se que estes alunos serão condicionalmente admitidos aos mesmos”, lê-se no comunicado do ME.

A tutela garante ainda que “o processo de matrículas para o ano letivo 2018-2019 não sofrerá alterações, mantendo-se o calendário que resulta do despacho das matrículas” e que “acompanha de perto este processo, de modo a assegurar o direito dos alunos à avaliação e à realização das suas provas com a desejável tranquilidade”.

Os sindicatos dos professores decretaram greve às avaliações de fim de ano do ensino básico e secundário, sendo que atualmente só está em curso a paralisação convocada pelo Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.), a decorrer até 15 de junho e com incidência nos conselhos de turma dos alunos em ano de provas finais e exames nacionais, pondo em causa a divulgação das avaliações internas atribuídas pelos docentes das turmas a tempo destas provas.

Fonte: Correio da Manhã

COMPARTILHE

9 COMENTÁRIOS

  1. Vão se quiserem! E qual é o problema?!
    Por mim esses exames não deviam existir, valem muito menos que o efeito que pretendem atingir. É uma quase inútil dispersão de recursos! Sempre assim pensei e irritam-me imenso!

  2. Há uma nota informativa da dgest (Norte) que manda realizar os conselhos de turma à 3ª reunião desde que o DT ou quem o substitua lance as notas em pauta que, diz a informação da dgest, os professores são obrigados a entregar.
    Isto destina-se a terminar a greve. Ou obriga os professores todos a fazer greve total.
    Caso cedamos será o nosso fim, acho eu!

  3. é importante que se esclareça bem o sentido do comunicado do ME pois nele é dito que à 3º vez, os professores devem entregar os elementos de avaliação…. ou seja, a reunião tem que se realizar??? Existe esta dúvida….

  4. Era expectável que isso viesse a acontecer. O que não era expectável, pelo menos na minha opinião, é o que consta dos seis primeiros pontos do mesmo comunicado, permitindo a realização das reunião de avaliação mesmo que não estejam presentes todos os seus elementos. E ainda não vi qualquer comentário por parte dos outros sindicatos…

  5. Sobre os aspetos que não têm enquadramento legal (SPGL)

    Não há enquadramento legal para que a reunião se realize à terceira convocatória

    O disposto no artigo 23.º, n.º 8, do Despacho Normativo n.º 1-F/2016, de 5 de Abril, e no artigo 19.º, n.º 4, da Portaria n.º 243/2012, de 10 de Agosto, não se aplica a ausências de curta duração, pelo que não se pode aplicar a situações de greve. Com efeito, no artigo 23.º, n.º 8, do Despacho Normativo n.º 1-F/2016, de 5 de Abril, é referido expressamente a aplicação apenas a ausência “superior a 48 horas”, enquanto artigo 19.º, n.º 4, da Portaria n.º 243/2012, de 10 de Agosto, refere-se a uma ausência “presumivelmente longa”.
    Ora, a adesão à greve constitui uma ausência (não uma falta) que se presume de curta duração, já que o trabalhador pode, a qualquer momento, decidir sobre a sua adesão à greve, bem como sobre o termo dessa mesma adesão. Isto é ainda mais verdade quando a greve convocada pela FENPROF não é a todo o serviço, mas apenas às reuniões de avaliação, ou seja, é claro que o docente não se encontra ausente da escola, podendo estar presente na reunião seguinte na qual, contudo, poderá estar ausente outro professor.

    Não pode ser exigida a disponibilização prévia dos elementos de avaliação

    Afirma-se que, incidindo os pré-avisos de greve apenas sobre as reuniões de conselho de turma, os mesmos não afastam nem o dever de recolher, nem o dever de facultar os elementos de avaliação. Isso é verdade, mas só no caso de uma ausência “presumivelmente longa”, ou seja, pelo menos, “superior a 48 horas”, o que, como antes se refere, não acontece quando se trata de greve.
    O diretor de turma não pode recolher antecipadamente os elementos relativos à avaliação dos alunos. O professor só está obrigado a disponibilizar essa informação na reunião de conselho de turma e não deve, nesta situação de luta em que se encontra, disponibilizá-la antes ou lançá-la em qualquer plataforma criada pela escola para esse efeito;

  6. Esta greve pode ser uma boa lição de cidadania para os alunos e é tbm uma lição do que é a prepotência e o desrespeito por parte de entidades superioras (?). Coitadinhos dos alunos que estão a ser prejudicados com a greve dos professores mas já não são coitadinho quando são obrigados a fazer exame com o qual não estavam à espera e que é marcado com meia dúzia de dias de antecedência.

  7. Fui agora informado por uma colega nossa que o ME está a dar ordem às Direções Executivas para lançarem as avaliações inseridas no programa de alunos, sem a assinatura dos diretores de turma, mesmo que a pauta saia em branco em algumas disciplinas (professores que já retiraram as suas avaliações do programa, por precaução).

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here