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Tiago Brandão Rodrigues, o Inexistente

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Hoje é inaugurada mais uma rubrica aqui no ComRegras de autoria da professora Florbela Mascarenhas. Todas as semanas por volta desta hora, a Florbela irá apresentar as suas ideias sobre a educação.

Seguramente que vão constatar aquilo que eu próprio já constatei, uma mulher de causas e convicções fortes, com um espírito de missão pela melhoria do estado da educação em Portugal.

Sê bem-vinda Florbela 😉


Tiago Brandão Rodrigues, o Inexistente

Em entrevista ao JN (Notícias Magazine) de 30/5/2018, o Inexistente afirmou o compromisso  total com os objetivos a que se propôs, com audácia e arrojo. Fez questão de reiterar o “profundo respeito pela atividade e pelo trabalho dos professores”.

Audácia e arrojo será tudo menos o que se poderá concluir do exercício do Inexistente. Amorfo e inerte, marcou sempre as suas (quase inexistentes) intervenções com um enigmático fácies marmóreo e uma postura corporal mais que indolente, apática.

Defendeu que “a beligerância, a conflitualidade com os atores da educação, sejam…professores, organizações sindicais ou profissionais, não traz nada de bom. Pelo contrário, faz perder muito tempo.”

Beligerância e conflitualidade foi tudo e apenas o que resultou da sua relação com os professores, ao demitir-se por completo da sua função institucional de responsável político pelo sistema de ensino, particularmente quando incumpriu um (entre tantos, muitos) dos compromissos a que se propôs: valorizar a condição docente!

“Nunca exijo aos outros o que não exijo a mim. E sou extremamente exigente comigo, na quantidade e na qualidade do trabalho. Mas também na audácia, no arrojo e na capacidade de compromisso total relativamente ao que fazemos. Mas quando é preciso esperamos uns pelos outros, para podermos chegar lá. Como equipa, todos juntos.”

Será concludente que muito pouco exigirá de si próprio o InexistenteO trabalho em equipa que alardeou foiinexistente. Porque foi inexistente, por parte do Inexistente, a concertação e o diálogo honesto com os professores. Politicamente incapaz, o Inexistente limitou-se a uma versão vulgar de paquete de um primeiro-ministro, que não foi eleito e que não representa a maioria dos portugueses!

“Vivi toda a vida rodeado de professores. Alguns dos meus melhores amigos e a maioria dos amigos dos meus pais são professores, no ativo ou já aposentados. O mundo das escolas e o mundo vivido pelos docentes não me é estranho. E isto faz que eu tenha um profundo respeito pela atividade e pelo trabalho dos professores. Não é de agora – é absolutamente estrutural, não é conjuntural. E em nada o trabalho que tenho vindo a desenvolver e a minha relação como todos os atores da educação tem abalado este respeito.”

Muito pouco terá bebido da convivência familiar que diz ter tido com professores! Pena é que o seu conceito de respeito seja tão falaciosamente redutor! Lastimável (e estranho para cientista) que invoque tais créditos para se justificar como ministro. Fica, ficará o Inexistente, que nunca deu uma aula, que não conhece a realidade do ensino português, que nunca escreveu uma linha sobre Educação.

A existência de um Inexistente só pode ser fantasmagórica. Mas quando o Inexistente ensombra o futuro, prometendo e não cumprindo, anunciando e não concretizando, em nome de um Governo, é legítimo que peçamos contas ao responsável pelo erro de casting.

Outubro é logo ali!

Florbela Mascarenhas 

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2 COMENTÁRIOS

  1. Pode ser um bom cientista, acredito que sim mas, como político, em particular como ME, não fez melhor do que qualquer imbecil analfabeto.

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