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Testemunho Do Calendário Escolar Em 2 Semestres – Pontos Fortes, Fracos E Sugestões

2008
10

Partilho este comentário muito válido do André Lara, publicado no artigo “O Príncipio Do Fim Do Ano Escolar Dividido Por 3 Períodos


No meu agrupamento, o ano passado implementou-se uma avaliação semestral nos anos iniciais de ciclo (1º, 5º,7º e 10º) mas mantendo as pausas letivas dos períodos (não foi possivel alterar o horário escolar). Do relatório intercalar (infelizmente o final não está on-line, mas não difere muito do intercalar) podemos ler:

Pontos Fortes
●Maior equilíbrio na organização do ano letivo;
● Avaliações semestrais idênticas às da Universidade;
● Reduz a ansiedade, uma vez que permite um maior
espaçamento entre os testes de avaliação
● Favorece a diversificação dos instrumentos de avaliação –
ênfase na avaliação formativa;
● Estimula uma Informação mais regular e sistematizada aos
alunos e encarregados de educação;
● Haver só dois momentos de avaliação muito positivo;
● Permite uma maior interiorização e maturação de conceitos
e conteúdos

Pontos Fracos
● Ter sido implementado no Ensino Básico tendo em conta o nível etário dos alunos (nomeadamente no 5º ano);
● Testes de avaliação muito longos;
● Os professores sentiram dificuldade na gestão do tempo: reuniões de avaliação/preparação de aulas;
● Não haver interrupção entre o 1º e 2º semestre;
● Critérios de avaliação sem diferença de anos anteriores;
● Marcação de testes logo após as interrupções;
● Relativamente às práticas de ensino, os professores parecem manter-se no mesmo registo anterior
● Falta de informação geral;
● Coexistência de diferentes modelos de trabalho (semestral, periodal e modular)

Sugestões de melhoria
Para a realização das reuniões de avaliação do 1º semestre o agrupamento poderia, por exemplo, ao abrigo do disposto no ponto 2.3. do Despacho Nº 5458-A/2017, de 22 de junho ter parado as atividades letivas e, desta forma, não sobrecarregaria os docentes. Caso não seja possível, sugere-se que, enquanto coexistirem os dois modelos (semestral e periodal), a direção do agrupamento solicite à tutela autorização para fazer essa paragem no âmbito da sua autonomia.
● Interrupção entre os semestres (de 2 a 3 dias) com redução da interrupção da Páscoa;
● Uma melhor gestão do CT relativamente à marcação de testes de avaliação – não marcar na semana logo a seguir às interrupções;
● Maior ênfase à avaliação formativa;
● A avaliação intercalar deveria incluir obrigatoriamente uma síntese descritiva por disciplina, a avaliação qualitativa torna-se redutora;
● Acrescentar a legenda no registo de avaliação intercalar

Considerações
Esta medida teve como objetivos um maior equilíbrio na organização do ano letivo (menos dependente do calendário religioso), uma maior diversificação de instrumentos de avaliação, sem colocar em causa a informação disponibilizada, objetivos que parece que têm estado a ser alcançados. No entanto sugere-se uma continuação do aprofundamento da qualidade de informação (a informação chegada em dezembro após as reuniões intercalares é de melhor qualidade comparada com as intercalares em outubro, e todas as menções qualitativas de insuficiente ou menos tiveram de ser complementadas com informação mais específica), nomeadamente na criação de descritores mais específicos para as sínteses descritivas das disciplinas (no entanto, temos de ter em consideração que a generalização progressiva desta medida poderá aumentar a burocracia). Ao nível da avaliação, apesar deste modelo permitir uma diversificação dos instrumentos de avaliação e um maior ênfase à avaliação formativa, estas práticas ainda não estarão suficientemente implementadas devendo ser alvo de reflexão na definição dos critérios de avaliação.

Foi referido o facto de alguns testes terem sido marcados após as pausas letivas (ou na última semana de aulas), não deixando os alunos usufruir nem das atividades de final de período nem da pausa letiva (situação que deve ser acautelada,o quanto possível, já no próximo semestre.

Como principais constrangimentos, foram referidos também referidos o facto de que talvez seja muito precoce a sua implementação no 5º ano (factor a ser abordado nas reuniões com Pais e EE após as reuniões intercalares de 2º semestre) e a não existência de uma pausa entre semestres, que cria dificuldades para alunos e professores (nomeadamente a realização de reuniões de avaliação em período letivo). Sobre este assunto deveremos acompanhar o que está a ser implementado nas escolas que são Projeto-piloto de Inovação Pedagógica , como por exemplo o Agrupamento de Escolas do Freixo.

Relatório Intercalar em https://aeprosa.pt/downloads/repo/pafc/RelatArio_Intercalar_PAFC.pdf

Este ano, uma vez que não foi possível alterar o calendário letivo, foi decidido regressar ao modelo de períodos…

André Lara

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10 COMENTÁRIOS

  1. Não quero, sequer, entrar em discussões parcelares que forçosamente se relacionam com um todo…é assim que o ministério actua: uma coisinha de cada vez, quando a coisinha já provocou congestão, indigestão, diarreia e habituação , segue-se uma nova e igual procedimento, …, quando a resistência está derrotada, a manta de retalhos completa, de nada adianta os que não viram virem lastimar-se – está feito!
    Isto é um país da banha da cobra e o pessoal gosta e adere!

    • Em blogue as discussões têm de ser parcelares..mas mantendo a visão geral…a resistência faz-se trincheira a tricheira e tentando perceber se ao se avançar por um lado não estamos a dar o flanco…mas saber, sem olhar a quem, concordar com medidas que nos parecem boas e discordar das que nos parecem más…
      Sou adjunto de direção apesar de ser contra este modelo de gestão escolar (e de o dizer amiudemente), votei em branco para coordenador de departamento, sou dirigente sindical, sou contra a municipalização ..é nestas contradições que me movo….

  2. Bom dia, esta proposta tem alguns pontos fortes, a nível da organização do ano letivo, que poderá ser benéfica para os alunos, já que vão usufruir de pausas letivas melhor repartidas pelo ano escolar. Porém, para os docentes, a proposta diz haver apenas dois momentos de avaliação, mas na continuação do texto, fica a perceber-se que, em cada interrupção, há reuniões de avaliação intercalar, o que se traduz no aumento do número de reuniões por turma e, por conseguinte, numa maior sobrecarga burocrática, acabando os docentes por não beneficiar do merecido descanso nessas pausas. Se a um maior número de pausas corresponder um maior número de reuniões, fico com dúvidas sobre o que será melhor!

    • Uma das premissas é evitar Conselhos de Turma durante períodos letivos.
      Concordamos quando nos dizem a informação deve chegar com qualidade aos EE (os Bs, Suficientes, etc de intercalares não são suficientes) e uma intercalar em final de novembro produz informação de mais qualidade que em final de outubro/inicio de novembro. Classificações apenas no final do Semestre.
      Os CTs serviriam também para articular trabalho (projetos/atividades interdisciplinares)
      O ideal seria pausa de 2 dias em novembro para intercalares, pausa em janeiro para reuniões de avaliação (classificação)…não existindo reunião intercalar no 2º semestre (pode ser produzida informação de importância para EE e alunos sem a realização de uma reunião).
      Reduzir reuniões “em massa” (o problema não é realizar Conselhos de Turma..é em cada “rodada” temos sempre muitos….e se for em período letivo pior) mas melhorar a sua eficácia (e não precisamos de reuniões formais para fazer muito do que fazemos)

  3. simples, prático e fácil de entender, não compliquem:

    2 semestres, sim, todos de acordo, agora não inventem algo para estragar toda uma boa ideia, pois o que lia acima assustou, reuniões por tudo quanto é sítio, descritivos por disciplina, por alunos, são loucos, sabem quantos alunos têm alguns professores? Não, não sabem, ou se sabem, não estão nessa situação e não querem saber, é problema deles.

    Ora, aqui fica a sugestão, simples, prática e funcional:

    2 semestres
    2 avaliações (no final do 1º semestre com um período de paragem de uma semana entre os 2 períodos e no final do ano letivo)
    2 períodos de reuniões, unicamente, no final de cada um dos semestres
    Interrupção do natal e interrupção da Páscoa, com proibição total de reuniões marcadas para todas as turmas e para todos os professores. Estes 2 períodos que poderiam ser ligeiramente reduzidos, a 7 dias úteis, cada um, por exemplo, serviriam para os alunos e os professores descansaram e, também, para os professores prepararem as atividades, pois as coisas não aparecem feitas do céu, dão mesmo trabalho a fazer, sim, estes períodos serviriam para descansar, sim é mesmo preciso descansar e para preparar, mas cada professor geria como bem entendesse o seu tempo
    As reuniões excecionais, repito e volto a repetir excecionais, seriam, marcadas, apenas quando tal fosse solicitado ou pelo DT ou por algum docente do CT, mas teriam um cáracter excecional, sendo que 98% das situações se resolveriam de forma informal no contacto direto entre colegas, DT, etc., sem o formalismo de CT que é normalmente no final de um dia longo de trabalho e normalmente em catadupa

    Avaliação unicamente quantitativa, sendo que no 1º Ciclo e apenas no 1º Ciclo haveria uma avaliação descritiva por aluno, não por disciplina, mas sim por aluno, isto, para além obviamente da avaliação que já existe, qualitativa.

    Vamos DESCOMPLICAR, vamos TER TEMPO para o que IMPORTA, ENSINAR, evitar reuniões, papeis, perdas de tempo, cansaço absurdo, desmotivação, grelhas.

    Há coragem, há boa fé, há inteligência? Não creio, não tem sido isso que tem transparecido.

    • Concordo com quase tudo.. apenas penso que uma avaliação não se deve cingir a um número ou palavra (às vezes uma letra)… também não concordo com aquelas frases redondas que não dizem nada…
      A informação aos pais e aluno em cada disciplina deveria abranger os diferentes domínios (exempo…bom na produção escrita, suficiente na oralidade, muito bom na gramática…).. já temos esta informação, é só uma questão de a disponibilizarmos aos pais de uma forma simples..

  4. Amigo dn, isso que propões nunca estará em cima da mesa é simplesmente impossível para os atuais tramitos da gestão escolar.
    O objetivo é sempre encher os profs de burocracia inútil com o fim das estatísticas de retenção serem nulas perAnte os olhos europeus.
    Insiste insiste insiste até passar o aluno.
    Portanto semestres só tráz mais burocracia e menos tempos de interrupção letiva.

    Gostava de perceber para se queixam do 3 período ser pequeno!!! Alguma vez foi diferente?
    VCS morreram por isso quando andavam no secundário?
    É só tretas e mais tretas…

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