Início Notícias Taxa De Sucesso No Ensino Profissional Nunca Foi Tão Elevada

Taxa De Sucesso No Ensino Profissional Nunca Foi Tão Elevada

175
3

E agora com a “via verde” para o ensino superior, muitos alunos e encarregados de educação vão seguramente começar a pensar se vale a pena seguir a via regular. Duas tipologias de ensino, que na sua génese contemplavam objetivos diferentes, um de continuidade de estudos, outro de um acesso mais rápido ao mercado de trabalho, que deixaram de se complementar e que agora competem entre si.

O ensino profissional é de extrema importância, mas todos sabemos que os conteúdos mínimos exigidos nas disciplinas gerais são significativamente menos exigentes do que no ensino regular. Facilitismo ou adaptação de perfis? Talvez um bocadinho de ambas… Uma coisa é certa, existe uma valorização da componente técnica e estes alunos provaram que são capazes de realizar excelentes trabalhos.

Os resultados conhecidos hoje são positivos, só é pena que estejamos mais preocupados em “atirar” estes jovens para o ensino superior, em vez de criar condições para que o mercado de trabalho absorva milhares de alunos anualmente.

Gostava muito de não saber que a Europa financia estes cursos e que as Universidades precisam de novas propinas para sobreviverem, talvez assim acreditasse que tudo o que está a ser feito é apenas a pensar no futuro dos nossos alunos…

Fica a notícia.


São cada vez mais os alunos do ensino profissional que concluem os cursos nos três anos previstos, elevando esta taxa de conclusão dentro do “prazo” para os 63%, diz o Público (acesso pago). Este número mostra mesmo que a taxa de sucesso destes estudantes nunca foi tão alta.

Os dados mais recentes publicados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), referentes ao ano letivo 2017/2018, mostram que cerca de 19.500 estudantes do ensino profissional terminaram os cursos em três anos, uma melhoria face a 2014/2015, em que tinham sido 15.600. Estes 19.500 alunos correspondem a 63% dos inscritos no ensino profissional, um número que “tem vindo a aumentar gradualmente”.

O mesmo relatório da DGEEC mostra que, entre os anos letivos 2014/2015 e 2017/2018, a taxa de abandono do ensino profissional baixou dois pontos percentuais: em 2017/2018, 12% dos alunos que tinham entrado numa destas formações três anos antes, abandonaram-nas sem conclusão.

Os números são mais positivos nas escolas profissionais privadas do que nas públicas. Enquanto na rede de escolas do Estado 59% dos alunos completam o curso nos três anos previstos, no setor privado esse valor é dez pontos percentuais mais elevado.

Mas também se conclui que, tal como no ano passado, os alunos que no ensino básico foram desviados para outras ofertas educativas, devido ao acumular de chumbos, são os que têm menos sucesso nos cursos profissionais do ensino secundário.

Fonte: Eco

3 COMENTÁRIOS

    • Vá estudar este subsistema de ensino, ampliado no pós II G Guerrra mundial e modernizado, via GETAP em 1989 e veja comos são credibilizados pelos empregadores!O ensino de megafone foi-se!E Não vale acrescentar mais quem quer ficar cego nunca verá!E pessoas da educação classificar de m…o país não é digno de ser professor…

  1. Embora haja exceções, se não tirassem faltas a tantos alunos, iriam ver onde parava o sucesso do ensino profissional! E quanto a “oferecer” módulos, nem se fala…

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here