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Tantos irresponsáveis e irresponsabilizáveis

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tribunalDe forma alguma se pretende um tempo de caça às bruxas, mas talvez se deva exigir a todos e cada um, que sejam, que sejamos, bem mais responsáveis e muito mais responsabilizáveis.

Hoje, com esta voragem desmesurada de “visualizações”, em que tudo é mediático e mediatizado, em que tantos se colocam a jeito de manhã, à tarde e à noite, para que tal lhes aconteça, sem se aperceberem que depois “lhes pode fazer efeito boomerang”.

Efeito este que lhes poderá destapar as carecas, que tantos tanto tapam, e, por vezes, não poucas, em cada buraco, uma minhoca, mas com a “vantagem “ que depois, depois, nada lhes sucede.

Fica – quando descarrila – tudo, numa espécie de “não sei, não fui eu, vamos apurar responsabilidades, com muitas comissões, ” e de repente tudo ficou mais ou menos esquecido, outras mediatizações se lhe sobrepuserem, e tudo continua, já não, tão alegremente, mas no “tem que ser, um dia de cada vez”.

E, na esperança de que amanhã, seja outro dia, deixa-se adiar – estamos muito bons a adiar, essencialmente decisões – deixa-se amontoar no monte já demasiado elevado, mais uma catrefa de problemas.

Problemas que não foram resolvidos, ou foram-no com os pés – como diz, alguém que está sempre a aparecer, já fora de tempo, e a ser sempre mediatizado, fora de tempo, também, usa, para com os outros, como se tudo o que fez, tivesse sido, tão bem feito, e melhor resolvido – e sempre sem responsáveis, nem responsabilizados.

Parece pairar um nevoeiro sobre estas ocorrências diárias, das menos graves às gravíssimas, e tudo sendo “empurrado com a barriga”, para o apeadeiro seguinte.
Uma total falta de responsáveis, claro que não para o título e para as inerentes mordomias. Uma total falta de responsabilizáveis, que o sejam quando tudo corre mal, quando as decisões são as mais erradas, passíveis  de a tantos fazerem “penar”,  pelo que “mal “feito, e nada, a ninguém acontece.

Adiam-se resoluções, empurra-se de um lado para outro, fala-se demasiado, aparece-se demais e ninguém no fim é “o” responsável, “o” responsabilizado.
E este ciclo é transversal e abrangente, dado que por efeito de contágio, qual terrorismos, não havendo consequência para quem pratica – no terrorismo ainda vão morrendo os causadores – tudo se pode fazer que nada irá por certo acontecer.

E este “estar” desresponsabilizado, aos próprios nada causa, mas para a população, para o País é muito mau, desconstrói valores, desconstrói educação, desconstrói respeito, e gera uma anormalidade “normal” de “passa culpas” que não vai acabar bem.

Esperemos que os responsáveis de “título e mordomias”, o passem a ser de facto, arcando com as responsabilidades, já não seria sem tempo!

Augusto Küttner de Magalhães

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