Início Escola Sindicatos – Os professores querem uma GREVE às reuniões de avaliação!

Sindicatos – Os professores querem uma GREVE às reuniões de avaliação!

1156
4
COMPARTILHE

Logo após o silêncio do Ministério da Educação à manifestação de 19 de maio, os sindicatos do continente deviam ter imitado os seus colegas dos Açores, lançando um pré-aviso de greve às reuniões de avaliação de final de período. Infelizmente, optou-se por aceitar calmamente uma reunião com o Ministério da Educação para o dia 4 de junho.

Estamos a falar de 3 semanas depois da manifestação… Enquanto professor, gostaria de saber o motivo pelo qual estão dispostos a esperar tanto tempo, tempo que já não merece ser dado.

Não quero acreditar, que esta reunião tardia com a Tutela, sirva de justificação para abdicarem de uma greve às reuniões de avaliação, com o argumento de que já não há tempo, pois o prazo legal para convocá-las não será suficiente. Todos sabemos que estas coisas demoram e depois do dia 4 de junho, podem sempre alegar que ainda têm de realizar um plenário para ouvir os professores, blá, blá, blá…

Quero acreditar que os nossos representantes são pessoas sérias e seguramente que não vão trair nem desperdiçar a manifestação de 19 de maio.

E para que depois não se queixem, como se queixaram na altura da criação da ILC, por não termos falado convosco a tempo e horas, a tempo e horas vos transmito o que os professores pensam sobre a forma de luta que deve ser implementada.

Espero que a referência, logo após à manifestação, proferida por alguns sindicalistas que o caminho a seguir é uma greve aos exames, não tenha passado de um lapso, pois todos nos lembramos do fracasso que foi a última greve aos exames, onde os serviços mínimos tiraram qualquer efeito prático à dita.

Apesar dos serviços mínimos englobarem também as reuniões de avaliação, o Ministério da Educação terá de dizer quais são esses serviços mínimos. Isso, só por si, será algo interessante de assistir, pois convocar todos os professores, para todos os conselhos de turma, não são serviços mínimos, são serviços máximos…

Convém recordar e apesar de estarmos em momentos diferentes, a última greve às reuniões de avaliação teve grande impacto/sucesso, e já agora, os serviços mínimos só são um obstáculo se os professores quiserem…

Senhores professores dos sindicatos, não esperem mais, ouçam os professores, respeitem a vontade dos professores! Cá estarei para vos aplaudir e apoiar…

P.S – Entretanto, a ILC já ultrapassou as 13 mil assinaturas e a breve prazo obrigará o Parlamento a mostrar a sua verdadeira face… Todos nos lembramos que recomendaram a total recuperação do tempo de serviço congelado e que eu saiba… mentir é muito feio…

Alexandre Henriques

Lembro também os resultados do inquérito realizado em parceria com o blogue DeAr Lindo em novembro de 2017.

Inquérito | Se não houver entendimento, os professores já decidiram a próxima forma de LUTA

COMPARTILHE

4 COMENTÁRIOS

  1. Greve às avaliações de todos os anos incluído 11 e 12 anos que são mais cedo. Como fazer os sindicatos perceber isso? Se desta vez os sindicatos falharem, eu que estou na pro-ordem, vou sair.

    • Para os anos de exame já não vão a horas. Há reuniões marcadas a partir do dia 6 e o pré-aviso deve ser feito com 8 ou 10 dias úteis de antecedência. Nos outros anos que não de exame, o impacto não será nenhum. É só fazer as matrículas mais tarde.

      Os sindicatos sabem disto e nada fizeram a não ser ameaças vãs de grandes lutas. Temos pena, mas por mim, acabou. E acredito que este sentimento é comum a milhares de professores.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here