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Sinal dos tempos? Mãe “és uma burra”!

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O Augusto é um observador atento e com padrões éticos muito elevados e ainda bem que o é! É preciso elevar o grau de exigência… Fica mais um triste episódio da sociedade real…

Responder mal à mãe e chamando-a de “Burra” é fixe!

crianca-maOs pais e mães entraram “numa de tudo na boa”, nada de reprender, nada dizer “não” aos seus rebentos, não lhes querer aplicar “regras”, e depois a “coisa” corre menos bem, ou até corre muito mal! E, assistir a uma mãe, a dizer num local público a uma criança aí pelos 5 a 6 anos, que têm que se ir embora, e a criança responder “não” – será normal, acontece. Mas face à insistência da mãe, a criança chama-lhe “burra” com bastante entoação, e nada de mais acontece, porque parece “ser fixe”, talvez seja muitíssimo grave!  E o à-vontade com que a criança repetiu “ burra, burra” , e a mãe quase lhe implorou para ir embora, aponta que algo não estará propriamente bem.

Se todos entendemos e ainda bem, que o “quero, posso e mando”, para já não voltou, e esperemos nunca mais volte, seja nas políticas, seja nas relações familiares, também o “vale tudo“ não parecerá adequado, e dá muitos maus resultados, futuros. De certeza! E de repente a “normalidade” com que com um ar severo – talvez troca de papéis – uma criança chama, agressivamente, burra à mãe, e esta quase fica com medo, é grave. Por muito “livres” e para a frente “que se possa querer ser”, e adeptos que sejamos e somos da “liberdade, igualdade e se calhar fraternidade” – sem se quer saber de onde “isto” surgiu – têm que haver “limites” e bom senso. E se necessário “caldos e galinha” e “chá”! E de uma forma ou de outra – chamem-lhe os nomes que lhes aprouver uns mandam e outros têm que obedecer. E as criancinhas deveriam estar habituadas, e a maioria não o está, a serem acarinhadas, bem tratadas, brincarem, mas também saberem ser cumpridoras.  E para que “isto” aconteça, têm que sentir respeito pelos pais e mães, não “medo”- isso foi noutro tempo – e obedecerem, mas nunca insultarem, como evidentemente não podem ser insultadas.

Mas uma mãe não deveria – nunca – permitir-se, que a uma “ordem sensata” sua, o seu filho desrespeitosamente lhe chamasse burra, nem ficar aflita e não saber como reagir. Estes comportamentos vão num crescendo, e de repente –  e o tempo passa muito depressa- a criança passa a adolescente, e aí põe e dispõe dos pais e mães, e se não for a bem fá-lo-á a mal.  E nessa altura vai até usar da força se necessário, da agressão à mãe que se permitiu ser chamada de “burra” e nada fez, a mãe, como tantas outras, que por cópia, por não saber ou pelo que possa ser se deixou desrespeitar, e quando se quis fazer impor, era tarde. E criam selvagens, deseducados, que fazem o que lhes apetece por nunca terem ouvido um “não”, não terem sido repreendidas quando deviam, não serem castigadas quando um castigo mereciam. E este deixar andar, tudo numa boa, todos amigos, resulta mal e já se nota, quer nestes cenários pouco agradáveis de mães a serem comandadas pelos filhinhos, e claro pais, também, à total indisciplina que reina nas escolas. E aqui, quer pelas meninas e meninos já lá chegarem suficientemente selvagens, quer por não ser possível aos professores, que também serão mães e pais, poderem e saberem criar respeito. Não temos que chegar ao tempo das reguadas, nem de outros quaisquer castigos corporais, mas temos que voltar – ou reinventar aos dias de hoje –  um tempo em que os pais e mães saibam sê-lo, saibam mandar – sem medo da palavra- e criem filhos e filhas educados, participativos, e não autênticos  selvagens. Ou não! E valha tudo!

Augusto Küttner de Magalhães

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