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Seremos um país de vedetas?

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oscarEstamos a tornar-nos um País de vedetas, onde cada pessoa que pelos mais diversos motivos, “entra” uma vez no espaço público ou político, nunca mais o consegue largar.

E os exemplos sucedem-se em catadupa, e temos pessoas que talvez devessem deixar de estar constante e insistentemente, a querer aparecer, mas não conseguem deixar de o fazer!

Mas, se a comunicação social tivesse “agenda” e fosse toda “mais diferente” e não toda um marasmo de igualdade, essas vedetas que desaparecem e aparecem – quando mais lhes interessa- não teriam tempos excessivos de antena.

Fosse qual tivesse sido a razão por que estiverem em alta e depois deixado de o estar, e querendo insistentemente voltar a sê-lo! Pelo motivo que possa “ter sido e agora tenha que ser”.

Até a comunicação social de “dentro de si mesma” tem alguns exemplos de pessoas que não sabem retirar-se em devido tempo, e arranjam os mais diversos fundamentos para tentar estar sempre à tona. E em alguns casos há uma “confusão”, talvez não intencional, entre uns e outros, em que políticos aparecem por a comunicação os fazer aparecer e exactamente o mesmo com algumas pessoas do jornalismo.

Claro que se nota, se se quiser poder pensar, que só os que estão interessados em nunca desaparecer, as tais “vedetas” é que com “isto” beneficiam. Estão sempre e sempre a aparecer e ser públicas e publicadas. Só os próprios de facto com “isto “beneficiam, e sabem que têm quem lhe dê espaço, tempo e atenção.

E, se a comunicação social não tiver nada mais para nos “contar” até lhe dá “jeito” ter estas coisas para noticiar, e conseguir arranjar sempre e cada vez mais comentadores que comentam invariavelmente, o mesmo.

O panorama talvez não seja o mais agradável para um país que quer reconstruir-se, e melhor do que tem feito nestes últimos anos. E não deveria a nossa atenção, de demasiados, estar a ser “desviada” para estas supostas vedetas, que constantemente aparecem, em vez  de se focar em temas tão mais  importantes que  está por resolver no nosso País, e evidentemente que assim nunca se resolverão.

E ao emergirem e submergirem, ora uns, ora outros, há sempre motes sobre que falar, falar, que se prolongam até surgir o outro idêntico, e assim sucessivamente. Com os tais que vão e vêm e nunca deixam de estar.

E o Pais fica entretido, com este espectáculo e os amores ou desamores pelas vedetas em questão fazem surgir pelejas nada necessárias, mas que recheiam o tempo que deveria sê-lo , preenchido, por outros temas, que de facto tivessem interesse para o País e para todos nós.

Pelo meio os Futebóis –  agora vão de 2ª feira a domingo – que  estavam , estão e estarão  sempre mais presentes, e tudo se vai arrastado, o mal-estar do comum dos cidadãos, acompanhado de falta de educação, respeito e princípios, a aumentar exponencialmente.

 E estamos a não saber fazer e ser melhor, e ficamos siderados com as tais vedetas – os que ficam, mas são bastantes – e com Futebóis, e o País arrasta-se, retardando-se!

Mas, a culpa nunca é nossa, é sempre de um outro, até um dia aparecer um salvador que aí e pela força vai fazer que “mete” – como hoje se usa em tudo dizer – tudo na Ordem. À força, aos encontrões. Pena, mas não mudamos a bem, por e para nós. Seja!

Augusto Küttner de Magalhães

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