Início Rubricas Sente-se um mal-estar nas ruas, uma desesperança!

Sente-se um mal-estar nas ruas, uma desesperança!

72
0

ruaComo é evidente não estamos na situação da Venezuela em que não há “haveres” nos supermercados, não há água nas torneiras e a inflação está em 700%. Não estamos como o Brasil onde uma Presidente é “encostada”, essencialmente por ter apoiado o seu antecessor de forma inconsequente, e haver um substituto que não será de modo algum o exemplo de honestidade. Nem Angola com uma elite de ricos, que não se entende como o são – ricos, tão ricos! – e uma maioria de famintos. Não, não estamos.

Mas estamos num País em que a Economia não cresce, nada, o Emprego na mesma. Mas continuam-se a ver automóveis novos, novinhos a passear pelas nossas ruas, de grandes marcas, importados, normalmente fazendo crescer o PIB alemão e aumentar a nossa dívida. Continuamos a não ver futuro, ou a fazê-lo talvez, erradamente. Continuamos a desfazer todo o tipo de valores – materiais e imateriais – que nos trouxeram até hoje, e a não os substituir por novos, ou os anteriores recuperados.

Continuamos a ver todo e qualquer político que cai do pelouro, a desfazer no nosso País só por não “continuar” no poleiro.

Continuamos a não entender se amanhã teremos mais um problema, com mais um banco. Continuamos a ter um aumento sequencial de “arguidos”, mas nenhum culpado.

O nível de educação – base, base – respeito pelo outro, está a cada dia mais baixo. A desilusão com tudo e com todos, faz com que as preocupações se transfiram exasperadamente de “adequados e indispensáveis” relacionamentos inter-pessoais, para excessivo relevo dado a animais “ditos” de estimação.

Não se quer ver a realidade, não se quer, quem “ainda” tem influência para tal, que “essa” realidade seja visível anda a tapá-la. Vai-se “empurrando” tudo com a barriga, vai-se atirando para o frente o que não se quer saber resolver hoje.

Continuamos, tal como no tempo de Salazar com doses massivas de F´s – Futebol, Fátima e Fado – que nos fazem “andar a fazer de conta”, e a fazer escapulir as frustrações num ou em todos estes 3 F´s.

Deixámos de olhar as Pessoas como devem ser olhadas. Esquecemos as mais elementares regeras de salutar convivência, dado que dizer “bom-dia, boa-tarde, boa-noite, obrigado, por favor, de nada” é uma maçadoria e deixou de ser feito. Tudo às marretadas, tudo a num faz de conta, demasiado selvagem.

Estamos demasiado desesperançados até para sermos minimamente educados.

Temos um Governo legítimo, que por razões exteriores, entre as quais e não só, os países acima referidos Brasil, Angola, não consegue fazer manter as previsões para este ano, e vai fazendo remendos, se fosse o “outro” ainda pior, muito pior seria.

Temos um excelente Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa – que tantos andam demasiado ansiosos por conseguir criticá-lo, ainda não conseguiram – a fazer tudo pelos afectos e pela unidade do País, e não estamos a entendê-lo, apesar de acharmos todos – ou quase – que é o PR de que precisamos.

Estamos a descer, ainda não batemos mais fundo, mas se todos ajudarmos a arrastar para baixo, a criar cortinas de fumo, a não querer união para fazer melhor, todos pelo País, com o País, sem ser só com consumo de bens de dar nas vistas mas não fazer crescer Economia e Emprego, vamos ficar pior.

A Democracia está a falhar, os políticos estão a falhar, nós não estamos a ajudar. Muito está a correr menos bem e todos estamos a “fazer de conta” que não é nada connosco. Parece não ir acabar bem….mas!

Augusto Küttner de Magalhães

COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here