Início Rubricas Sem ovos não se fazem omeletas

Sem ovos não se fazem omeletas

64
0

prato vazioÉ sentimento generalizado que o tempo passa muito depressa. Então as férias, nem se fala. Há pouco, li uma piada que dizia “As férias deviam ser multadas por excesso de velocidade”, acredito que a maioria de nós concorda com isto.

O certo é que as férias acabaram e o ano letivo 2016/2017 já se iniciou. Muito se disse sobre este assunto, no entanto parece-me obrigatório, chamar a atenção, para uma enorme falta de trabalhadores não docentes, principalmente de Auxiliares de Ação Educativa, chamados Assistentes Operacionais. O facto de não haver, nem de longe, nem de perto, o número ideal destes trabalhadores, nada contribui para uma escola pública de qualidade, que todos nós, certamente, defendemos. Esta situação levou a que no passado dia 15, algumas escolas nem abriram em pleno de que são exemplo:  Centro Escolar de Vermoim e Eb 2,3 de Gueifães – Maia, a Escola Secundária dos Carvalhos – Vila Nova de Gaia.

A informação que tenho, via representantes destes trabalhadores, é que são necessários mais 6 000 não docentes. Não me parece, que este número esteja longe da realidade, até porque no ano letivo passado as escolas contavam com cerca de 4 000 contratados a termo: 2822 a tempo inteiro e mais de 1000 a tempo parcial, assim como mais algumas centenas de colegas, que entretanto já se reformaram e mesmo assim, facilmente percebíamos que havia lacunas na maioria dos estabelecimentos escolares.

Sendo positivo o facto de que o Ministério da Educação autorizou a renovação automática de todos os contratos a tempo inteiro, não é a solução nem para as escolas e muito menos para estas pessoas que se dedicam de corpo e alma aos “seus meninos”. Assim é urgente que abram procedimentos concursais para que estes e muitos outros trabalhadores possam efetivar, trazendo mais estabilidade a eles próprios mas também aos alunos que acompanham. Afinal são precisos e são para que as escolas possam funcionar. Sobre contratação de trabalhadores não docentes quero lamentar que nem todos os diretores tenham cumprido a ordem da tutela e não tenham renovado a totalidade de contratos como é o caso do Agrupamento Gonçalo da Maia – Maia e escola Secundária de Valadares – Vila Nova de Gaia.

Não pretendo, de maneira nenhuma, que o que escrevo seja um simples lamento, mas sim que sirva para que toda a comunidade educativa se empenhe na denuncia e na ajuda na resolução deste grave problema. Até porque, cada vez mais, é pedido mais acompanhamento, mais vigilância e mais segurança para os alunos das nossas escolas. Com o número reduzido de trabalhadores não docentes é praticamente impossível assegurar essas vertentes, como diz o provérbio… “Sem ovos não se fazem omoletas”.

Lurdes Ribeiro

Assistente Operacional

Ano letivo afetado pela falta de assistentes operacionais

(TVI24)
COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here