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Sem acordo ! Avança a greve dos professores.

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Ainda tive alguma esperança que houvesse alguma surpresa de última hora. Pelos vistos vamos mesmo avançar para uma semana de greve que causará grandes transtornos pois estamos em período de avaliações. Uma greve nunca é agradável, mas convém não esquecer que quem a faz abdica do seu vencimento.

Os professores estarão em greve por si, mas também pela Escola Pública!

Ficam os cartazes das principais forças sindicais. Atenção às datas… Não façam greve no dia errado 😉

Não há acordo. Professores avançam para greve de 4 dias

Os professores vão mesmo avançar com quatro dias de greve depois de sindicatos e governo não terem conseguido chegar a acordo. A reunião que começou às 17h00 terminou duas horas depois, sem qualquer avanço nas negociações.

“Amanhã há greve. Se no início desta reunião eu achava que era preciso uma grande greve, no final sei que é preciso uma extraordinária greve.”As palavras são de Mário Nogueira, líder da Fenprof, que falava aos jornalistas no final do encontro.

A proposta do governo relativa à contagem do tempo de carreira congelado — umas das principais matérias que separava tutela e sindicatos — manteve-se inalterada e será agora enviada por escrito para as estruturas sindicais. “Não foi acrescentado um dia sequer” à proposta anterior que já era considerada inaceitável pelos professores, explicou o líder da Fenprof.

Para já, Mário Nogueira não põe de parte a hipótese de novas formas de luta. “A seguir a esta greve, no terceiro período, é possível que os professores vão fazer uma grande, enorme manifestação na rua”, disse, argumentando não perceber sequer o propósito da reunião que terminou às sete da tarde. “Há necessidade de continuar a discutir outras matérias e não foi previsto nada. Foi zero porque não há nada abaixo de zero.”

Foi também com pessimismo que o líder da FNE — Federação Nacional de Professores viu o resultado da reunião. “Da parte do Ministério da Educação hoje houve conclusão do processo da procura de convergência”, afirmou João Dias da Silva. “Passaram com um rolo compressor por cima da carreira dos professores. Agora em vez de congelada, a carreira foi comprimida.”

A FNE avançará também amanhã para a greve assim como as restantes estruturas presentes no encontro. “A greve mantém-se. Não prescindimos de um dia que seja do tempo de carreira que esteve congelado. Os professores estiveram nas escolas e esse tempo não pode ser comprimido.”

Para já, João Dias da Silva diz que há outras matérias que urge discutir mas deixa o aviso: “Se houver intransigência, os professores saberão responder.” 

O governo foi representado na reunião por Alexandra Leitão, secretária de Estado Adjunta e da Educação, e Fátima Fonseca, secretária de Estado da Administração Pública, que não falaram aos jornalistas no final do encontro, remetendo para um comunicado conjunto a ser remetido mais tarde para as redacções.

Quatro dias de greve

A greve nacional foi convocada para um período de quatro dias e organizada de forma a que diferentes zonas do país parem em diferentes dias. No entanto, nada impede que os professores do ensino básico e do secundário e os educadores de infância façam greve durante os quatro dias.

Assim, na terça-feira a paralisação irá afectar Lisboa, Santarém, Setúbal e Açores. No dia seguinte, a greve chega ao Alentejo e Algarve. Segue-se a zona centro e, por fim, na sexta-feira, o protesto será no Porto e em toda a região norte do país, bem como à Madeira.

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1 COMENTÁRIO

  1. Força colegas. é a nossa Dignidade que está em causa. Gozam eles…, mas nós não esqueceremos quem nos prejudica/prejudicou. Eu nunca esquecerei quem nos insulta, rouba…. Já agora, a Greve é de 4 dias; quem quiser pode fazer mais de 1 dia, independente da sua zona ou região/dia.

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