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Se tivesse sido um professor…

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Se tivesse sido um professor a pintar as unhas na sala de aula tinha levado com um processo disciplinar em cima, porque é óbvio que não é sítio para andar a pintar as unhas! E sim, é grave.O Diretor da escola, se se provasse que sabia, teria sido admoestado por permitir tamanha falta de profissionalismo (questiono-me se o Presidente da Assembleia da República ou os seus secretários conseguiam, do alto seu púlpito, ver a sessão de estética!).

Se tivesse sido um professor a ser apanhado a usar passwords de colegas, com ou sem a sua autorização, teria uma inspeção à porta porque estava efetivamente a colocar em risco os dados dos seus alunos e colegas, numa clara violação do RGPD, que as escolas são obrigadas a cumprir. Provavelmente até levava um processo crime por falsidade informática.

Se tivesse sido um professor a assinar sumários sem dar as aulas levava outro processo. Dos sérios. Talvez até tivesse saído para pintar as unhas, o que era uma medida … correta, mas depois assinava a aula sem lá estar…. Asneira! Se pensarmos bem, estar a pintar as unhas enquanto se devia estar a assistir a uma sessão parlamentar (ou a dar uma aula) é como se, de facto, não se estivesse lá, por muito que se acredite no multitasking. O que na prática é a mesma coisa que assinar sem estar presente.

Se tivesse sido um professor a usar uma desculpa esfarrapada como “partilha de ficheiros” para justificar comportamentos duvidosos numa rede informática do estado, caíam-lhe logo em cima porque era um incompetente que não sabia trabalhar com as Tecnologias de Informação e, logo, não era um trabalhador do Século XXI!

Mas não foi um professor: foi uma jurista, uma advogada e um advogado que nesta legislatura são deputados.

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9 COMENTÁRIOS

  1. Colega Jorge:
    E NÓS NÃO SABEMOS?
    E a fulana ainda tem a lata de vir dar uma conferencia de imprensa para justificar o que não tem justificação. E acha que tem razão.
    Ela sabe que não tem, mas como todos, está AGARRADA AO POLEIRO.
    O grande problema da politica e democracia portuguesa a meu ver, é que assim que lá chegam MUDAM LOGO. É UM VIRUS com certeza. Veja os do BE. Já NÃO SE PODE ACREDITAR naquelas esganiçadas. Só falam e promentem, que é o que o POVO QUER OUVIR. Mas não têm qualquer projecto. O PSD quando lá esteve ROUBOU-NOS tudo.
    As alternativas são poucas…
    Mas este mal é geral. Olhe os SINDICATOS. De uma forma geral JÁ NÃO DEFENDEM OS TRABALHADORES. Estava-me a lembrar da auto-europa. E olhe nos NOSSOS. COMO ELES ESTÃO AGARRADINHOS À CADEIRA. HÁ 30 ANOS.
    E NÃO DÃO LUGAR A GENTE NOVA.
    Já são da familia. Já se conhecem. Jantam juntos. Não venham culpar outros pelo mau trabalho de quem ganha mhares de euros por mês. (Deixa ver vencimento médio iliquido de um prof sindicalizado = 2.000,00 × 20.000 profs, por baixo, chega, × 1% quota = 400.000,00€ por mês) Ainda ninguém fez estas contas? Por baixo. MULTIPLIQUEM POR 360. SÃO 30 ANOS. UAU. Loucura. Vão lá, sindicalizar-se, e dizer que a culpa é do governo.

  2. É triste que haja gente que venha aqui lutar contra os sindicatos. Estive num e NUNCA usei nada do dinheiro dos sócios que NÃO EXISTEM e o governo sabe bem disso! 20.000? Estão a sonhar! Esses é o número total de sindicalizados nos mais de 10 Sindicatos! Ou seja, nem apra pagar as “sedes” dos sindicatos chega!!! Não foram os protocolos com seguradoras e afiins e … iriam pedir esmola. Aliás, depois daquele célebre encontro de fim de seamana (tipo “um piquenique em lisboa!” os professores (que cobardemente aqui se queixam contra os sindicatos) não estão disponíveis para perder mais de 4 ou 5 dias de salário por greve, durante um mesmo ano!). Acusar os sindicatos é a arma dos fracos! Os professores que estão na direção dos sindicatos (eu já não estou porque abandonei, precisamente porque perdia do meu tempo, roubava horas à família e ao lazer, para atender os professores e ainda lia destas coisas na internet!) têm uma vida que eu não desejo. Só quem NUNCA lá esteve pode dizer estas barbaridades. Criticam aqui os sindicatos mas não estão disponíveis para dedicar a sua vida aos colegas de profissão… Infelizmente, os professores são grupo profissional composto por uma tal diversidade de pessoas que, naturalmente, têm que existir alguns elementos a assumir posições tão ridículas (quando não cobardes) que até dão vómitos!

  3. Haja lucidez para tudo, como houve neste artigo.
    Há, efetivamente, uma “perseguição” aos professores. Fossem eles autores destas ou de outras façanhas…! “Crucifiquem-nos”!!!

  4. Olhe Joaquim Ferreira não sei porque me chama cobarde. Porque não tenho a sua opinião ou porque ainda não mamou o suficiente no sindicato? Mas pelo menos a carapuça serviu-lhe. Caso contrário não estaria tão exaltado. E quer ver que agora os prodessores sindicalizados desapareceram? Assim de um dia para o outro? Era bom no meu ponto de vista. Começaram a abrir os olhos e AUMENTARAM-SE A SÍ PRÓPRIOS. Mas não me parece. Considero mais conversa de manobra de dados à politico de BE ou sindicalista. Deturpam tudo e mostr somente o que lhes agrada. Fique bem. Mas não queira enganar mais os seus colegas. Melhor, não se engane a sí próprio. A propósito Em Portugal comecei a dar aulas em 1986. NUNCA ME SINDICALIZEI. E TENHO ORGULHO NISSO! BEM HAJA. FUI.

  5. Engraçado: já tive uma professora que dava uma aula por mês, outra que se maquilhava e/ou dormia nas aulas, outra que para além de permitir bullying na sala de aula, ela própria o praticava e outra que em vez de dar matéria passava as aulas a queixar-se como era escrava do estado a turmas em que 75% dos alunos recebiam subsídio de inserção social. Houve perseguição a estes professores? Não. Mesmo nos casos que chegaram à Direção Regional de Ensino, foi uma panelinha tal para se protegerem uns aos outros. Não. Únicos prejudicados disto tudo? Os alunos. A única explicação que vejo para este artigo é vivermos num país com duas realidades, a da Capital e a do resto.

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