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Se faltassem professores como faltam assistentes operacionais havia um terramoto no governo…

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Uma escola só funciona bem com assistentes operacionais e assistentes técnicos de qualidade e quantidade suficiente. É toda uma estrutura de apoio imprescindível para que uma escola se centre no seu principal objetivo – ensinar o futuro deste país. É muito grave o que se está a passar, e a questão dos assistentes operacionais já se fala há demasiado tempo sem que ocorra uma resolução definitiva.

Uma escola pública de qualidade não pode continuar a ter assistentes operacionais despejados nas escolas pelo centro de emprego, a prazo, sem formação específica e a conta-gotas.

Nem por acaso, recebi ontem um texto da assistente operacional Lurdes Ribeiro a falar sobre esta situação.

Tapar o sol com a peneira

peneiraNa semana passada, foi anunciado que o Ministério da Educação abriu 300 vagas para Assistentes Operacionais. Devíamos ficar contentes, sempre que há medidas para colmatar a enorme falha de trabalhadores nas nossas escolas mas o certo é que eu fiquei surpreendida, triste e até um pouco revoltada quando ouvi a noticia. Explico estes meus sentimentos pelo facto de que este número é tão insignificante para as reais e prementes necessidades que só “acode” àquelas escolas que estão mesmo a “arder” e que os seus Diretores (poucos) tiveram a “coragem” de encerrar serviços ou mesmo escolas. Ao passo que naquelas, em que por falta de pessoal, as Direções pedem aos trabalhadores não docentes para fazer mais uma horinha hoje, outra amanhã e assim desde do inicio do ano letivo ou então que assegure o seu setor mas que faça uma perninha num outro para que os alunos não saiam  prejudicados, não há, por enquanto, ordem para contratar os trabalhadores em falta. É caso para dizer que “quem não pede, Deus (Ministério) não ouve”.

Todos já percebemos, e muitos sentimos, que a necessidade de assistentes operacionais, nas escolas da rede pública é na ordem dos milhares e não na das centenas. Assim tem que continuar a luta junto da tutela,de todos os agentes: Direções, Associações de Pais, Associações de Estudantes, Sindicatos e toda a sociedade para que de uma vez por todas sejam abertos procedimentos concursais que venham resolver os problemas em todas as escolas que têm falta de pessoal não docente e não estes remendos , como é o caso do anuncio da abertura só de 300 lugares, a isto chamo “tapar o sol com a peneira”.

Lurdes Ribeiro

Assistente Operacional

Falta de funcionários fecha escolas e deixa salas sem limpeza

(DN)

Na Escola Básica António Nobre, em São Domingos de Benfica, a falta de auxiliares levou ao seu encerramento. “Há duas auxiliares de baixa, faltou uma terceira e a escola teve de fechar no 1.º ciclo. Neste momento há quatro auxiliares e, para o básico abrir, têm que chamar funcionários do jardim- escola, que são contratados pela Junta de Freguesia. Se faltar alguém, fecha. Estamos sempre com medo de chegar aqui e ter de voltar com os filhos para trás”, diz Paula Rodrigues, presidente da Associação de Pais.

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