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Quando se sabe ser educado sente-se que ainda haverá futuro

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mudar o mundoEstamos a viver uns tempos em que a selvageria impera, quanto mais se berra melhor, quanto mais se transgride as regras que” estipuladas”, e se necessário por novas terem sido substituídas, “mais fixe”, em que ser educado deixou de “ser moda”.

E quando umas excepções   “acontecem” ainda se tem alguma expectativa de que com os valores que achávamos serem de “ter valor” ou com outros que estes possam substituir, se possa manter a supremacia do Ser Humano sobre todos os restantes animais, mas com dignidade.

Um destes dias num local público onde por vezes utilizo um computador “para fazer que escrevo” não tendo que transportar o portátil, um jovem  pelos 14/15 anos , numa mesa ao lado tentava algo fazer e de repente veio ter comigo perguntar se  estava a utilizar uma particularidade  daquele computador.  Disse-lhe que não.

Sempre muito correctamente pediu  se poderíamos trocar de mesa, implicitamente de computador dado que  estava a acabar um trabalho e necessitava de o fazer com aquele programa específico.

Dado a correcção /educação disse-lhe que sim, só desse 5 minutos para findar que estava a fazer e trocaríamos.

Feito, nem 5 minutos, e trocámos,  e assim foi-lhe possível terminar o trabalho.

E aqui nem houve confronto de gerações/idades entre 14/15 e 66 anos, uma mutua compreensão para o que em cada momento, cada um vai precisar, bem como a necessidade de permitir que nos mesmos espaços e nos mesmos tempos aproveitemos, o que a cada um mais útil será.

Não é hoje fácil “isto” acontecer. Ou por se fazer o “pedido” de forma menos educada/correcta,  criando logo forma de se responder “não”, ou por o tipo a quem é perguntado achar que não está para se maçar, a colaborar com outra pessoa, ou só porque “não”, ponto!

Claro que estes casos são sempre agradáveis de acontecer, dado que o jovem pôde acabar o seu trabalho que de outra forma lhe seria menos fácil, continuando da minha parte a escrevinhar no computador, na mesa ao lado.

Uma situação tão  “insignificante”, tão sem importância, que resolveu-se bem e rapidamente, e tantas, tantas situações mais pequenas ainda – como no trânsito, dar prioridade a quem a tem – e outras tão “maiores”, que se não resolvem por egoísmos, ou imbecilidade, e que nos fariam, sem ser lorpas nem todos muitos “bonzinhos” , ter melhor qualidade de vida com mais futuro !

Mas não está fácil….não apetece, pensar, por nós e mudar, por todos e também por nós!

 Augusto Küttner de Magalhães

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