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Resultados | Pretende aderir à greve de professores (entre 1 e 4 de outubro)?

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Os resultados da sondagem ComRegras realizada nos dias 21 e 22 de setembro, mostram uma clara divisão na opinião dos nossos leitores (3220 votantes). A rejeição à greve de outubro vence por uma curta margem, mostrando o sentimento de indignação e revolta pela forma como este processo foi conduzido pela plataforma sindical e descrença na eficácia desta greve. É verdade que 1/3 ainda não decidiu e esses professores podem fazer a diferença no sucesso ou fracasso desta greve. Os sindicatos se pretendem ficar bem na “fotografia”, é bom que comecem a dar à perna ou o Ministério da Educação vai perceber de vez que venceu a batalha da recuperação do tempo de serviço…

Quem acompanha o ComRegras sabe que estou muito pessimista, a greve às reuniões de avaliação foi a oportunidade perfeita para virarmos o “jogo” a nosso favor. Pessoalmente não perdoou a traição que a plataforma sindical fez aos professores, andávamos a lutar nas escolas e esses senhores estavam mais preocupados com o “pai da criança” do que em lutar propriamente… Depois mandaram os professores de férias e o resultado está à vista.

Estamos num momento em que o sindicalismo tradicional precisa de refletir e alterar a sua forma de atuação, o seu excessivo número e a perpetuação de certos líderes sindicais estão a destruir um elemento essencial da nossa democracia.

Alexandre Henriques

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39 COMENTÁRIOS

  1. Alexandre,

    “Quem acompanha o ComRegras sabe que estou muito pessimista, a greve às reuniões de avaliação foi a oportunidade perfeita para virarmos o “jogo” a nosso favor. ”

    Mas não virou. A explicação para este não virar deve ser feita e aqui não há excepções. No entanto, não considero este o momento para o fazer.

      • Totalmente de acordo, e porque a plataforma sindical mostrou de que lado está, quem defende e o que defende, e como não me defende enquanto professora, não faço greve. E mais, embora não possamos parar, acho que neste momento a adesão deveria ser mínima, para que se saiba que não somos marionetas nas mãos de quem tão mal dissimula estar ao lado da classe docente.

        • “acho que neste momento a adesão deveria ser mínima”

          Não sei comentar esta frase sem usar vernáculo.

          Por isso não digo mais nada.

        • Subscrevo. Como já aqui disse, em primeiro lugar é preciso mudar os sindicalistas. Quem aqui diz o contrário só pode estar feito com eles. Não estão a defender os professores. Mais, numa altura em que todos estão a olhar para os professores, qualquer greve que se faça, mesmo com milhões de razão vai ser sempre mal vista. O governo não vai ceder e vamos ficar mal na fotografia. Ou os srs professores não falam uns com os outros? Não falam com mais ninguém? Não lêm jornais? Expliquem-me em que é que os sindicatos ao incentivar o apoio à greve neste momento, apoiam os meus interesses. Por fim enquanto as cadeiras não rodarem não contem comigo. Vão xular noutro lado. Sindicalistas 20 e 30 anos não são professores! E digam aos professores uma vez por todas quanto recebem todos meses.

      • Como tendo a complicar as coisas (defeito, assumo), não me parece ser a explicação assim tão simples.
        Quando nos metemos numa luta, por muita razão que tenhamos, há que saber gerir a coisa, repensar e avançar de novo perante um oponente que tem tudo do seu lado – leis, descoberta de entrelinhas nas leis e opinião pública do seu lado. Se isto não acontece, facilmente as tropas desmobilizam ou sai uma derrota em toda a linha.
        Mas, repito, esta não é uma questão que queira desenvolver agora.

        Vamos estar atentos…..

        • Nesse aspecto concordo consigo, Ana, no entanto, toda a Plataforma Sindical está ao lado do ME e não me vou por ao lado do inimigo. E, sim, sem receio do seu vernáculo, continuo a afirmar que “a adesão deveria ser mínima”.

  2. Concordo coma Ana sobre o facto de a explicação precisar de ser aprofundada. A Plataforma fez o que sempre faz. Nada de novo na frente ocidental. Todos nós já vimos isto acontecer demasiadas vezes para que possam subsistir dúvidas. Não é casual serem recebidos pelo ME e o STOP ficar de fora com a concordância de todos eles. Abram o olho, colegas, the answer is blowing in the wind.

  3. Sugestão: sigamos o exemplo que está a ser dado pelos taxistas. Greve CONTÍNUA até que o ME perceba a nossa força. Aproveite-se a convocatória de greve por regiões e transforme-se numa greve de 4 dias para TODOS!

  4. Sugestão: Sigamos o exemplo dos taxistas, que não arredam pé há 5 dias. Porque não aproveitar a convocatória de greve por regiões e fazer uma greve nacional de 4 dias?

  5. OS taxistas tb foram comidos com cebolada pelo governo.
    Quem está a sofrer sao os taxistas e os patrões dos taxistas.
    O governo nao esta nem ai e o povo de lisboa e porto chama os UBER.

    Greves só dão resultado em certo tipo de empresas… ACORDEM

    Tribunais com eles.

  6. Há greves que não têm pernas para andar e causas perdidas, outras não, é preciso saber distinguir umas das outras, e não arranjar desculpas “esfarrapadas” como fazemos sempre, para não agir e para desmobilizar. O ME conhece a tradição dos professores, sabe que são um corpo muito diferenciado, difícil de orientar e de mobilizar, têm pouco fôlego, esmorecem com facilidade, basta as suas reivindicações não serem atendidas de imediato. Os professores têm uma grande capacidade de sacrifício, é preciso fazerem-lhes muitas afrontas para que reajam, de outro modo deixam-se estar, o ME não tem que fazer nada, só tem que esperar que isso aconteça. Pelo contrário, os enfermeiros fazem paralizações de vários dias seguidos, tal como outras classes profissionais com situação económica também difícil. Sejamos Homens e Mulheres com maiúscula e façamos com que nos respeitem, não sejamos flores de estufa amuados. Ter feito greve nas férias não era uma boa estratégia, como é possível não ver que seria apenas perda de vencimento, o país estava de férias, quem nos ia dar atenção? arranjem outra desculpa e desamuem. O agravo é tão grande que não podemos escolher a via da escaramuça mesquinha dentro dos professores. A hora é de união e as forças são todas para focar contra um único alvo, o ME, em defesa do 942. Todas as organizações que contribuam nesse sentido são bem vindas e todas as ideias que ajudem a cumprir essa pretensão devem ser apoiadas, quantas mais melhor. Não desperdicem energias na desmobilização. O ME, assiste, diverte-se e agradece. Os que ficarem com a fatia destinada aos professores porque foram mais tenazes, também.

  7. E quem é o anjo que acha mesmo que os taxistas estão a ganhar alguma coisa? Os que fazem greves são de grandes empresários. Logoos patrões contentes porque quem só tem um taxi ontinua na lavoura. E o povo procura alternativa até eu descobri graças aos srs taxistas que a uber me ficava bem mais barato. E aqui. Os únicos a ganhar são os sindicalistas. Anos sem peeparar aulas nem mudar de escola. Tem que justificar trabalho com umas greves. Tipo BE e as associações SOS. Assim que acontece algo diferente, alto que é racismo. Mostrar trabalho para justificar os milhares que vão para essas organizações. Quantos indivíduos temos nos sindicatos? E se fossem já segunda feira colocados numa escola onde façam falta? Encerrar esses gabinetes todos e vender o espólio. Entregar a quem contribuio. Resolviam muitos problemas se calhar. Não é para isso que cá estamos? Esses se nasceram para ser sindicalistas deviam eatar noutro sitio. São uma vergonha. Estão a envergonhar todos os professores perante os cidadãos e os filhos deste país.

  8. São todos maisdo mesmo independentemente da vontade. Começam a reclamar. Sobem uns degraus. E aí estão eles a tirar fotos todos sorridentes e a beber café. Ah e tal. Estávamos a discutir e pois…. É… O outro também estava a mamar bifes que lhe foram oferecidos e o povo a passar fome…. A propósito…. Quanto ganha um sindicalista? E em mordomias? Teleles… Almoços de serviço… Viagens…

  9. O pq dos sindicalistas estarem la ha 30 anos no mesmo lugar, terem mordomias, nao darem aulas e terem despesas pagas nao convém perguntar.

    O facto de so conhecerem greves e manifs insipientes como forma de luta também nao convém perguntar.

        • Tem dúvidas? Um não muda nada mas não me importo de ser o único. Vergonha tenho é ser conhecido pelo papa greves. Antes de ir de férias greve. Agosto, férias. Depois, greve. Sou o único que tem vergonha? Não sabem fazer mais nada a não ser convocar greves? Ao menos deixem passar uns tempos. É preciso outra tática. Neste momento os prof estão muito mal na fotografia. Bem haja.

  10. Fui das que levou a greve até onde foi possivel. Até aos serviços mínimos, já que só tinha turmas de 9º ano. Tive pena de não poder continuar ao lado dos meus colegas, apenas contribuindo para o fundo de greve.
    Não viro a cara a uma luta, mas não luto ao lado destes sindicatos que tão claro deixaram o lado a que pertencem e não é ao meu enquanto professora.
    Digam-me, os serviços mínimos foram convocados a que reuniões??? Às de avaliação, claro, porque essas eram necessárias para dar a imagem de que tudo ia bem no reino da educação. Porque essas eram as que causavam prejuizo. Quem a convocou? Recordo-vos, foi o STOP. Porque a Fenprof e afins foram convocar outra, daquelas de faz de conta, como esta que se avizinha e depois, nas televisões falavam dos números da adesão, num claro aproveitamento do trabalho alheio. Tudo isto é demasiado sério para andarmos a brincar às greves e a satisfazer os tristes jogos do Mário Nogueira. Já agora, onde está a indignação dessa gente em relação à imposição dos serviços mínimos, que mais não são do que um retirar-nos o direito à greve? Que gente é essa que diz continuar a luta em Setembro, mas que durante o mês de Agosto todos deveriamos ser muito mauzões e importunar os políticos em férias, caso os encontrássemos? Onde está a luta pela dignidade de uma classe inteira?? Onde está a seriedade??
    Em Julho fui interpelada por uma EE que me perguntou o que se estava a passar nas escolas, que nao havia notas e não sabia de nada. Expliquei-lhe e indignou-se. Perguntou-me por que é que não iamos à televisão dizer o que lhe acabara de contar, que as pessoas não sabiam o que se estava a passar. Onde está o Mário Nogueira, que supostamente me representa, onde esteve ele durante esse tempo que não veio a lume, de forma assertiva e objectiva dizer as nossas razões.
    Não, NÃO faço greve convvocada por esta gente. E, arriscando-me a respostas vernáculas, reafirmo que, emnome da dignididade docente, nenhum professor deveria aderir. Servem outros amos estes sindicatos.

  11. Farei os 4 dias de greve. Penso que se houver esta tomada de posição a nível nacional, e não apenas no dia destinado à região em que a nossa escola se insere, voltaremos a chamar a atenção sobre nós. Há que haver unidade, que é o que falta na nossa classe há muito…
    E não, não sou ingénua nem pró plataforma, bem antes pelo contrário. Mas, infelizmente, só eles podem entregar pré-avisos de greve. E sim, continuo a achar que é a única forma de incomodar a sociedade civil, sobretudo em pleno período letivo, sem encarregados de educação em férias…
    Pensem nisso!!!

    • Idem. Farei o mesmo lu, nem que tenha que ir pedir para pagar as obrigações.
      Os 4 dias terão um impacto bem maior do que as greves às avaliações, que eram apenas uma moratória a algo que se sabia que mais cedo ou mais tarde ia sair, nem que fossem com passagens administrativas ou notas inventadas pelo ME.
      A greve a todo o serviço é a única coisa que eles não têm como impedir. Custa? Pois custa, custa muito. Mas querer que nos caia do céu o que está em jogo sem um sacrifício monumental é de uma ingenuidade surpreendente.

  12. Para mim, acabou-se a confiança nos sindicatos. E até já anulei a minha sindicalização. Acho que os sindicatos, neste momento, não servem para nada, não nos defendem. Parece que até estão do lado do Governo. Chega de perder tempo com as idiotices dos sindicatos da treta que temos.

  13. Antonia Mancha, o seu incentivo à desmobilização da greve é uma ofensa aos professores e ao sindicato que os defende há mais 40 anos enquanto você andaria distraída a usufruir de uma invejável carreira por eles conquistada e agora em risco por comportamentos deploráveis como o seu.

    • João Ornelas, não ofendo ninguém, ou uma visão diferente da sua é algo que entende como ofensivo? Em 20 anos tenho estado sempre na luta. Até agora. Que percebi que, contrariamente ao que diz, os sindicatos não nos defendem. Quanto à invejável carreira, atendendo ao tempo de serviço que tenho, calculará que já não sou do tempo das “vacas gordas”, aliás 2º escalão, parece-lhe uma “invejável carreira?
      Faça-a quem quiser, eu não a faço. Está gasta a conversa dos sindicatozinhos. Não vê quem não quer, talvez para esses outros valores mais altos se levantem.

  14. Nem mais um dia de greve (só o governo lucra), organizada por um grupo de sindicalistas que estão feitos com o governo. Só o STOP é diferente. Mas quando estiver implantado vai ser igual

  15. Muitas vezes, os sindicatos desiludiram os docentes mas quem tem desiludido mais têm sido os Ministros da Educação que tem passado por essa pasta (e o atual é uma vergonha)…vou fazer greve porque estou muito insatisfeito com o que se passa no ensino em Portugal. Fiz greve antes de agosto e por lógica vou fazer agora…também não se deve esquecer, nas eleições legislativas, em quem não se vai votar…

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