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Resultados da Sondagem | É a favor da existência de Quadros de Honra nas escolas?

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Ficam os resultados e a opinião de Paulo Guinote. Obrigado pela colaboração 😉

Sondagem quadros de honra

 

Em defesa da Honra

Paulo GuinoteO facto de se debater, com alguma intensidade em certos momentos e ambientes este tema é um motivo para espanto meu e para pensar que há quem não tenha muito com que ocupar a cabeça. Ou então que há gente com teias ideológicas na cabeça realmente graves.

A minha posição é muito simples: a existência de quadros de honra ou mérito deve ser da exclusiva responsabilidade de cada escola, a partir de decisão do seu Conselho Pedagógico com ratificação pelo Conselho Geral. Isso é autonomia, isso é algo que tem a ver com a cultura e identidade de cada escola.

Se não gostam, acham que é “fascista” ou “prisioneiro da lógica da competição”, que traz mal porque os alunos se tornam menos cooperativos, mas os aprovem. Se acham que é um mecanismo de reconhecimento simbólico do mérito desses mesmos alunos, aprovem-nos e implementem-nos, seja de valor absoluto (média das notas) ou relativo (envolvimento em projectos escolares, desporto, etc).

Como devem calcular, eu defendo a segunda hipótese e tanto mais quanto a pressão for para produzir sucesso a todo o custo vai a par de uma mentalidade igualitarista no pior sentido da indiferenciação. Acho que quando parece que todos devem ter sucesso, se deve dar um estímulo para que esse sucesso seja de qualidade e não apenas o desfecho de uma imposição administrativa. Exactamente para não intensificar a argumentação é que nem desenvolvo o meu pensamento quanto a quem acha que estes quadros são prejudiciais. Limito-me a dizer que seria tão bom que, pelo menos desde o 7º ano, consultassem, sem tentar enviesá-la na apresentação da questão, os alunos acerca disto. Posso estar enganado, mas acho que até muitos dos menos bons em termos académicos concordariam com o princípio de diferenciar simbolicamente os alunos com melhor desempenho académico, disciplinar ou desportivo.

E ficaria tempo para os professores se preocuparem com outras coisas, menos bizantinas.

Paulo Guinote

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3 COMENTÁRIOS

  1. O que também me espanta é que não se consiga observar os efeitos destas coisas aplicadas com iguais critérios a crianças do primeiro ciclo ou a jovens do secundário. Paulo Prudêncio.

  2. Os quadros de honra, como estão idealizados, distinguem aqueles que têm melhores oportunidades e não aqueles que mais merecem, pelo seu esforço. Isso é honra? Além do mais diminuem todos os alunos a um número num ranking de estruturação muito duvidosa. E não, não é uma questão que deva estar na alçada da autonomia da escola. Promover este tipo de coisas em miúdos (e especialmente nos pais) é completamente contraproducente para o objetivo de ensinar. Esta visão competitiva do mérito que o Paulo pelos vistos partilha, é sim verdadeiramente assustadora. É triste que se acredite que a valorização do mérito se possa fazer pela exclusão de todos aqueles que pelos vistos não tem “honra”. Se querem fazer um ranking de alunos incluam todos sem exceção. Espera aí… Isso já é feito. Chamam-se notas! Numa coisa concordamos: A Escola tem muito mais para fazer do que andar a perder tempo em quadros de honra.

  3. Sem duvida, a escola “professores” deviam estar mais ocupados em ensinar do que perder tempo/dinheiro/recursos em festas de quadros de honra, é monstruoso o desperdício em caprichos de meia dúzia de pessoas, que se preocupam mais com a imagem que é falsa… deviam canalizar sim todos os recursos e meios para ensinar, e não o fazm

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