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Redução Dos “Chumbos” Permitiu Poupar 112 Milhões De Euros

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Quando se olha para uma área estrutural nas sociedade modernas apenas vendo os números, estamos mal…muito mal!


A redução de mais de 30 mil “chumbos” nas escolas onde, nos últimos dois anos, foi aplicado o Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, permitiu ao Estado poupar 112 milhões de euros. Os números são revelados por um relatório (Escolas e Comunidades – Tecendo Políticas Educativas com base em Evidências) da estrutura de missão nomeada pelo Governo para avaliar a medida.

A diminuição do número de chumbos nestas 663 escolas é superior ao registado na generalidade dos estabelecimentos de ensino. De acordo com os indicadores mais recentes da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, a taxa de retenções e desistências no ensino básico caiu de 7,9% em 2015 para 5,1% em 2018. São os números mais baixos da década.

O relatório de avaliação do Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar mostra também que a redução de mais de 30 mil alunos retidos permitiu “ganhos de eficiência” de 112 milhões de euros. Este valor tem como referência um custo médio anual por aluno de 4500 euros. O Estado poupa este dinheiro uma vez que os estudantes não repetem o ano.

Como o PÚBLICO dava conta na semana passada, quase um terço dos alunos do básico chumba pelo menos uma vez, o que leva o Estado a gastar uns 250 milhões de euros por ano. Só no ano passado, 50 mil alunos ficaram retidos no ensino básico.

O Programa de Governo prevê “criar um plano de não retenção no ensino básico, trabalhando de forma intensiva e diferenciada com os alunos que revelam mais dificuldades”. Não faltou quem daí retirasse o fim dos chumbos até ao 9º ano, mas os chumbos não vão acabar por decreto, garante o Ministro da Educação.

O aumento do sucesso escolar em escolas abrangidas pelo Plano Nacional deve-se a medidas como o redireccionamento dos créditos horários lectivos e os recursos docentes das escolas para o combate ao insucesso, bem como o reforço, “ainda que em apenas um terço do inicialmente previsto”, de professores e técnicos educativos adicionais disponibilizados pelo Ministério da Educação, valoriza o relatório.

 

Fonte: Publico

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3 COMENTÁRIOS

  1. Partilho o comentário que escrevi no Jornal Público:

    Se o sucesso for real, o que ainda está por provar (em matéria de educação o processo é longo), será uma boa notícia; se for resultado de “engenharia burocrático-estatística”, o futuro cobrará com juros elevadíssimos. Contrariamente aos bancos, em que sistematicamente somos chamados a pagar para que, apesar da má gestão privada, possam sobreviver, estes adultos incultos serão puro lixo descartável, condenados, se para tal houver dinheiro, a uns subsídios de sobrevivência por não possuírem competências para os empregos disponíveis! Já há sinais de empregos a ficar desertos por falta de competências dos candidatos
    Não deixa de ser curioso que perante um futuro tão exigente, a escola passe também ser “curling”, ou seja, tóxica!

    Se alguém estiver interessado em explorar o conceito “curling”, aqui ficam dois artigos:
    “Um filho não pode ser um bonsai ao qual os pais cortam as folhas a seu gosto”:
    https://www.publico.pt/2019/10/12/culto/entrevista/javier-urra-1889616
    É um “pai curling”? Se for, faz parte da “pandemia da parentalidade tóxica”
    https://observador.pt/2019/07/24/e-um-pai-curling-se-for-faz-parte-da-pandemia-da-parentalidade-toxica/

  2. Mentira. Com chumbos não há aumento da despesa.
    Os alunos têm de ficar até aos 18 anos e depois vão embora, quer estejam no 9 ano quer estejam no 12 ano.
    Os livros são os mesmos os profs não se contratam mais , não se fazem mais turmas, gasta-se a mesma água comida e eletricidade.
    Onde se poupa?

    Mentirosos

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