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A Raiva na condução automóvel

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Como seria de esperar, uma vez que nada por ninguém tem sido feito para que tal não viesse a acontecer, “a fúria na condução automóvel”, aumenta a cada dia que passa.

Podemos ouvir, pelos inícios de manhã e pelos fins de tarde, o número “crescente”  de acidentes que acontece nos acessos às maiores cidades do nosso País. E se andarmos pelas ruas, dessas mesmas cidades, a forma como “se bate” desalmadamente em tudo que seja cruzamentos e não só, é uma realidade e constante.

Ninguém respeita prioridades, todos, mesmo que sem pressa alguma querem “estar à frente, ser os primeiros”. Haja stop ou perca de prioridade “mete-se “ – como hoje é uso dizer – o automóvel para a frente, se vier outro lá foi outro acidente, meia dúzia de insultos, trânsito todo interrompido, reboque, seguro. E “pronto” , amanhã faz-se o mesmo.

Os automóveis andam todos com sinais de toques. No problem. Assim é “fixe”.

O número de mortes em passadeiras aumenta a cada ano, mas não faz mal, vão sendo menos uns e umas com mais de 65 anos, que não sabem correr na passadeira e deixa de se ter que lhes pagar reformas.

No semáforo, a ideia da maioria dos condutores, quando está vermelho é passar até ao segundo/ terceiro automóvel, se aparecer o verde é ficar parado até acabar de ver o último “post” no facebook, e só aí, arrancar. E quem está atrás que aguente, e é se quer!

E, umas buzinadelas pelo meio, “meia de insultos”, palavrões à mistura, dedo do meio da mão no ar, seja ele, seja ela.

E tudo o que se possa ter apreendido, quando se “tirou “a carta de condução não é utilizado, vale a lei do mais Xico-esperto, de como cada um mais lhe apetece.

Ninguém está minimamente interessado em por ordem nesta desordem. Todos estão formatados a chegar primeiro à frente, mesmo que não tenham pressa. Fazem-se inversões de marcha onde interrompe todo o trânsito, mas é uma forma de fazer massacrar os outros, e a unica de fazer valer o “eu”.

Riscos contínuos, para cada viatura circular na sua respectiva faixa, são só riscos no pavimento, para não ser tudo preto, e se não tiver “baias” em cima, não são de modo algum para respeitar. Para quê? Era o que mais faltava!

Indicações no piso como stop, ou obrigatório virar numa “determinada” direcção não têm qualquer utilidade, dado que propositadamente não se cumpre.

E este é o estado do trânsito, da condução, do não-civismo, da falta total de respeito e educação no nosso País, e ninguém está minimamente interessado que assim deixe de ser.

E claro cada dia vai ser pior, mais chapa a bater, mais insultos, mais umas bofetadas, mais implicâncias, mais deseducação. Mas assim é “fixe, meu, mano”!

Augusto Küttner de Magalhães

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