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PSD e CDS querem dar poderes “policiais” aos professores

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Sempre que um professor é agredido a conversa é sempre a mesma, o que fazer para diminuir a violência contra os professores?

A direita quer reforçar a autoridade dos professores, agravando as sanções a todos os que agridem os professores e permitindo que os professores possam reter os alunos na escola até que cheguem as autoridades.

Se a primeira parte da (eventual) proposta até me agrada, a segunda acho completamente absurda. Como é que o professor retém o aluno? Amarra-o? Bate-lhe? Imobiliza-o? Ou estão à espera que depois do professor levar na cara, o aluno acate a ordem “espera aí, não podes sair da escola que a polícia vem aí”…

Eu não sei o que passa na cabeça de certas pessoas para pensarem neste tipo de propostas. Um professor não é polícia, não tem formação de polícia e não quer ser polícia… já chega o professor ser pai, o professor ser psicólogo, o professor ser babysitter, o professor ser confidente, etc…

Querem reduzir a indisciplina e a violência escolar?

Reduzam o número de alunos por turma, apostem na codocência, reduzam a carga letiva dos alunos, tornem o ensino mais prático, reduzam o tempo que os professores perdem em atividades supérfluas, responsabilizem os encarregados de educação pela indisciplina dos seus filhos, apostem em gabinetes multidisciplinares, reforcem os psicólogos escolares e aumentem o número de assistentes operacionais. Não e difícil…

Alexandre Henriques

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5 COMENTÁRIOS

  1. Corroboro perfeitamente com as medidas que o colega propõe. Este Ministro e equipa, os Directores e a DGEST devem ou deveriam tomá-las. Já acontece em alguns bairros mais problemáticos. ameaçarem-nos no 1º Ciclo! Como é que as crianças e os jovens nos podem respeitar? Actualmente, e enquanto não se tomam medidas, a Polícia da Escola Segura deve rondar mais vezes as Escolas em bairros problemáticos para nossa segurança.

  2. Até concordo consigo. Mas ”tornem o ensino mais prático”. Quer dizer, se o ensino não for prático, o jovem , ou até a criança, digamos, ganha predisposição para arrear no docente? Não, ele tem é de ser educado que não pode arrear no docente, nos funcionários, esteja ou não com tédio…
    Essa ideia de que o aluno tem de estar permanentemente com regozijo no estudo é uma coisa, para não lhe chamar nomes, um bocadinho utópica…
    Cada vez mais ignorantes… e para estarem calmos? Mais um bocadinho de ignorância!

    • Estava a pensar nas turmas mais complicadas como os CEF, Pief e cursos profissionais, há conteúdos que não estão minimamente ajustados a esses alunos.

  3. Lamento, mas recuso-me a entrar numa espiral em que, qualquer dia, teremos que ir armados dar aulas.

    Os alunos com comportamentos delinquentes não devem ser mantidos nas escolas e isto é o busílis da questão, pretender transformar a escola num centro de reabilitação (que depois leva progressivamente ao desaparecimento dos alunos não-delinquentes). Não tenho formação para trabalhar com delinquentes nem criminosos, nem os outros alunos devem ser sujeitos a conviver com esse tipo de comportamentos dentro da escola. Pecebe-se que os reformatórios existiam por alguma razão… agora, para evitar os marginais na sala de aula/escola, parece que tem que se ir para um colégio privado? Serei só eu que vejo que esta filosofia é uma aberração e que põe em causa a escola pública?

    Enquanto professora, não tenho qualquer competência para lidar com criminalidade nem com delinquência juvenil. Se querem que eu a tenha, então, no mínimo, paguem-me a formação, forneçam a arma e somem ao ordenado de professora o de polícia (e eu sairei pelo meu próprio pé, pois não tenho qualquer desejo ser polícia…).

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