Início Editorial Propostas para compensar o apagão de 10 anos de congelamento da carreira

Propostas para compensar o apagão de 10 anos de congelamento da carreira

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Os professores estão irrequietos, começa a fervilhar uma revolta que já senti no passado e que se for devidamente alimentada pode, nas condições “ideais”, levar a uma grande onda de indignação.

Muitos ficaram surpreendidos com a surpresa, passe a redundância, da não contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão durante o congelamento da carreira docente. Mas a surpresa, pelo menos no meu caso, não vem desse apagão, mas sim da diferença de tratamento quando comparados com outros funcionários públicos. Nos anos da TROIKA e pós-TROIKA, foram as progressões de polícias e militares, foram os aumentos salariais a várias classes da função pública e agora o sistema de progressão por pontos. Aos professores, zero, zerinho, rien, e nem uma palavra de apreço. Eliminaram 10 anos de serviço, assim… puff… faz de conta que não existiram, mas os cabelos brancos estão cá para prová-los. Está tudo preocupado com as “flexibilizações” mas esquecem-se que os professores já não são mais flexíveis, e este desprezo profissional, só aumenta a rigidez e a vontade de trabalhar consoante o tratamento que nos dão…

E depois temos a hipocrisia no seu esplendor, ou têm uma forma perversa de motivar os professores…

Maria de Fátima Fonseca, secretária de Estado da Administração Pública, reiteira que descongelamento das progressões é uma reforma estrutural, para “ter trabalhadores motivados” na função pública.

Nós não estamos a reescrever as regras do congelamento. As regras de não contagem de tempo não são novidade na Administração Pública, no passado estas regras já existiram. A regra desapareceu da proposta de OE porque ela decorre da forma como o congelamento tem estado previsto nas sucessivas leis do OE. Quando estabeleceu o congelamento o legislador disse duas coisas: nas carreiras que tenham pontos, eles são contabilizados [para efeitos de progressão quando o descongelamento ocorresse], nas carreiras cujo elemento determinante na progressão seja o tempo, o tempo é congelado e não conta.

IN PÚBLICO

Retirado do Blogue DeAr Lindo

Os professores não podem ser funcionários públicos de 3ª, merecem ser dignificados e o ministro Tiago Rodrigues, precisa também ele de sair do congelador, dar a cara, e ter mais peso no Conselho de Ministros. Ser Ministro da Educação não é para falar apenas em inaugurações ou quando a seleção nacional joga, ou para entregar manuais escolares gratuitos. É preciso assumir o cargo na sua plenitude, para o bem e para o mal. Há muito que me questiono, quem é o Ministro da Educação, se é o Tiago Rodrigues ou o Secretário de Estado João Costa?

É preciso compensar os professores, é INACEITÁVEL o que se quer fazer! Por isso apresento uma proposta muito simples: arranjem forma dos anos do congelamento contarem para a antecipação da idade da reforma. Outra proposta também interessante, é a diluição do tempo congelado pelos escalões que faltam. Tem é de existir alguma compensação.

A solução passaria pela negociação de um novo modelo de carreira docente, entre os sindicatos e o Ministério de Educação, com o objetivo de ver a permanência em cada escalão, ou apenas em alguns, reduzida. Ou, poder-se-ia optar por uma diluição destes sete anos pela, restante, carreira de cada docente afetado. Na prática seria a mesma coisa. Tornar-se-ia, também, necessário salvaguardar a aplicação desta medida às futuras entradas na carreira, desde que os docentes tenham estado ao serviço durante estes, longos, sete anos.

Rui Cardoso – Blogue DeAr Lindo

Esta geração de professores, não pode ser sacrificada, não pode pagar o desvario, incompetência e até crimes que alguns cometeram enquanto eleitos pelo povo.

Faça-se justiça, e não se ignore a importância que os professores têm no tecido social e a força que estes podem ter quando a revolta atingir o seu pico.

Quanto aos sindicatos, considerem estas propostas, e no caso de total rejeição por parte da Tutela, o rumo só pode ser um – GREVE GERAL!

Alexandre Henriques

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4 COMENTÁRIOS

  1. Falta falar aqui também do regime especial de aposentação. Uma medida urgente e que levará muita gente para a luta e é outra em que fomos discriminados pois há carreiras que continuam a ter regimes especiais: GNR, PSP etc. A luta também deve passar por aí.

  2. A mim a reforma antecipada não me diz nada. Já devia estar no último escalão, se me reformar vou com o vencimento do penúltimo. Será isso que querem? Eu só me reformo depois de chegar ao topo.
    A progressão é muito mais importante do que a reforma e atinge todos os professores, do primeiro ao último ano de serviço, não há compensação possível.
    Não quero fugir ao trabalho que escolhi, só quero que reconheçam o trabalho que já fiz.

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