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Proposta De Nova Carreira Docente – Blog DeAr Lindo

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O Arlindo decidiu abordar um tema que é autêntica nitroglicerina. É público que quer a esquerda quer a direita estão desejosas de alterar o Estatuto da Carreira docente, com o intuito óbvio de reduzir os seus custos.

O Arlindo faz um exercício que vai ao encontro desse objetivo, para o efeito elimina os escalões mais elevados, mas começa a carreira no escalão 200. Desde o tempo da Maria de Lurdes Rodrigues que se fala nos vencimentos baixos em início de carreira. A proposta de reduzir os vencimentos mais elevados é naturalmente polémica, mas tenhamos em consideração que esta hipotética alteração teria de ser aplicada apenas para os novos professores. Se perguntarem a um professor em início de carreira se pretende ganhar mais no início e menos no final, provavelmente a maioria irá concordar, pois é no início da carreira que as despesas são superiores.

Outro aspeto relevante, é a equiparação do vencimento de coordenador de departamento aos membros de direção. Apesar de concordar com um suplemento para os professores que desempenham cargos de maior responsabilidade, tal como os coordenadores e diretores de turma, não acho justo o mesmo vencimento para quem está na direção. Nos moldes atuais, as diferenças são evidentes, e basta constatar o trabalho realizado entre ambos, nomeadamente durante as interrupções letivas…

O blog do Arlindo é lido pelo Ministério da Educação e pelos sindicatos, tal como o ComRegras é, a proposta irá seguramente ser lida ao mais alto nível e não será descabido que a mesma chegue à mesa das negociações quando e se for o caso.

Não vou dizer que é consensual, mas parece-me uma ideia positiva serem os próprios professores a tomarem as rédeas de algo que os afeta de forma significativa.

Fica a imagem da proposta da nova carreira e o link para analisarem as diferentes variantes da mesma.

Estrutura da Carreira – Primeiro Artigo

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11 COMENTÁRIOS

  1. A esse tipo de propostas há quem lhe chame ” tiro nos pés” ; ”pôr-se a jeito” . Acho que é mesmo masoquismo… Agradece , com certeza, o grande centrão que tem por sonho domesticar professores e pagá-los a pataco!

  2. O que me parece e gostamos de problemas ! Com tanta coisa que ainda não resolvemos na carreira andamos a dar ideias para criar nós um problema

  3. O Arlindo já chegou ao topo da carreira não foi? Tendo em conta que perdemos cerca de 7anos no tempo de serviço por via do congelamento ninguém chega ao topo. Apenas os que estão no 9 e 10 atuais. Realmente este blogue que eu julgava defender os docentes acabou de prestar um brilhante serviço ao Sr Ministro das Finanças prejudicando a maioria dos docentes!

  4. Professor é aquele que ensina, não é aquele que tem cargos! Não são as pessoas que têm cargos que devem ser valorizadas, mas aquelas que diariamente enfrentam turmas de alunos e a eles se dedicam de corpo
    e alma. E que difícil que é ser professor, hoje em dia! Quem quer ter cargos deve ter menos turmas, redução da componente letiva, certamente, sobretudo se for diretor de turma, cargo tão pouco valorizado e tão trabalhoso! Mas ganhar mais por isso? NUNCA! Foi para ser professora que me formei e me preparei ao longo de 5 anos, não para ter cargos! Cargos gostam de ter muitos que conheço e sãopéssimos professores!! Por isso fazem essa opção. GANHAREM MAIS? Era o que mais faltava

    • Os que têm excelente na avaliação são aqueles que, ou têm cargos ou fazem tudo (visitas, atividades…) menos dar aulas!!!!

    • Argumento legítimo sem dúvida. Mas repare no que se passa nas outras profissões, todos os cargos de maior responsabilidade têm suplementos, é algo natural na nossa sociedade. No ensino, mesmo com a redução da componente letiva, quantos professores querem ser diretores de turma, coordenadores ou membros da direção? Haverá quem o ambicione, mas julgo que a grande maioria passaria bem dando apenas aulas. Eu sou um deles.

      • “Dar apenas aulas”???…..
        Mas, o trabalho mais importante e difícil de um professor é dar aulas!!! Dedicar-se de “alma e coração”, com todo o empenho e sabedoria a preparar e realizar as aulas com os seus alunos!!!! Ou então não tem vocação para ser professor! Claro que inclui muito trabalho fora da sala de aula…

  5. Já agora, sobre escalões: tenho 37 anos de serviço, estava no 7º escalão e, na nova tabela caí no 6º escalão!!! Naturalmente, (sem consideraram o tempo de serviço congelado, nenhum) teria subido de escalão em abril… mas continuarei no 6º … e nem é o que mais me prejudica.

  6. Já fomos tão prejudicados com o congelamento do tempo de serviço. Uma proposta era tirar as quotas do 6º escalão a partir dos 60 anos de idade.

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