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Professores perdem 10% do vencimento mas mantêm profissionalismo e competência

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Várias entidades mais e menos conhecidas, têm vindo a denunciar que os professores portugueses são mal pagos, principalmente em início de carreira. A OCDE apresenta mais um estudo onde demonstra que em 10 anos, os professores portugueses perderam 10% do seu vencimento mas curiosamente os alunos melhoraram os seus resultados escolares.

Fica assim provado que o desempenho profissional e a dedicação dos professores para com os seus alunos é intocável.

Num momento onde os professores estão em luta, a “compreensão” do nosso Ministério da Educação é boicotar (com ou sem razão os tribunais dirão) a revolta, desvalorizando (isso é certo) um momento chave de todo um ano de trabalho, o conselho de turma de avaliação de final de ano.

Para quem diz, que o ensino deve ser transversal, que deve abranger diferentes áreas, blá blá, blá, curioso como para avaliar/validar, os conselhos de turma podem ser amputados de uma série de professores de diferentes áreas.

Onde está a coerência?

No espaço de uma década (2005-2015) os professores portugueses perderam 10% do salário, revela o relatório ‘Políticas Eficazes para Professores’, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), publicado esta segunda-feira.

A organização dos países com um desenvolvimento económico elevado salienta que Portugal foi o único dos 22 Estados avaliados em que, apesar da perda salarial dos professores, se verificou um reforço dos conhecimentos científicos dos alunos, de acordo com o desempenho nos testes internacionais PISA.

Os dados da OCDE surgem quando decorre nas escolas uma greve às reuniões dos professores para avaliações, convocada pelo sindicato STOP. Contestação resultante de o Governo, segundo os sindicatos, recusar a contagem integral do tempo de serviço. A paralisação leva a que milhares de alunos não conheçam ainda as notas do ano letivo.

Uma ausência de dados que levou, esta segunda-feira, o Ministério da Educação a determinar que todos os alunos do 9º, 11º e 12º anos vão a exame, com ou sem avaliação final. “Na eventualidade de haver alunos cujas avaliações internas não tenham sido ainda formalmente atribuídas à data em que os exames ou outras provas nacionais se realizam, garante-se que estes alunos serão condicionalmente admitidos aos mesmos”, diz a tutela, em comunicado.

O Ministério garante que “o processo de matrículas para o ano letivo 2018/2019 não sofrerá alterações e está a acompanhar “de perto” este processo, “de modo a assegurar o direito dos alunos à avaliação e à realização das provas com tranquilidade”.

Fonte: Correio da Manhã

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