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Professores merecem terminar carreira com dignidade.

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O grande problema da reforma aos 60 anos de idade e 40 anos de serviço, não está, nem na idade, nem no tempo de serviço, o problema está na quantidade de professores que estão nessa situação.

Ainda hoje conversava com um diretor de uma escola em Lisboa, que me dizia que o grande problema da sua escola era o corpo docente envelhecido. Não que a idade seja um handicap, mas o cansaço e a saturação são claramente. Ser professor é extenuante e só o entende quem passa por isso.

Estou portanto ao lado dos sindicatos que passaram ao ataque nesta questão da aposentação.  Uma escola precisa de ter um corpo docente equilibrado, com um mix de juventude e a experiência dos mais antigos.

Se é excessiva a greve aos exames, sim acho que sim, mas também foi excessivo o sacrifício que os professores fizeram na última década. Se existem regimes de exceção para outros funcionários públicos, a profissão docente não merece ficar à parte.

Professores ameaçam greve aos exames

“Tenho 36 anos de serviço e só me vou reformar em 2025. A escola precisa de novos professores para haver uma lufada de ar fresco”, disse ao Correio da Manhã Sara Bogarim, de 59 anos. “Tenho de trabalhar mais 11 anos do que pensava quando comecei. Está provado que o desgaste de ser professor está ao nível dos mineiros. Há muita gente nova que precisa de trabalhar”, disse Felizarda Barradas, docente de 60 anos.

Já o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que se não houver respostas do Governo irá “avançar por outros caminhos”, estando a greve “em cima da mesa para o mês de junho”. “Os alunos também merecem ter professores mais novos. A nossa abertura é completa, mas do outro lado só tem havido silêncio”, frisou.

7 COMENTÁRIOS

  1. só os docentes merecem terminar com dignidade? então e as outras profissões não? todos merecem. Uns são aposentados aos 40, outros aos 50 anos outros 55, outros com bonificações, outros vão para pré reforma, uns com 300 euros outros com 30 mil. Para quê estas disparidades? só injustiças que deveriam ter sido reparadas há muitos anos. E continua a haver milhões para as reformas de alguns e milhões para melhoras as carreiras dos chefões e para outros nada. Fora com esses incompetentes.

  2. Vim embora com 39 anos e 4 meses, mas apesar de ter efetuado descontos para a CGA de Dezembo,/12 data do pedido a junho/13, este twmpo não foi considerado,demais pk tinha colocado data, mas ficarem com os descontos feitos. Recorri duas vezes ao tribunal, ganhando num, petdendo o segundo. Poderia continuar a recorrwr mas para além das custas judiciais serem elevadas, o desgaste fazia.se sentir.. Vim mt penalizada. Pk se viviam momentos de pânico, (encontrava_me em horário zero) e quem nao possuisse horário ia p a rua. Muita gente se deve lwmbrar dos momentos difíceis passados com coaçōes psicológicas e se näo fizessem o pedido naquela altura sofreriam as consequências. Passado 6 meses o governo negociova outras fornas de saída de professores com verbas. Brincaram, coagiram e tivemos q sair. Destes professores ninguém fala. Alguns nem mil euros têm de pensão… pois a penelização é grande. Somis todos filhos de Deus….

  3. “Uma escola precisa de ter um corpo docente equilibrado, com um mix de juventude e a experiência dos mais antigos.”
    Totalmente de acordo.
    E a dignidade de uma saída em condições justas tem de ser para todos os que trabalham há tantos anos.

    Mas como estou a comentar num blog de professores, tenho a dizer que olhar para 1 sala de professores é cada vez mais deprimente. Os mais velhos (e tb alguns mais novos) arrastam-se com complexos vitamínicos, ansiolíticos e antidepressivos. De tal modo que alguns adormecem nos intervalos ou nos furos entre componentes lectivas e não lectivas (?!).
    As reduções pela idade acabaram. Elas existiam precisamente porque se considerava que esta era 1 profissão com as suas especificidades. Depois, alterou-se tudo. As reduções foram à vida e à redução máxima de 8 horas por idade mais avançada foram acrescentadas mais 2 ou 3 horas de componente de escola, resultando na permanência de docentes com 60 e mais anos na escola, em actividades ditas de não lectivas mas que são efectivamente lectivas num total de 11 horas- apoios de toda a ordem, tutorias, substituições, etc, em vez de serem contabilizadas como mais tempo para trabalho individual.

    Como também dizia um director de 1 escola, estes professores deviam ter outras actividades na escola, caso o quisessem, pois a sua experiência seria salutar para todos.

    A não ser assim, e exigindo-lhes cada vez mais com tanto espírito reformista, sem quaisquer contrapartidas a nível de carreiras e condições de trabalho, lamento , mas isto tem de ser resolvido.

    O ME não tem tempo na sua agenda para se sentar e ouvir/apresentar propostas?
    Pois nós também não temos mais tempo.
    Que venha a greve.

    • Palavras para quê? Venha a greve, sim! Venha uma, venham duas, venham três e o Nogueira a voar! Porque também já é tempo dele ceder o lugar.

  4. O discurso do diretor da escola de lisboa descreve a realidade existente, falta ao senhor perceber que nas escolas centrais das principais cidades, quando sai um professor para a aposentação o que ocupa o lugar no quadro, regra geral, já tem mais de 50 anos.
    Resumo: como os professores são distribuídos pela graduação profissional, os mais antigos tendem a concentrar-se nas mesmas escolas.

  5. https://duilios.wordpress.com/2017/05/20/para-os-professores-do-1o-ciclo-sera-tarde/
    Temo que a luta agora anunciada não passe de guerrilha setorial, sem a força que teve em 2013, para os professores do 2º ciclo, 3ºciclo e secundário, com os professores do 1ºciclo na retaguarda, que acabou com lucro mínimo para os primeiros e prejuízos para os segundos. O aumento de 24 alunos por turma para 26 alunos podia nessa altura ter sido evitado? As horas da direção de turma podiam ser também para o 1ºciclo?

  6. Com mais de 40 anos de serviço, genericamente, o professor, nos tempos de hoje em que impera a indisciplina e a falta de educação está exausto, desmotivado e humilhado. Não tem mais condições físicas e psicológicas para conduzir turmas de 28 adolescentes irrequietos que não obedecem a regras.

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