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Professores juntam-se à greve de 27 de outubro

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Enquanto aguardamos uma eventual “compensação” para os 10 anos que foram simplesmente apagados da carreira, a FENPROF junta-se à Frente Comum e anuncia que os professores farão greve a 27 de outubro.

Sobre a questão de ser a uma 6ª feira, preferia que fosse a outro dia da semana pois a imagem que a greve passa para a opinião pública também é importante. Porém, convém lembrar o mais importante, quem faz greve abdica do seu vencimento nesse dia, seja 2ª, 3ª, 4ª, 5ª ou 6ª feira…

E agora escrevo diretamente para os professores… Se acham que as coisas estão mal, imaginem como tudo ficará se esta greve for um fiasco. A minha decisão está tomada, dia 27 farei GREVE, a minha consciência e o meu discurso tem de ser condizente com as minhas atitudes!!!

Fenprof faz pré-aviso de greve para 27 de outubro

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) fez, esta sexta-feira, um pré-aviso de greve para o próximo dia 27 de outubro (sexta-feira), em protesto contra a forma encontrada pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para 2018 para o descongelamento de carreiras dos professores, e ainda relativamente a questões como o horário de trabalho, a aposentação e o combate à precariedade.

Os professores já tinham avisado que, caso o Governo não mudasse a forma como pretendem avançar para o descongelamento de carreiras no próximo ano, avançariam para formas de luta, como a greve.

Em causa está a forma como o descongelamento de carreiras previsto vai afetar os professores. Uma vez que dependem do tempo de serviço para progredir, os últimos sete anos não serão contabilizados. Na prática é como se os professores não tivessem dado aulas entre 2011 e 2017, o que faz com que, na prática, muitos não reúnam as condições para subir na carreira nos próximos anos.

O Governo quer, pura e simplesmente, apagar da vida dos professores os últimos sete anos de serviço”, afirmou ao Observador Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof que, depois de ser conhecida a proposta de Orçamento do Estado para 2018, na passada sexta-feira. Mário Nogueira disse ainda que “os professores são discriminados relativamente às carreiras da Função Pública que acumulam pontos”, lembrando, aliás, que a esses sete anos se somam mais dois anos e meio (entre agosto de 2005 e dezembro de 2007) em que também as progressões estiveram congeladas e que não foram contabilizados no caso dos professores.

6 COMENTÁRIOS

  1. Eu vou aderir! Se for preciso fazer greve durante uma semana cá estarei! Acho que todos os professores deviam estar unidos nesta causa. Isto é um roubo à descarada.

  2. “Não acredito que greves de 1 dia mudem alguma coisa, não acredito que os professores adiram a greves de longa duração e já não acredito nas tradicionais manifestações de bandeirinhas e palavras de ordem. É preciso fazer algo diferente, que tenha impacto a curto/médio prazo e que valorize ao mesmo tempo a profissão docente.” Alexandre Henriques
    “A minha decisão está tomada, dia 27 farei GREVE, a minha consciência e o meu discurso tem de ser condizente com as minhas atitudes!” A.H. – Saudo a sua decisão! Só os sensatos mudam de opinião.

    • A minha opinião mantém-se sobre o efeito das greves de um dia e manifestações de bandeirinhas que servem para sindicato dar sinal de vida. Cada greve tem um contexto e este contexto leva-me a aderir à greve . A questão das carreiras implica uma resposta imediata e aproveitar a greve da frente comum é uma tomada de posição.
      Mas continuo a defender uma estratégia de combate a longo prazo mais inteligente, como a proposta da greve de zelo ou excesso de zelo.

  3. Não acredito muito na greve de zelo nesta classe profissional, dada a completa entropia existente entre CL e CNL.
    Também preferiria grve por mais tempo.
    Mas faço esta, como fiz todas as outras.
    Por uma questão pessoal de princípios.

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