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Professores que ganham até 1785 euros (brutos), vão ter ligeiro alívio no IRS em 2018

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Muito se fala do descongelamento, mas é no IRS que o “tombo” é maior. Lembram-se das palavras do anterior Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, quando anunciou em 2012 um “enorme aumento impostos”? Seis anos depois, o IRS finalmente recua ligeiramente, e quando digo ligeiramente é mesmo ligeiramente…

Os contribuintes com rendimentos entre 1447 euros e 1785 euros por mês vão pagar menos IRS em 2018. Ao desdobrar os atuais segundo e terceiro escalões, o Governo vai criar dois novos intervalos de rendimentos para esse imposto: de 7091 euros até 10 700 euros por ano e de 20 261 euros até 25 mil euros anuais. Por esta via, 1,5 milhões de contribuintes beneficiarão de uma redução no imposto a pagar.

O Governo tem o desenho dos novos escalões do IRS praticamente acordado com o BE e o PCP. E, não havendo alterações de última hora, os dois novos escalões de IRS terão as seguintes taxas: os rendimentos entre 7091 euros e 10 700 euros por ano terão uma nova taxa de IRS de 23%, contra os atuais 28,5%, e os rendimentos compreendidos entre 20 261 euros e 25 mil euros por ano terão uma taxa de 35%, contra os atuais 37%. Com esta mudança, a redução do IRS beneficiará quase um milhão de contribuintes no primeiro daqueles novos escalões e cerca de 500 mil contribuintes no segundo caso. Acima de um rendimento anual de 25 mil euros, existirão três escalões de IRS, mantendo-se as atuais taxas de IRS de 37%, 45% e 48%. A criação dos novos escalões do IRS irão beneficiar sobretudo os contribuintes com rendimentos anuais colocados no início dos atuais segundo e terceiro escalões do IRS. Com a criação de sete escalões do IRS em 2018, o Governo acabou por ir ao encontro das propostas do BE e do PCP, que reclamavam a criação de mais escalões de IRS. A classe média vai ter assim uma alívio fiscal em 2018.  PORMENORES  Impacto de 400 milhões € A criação de dois novos escalões do IRS reduz a receita fiscal em 400 milhões de euros por ano. Dois terços deste impacto ocorrerão em 2018 por via do trabalho dependente e pensões.

Mínimo de existência

O aumento do mínimo de existência de 8500 euros para 8850 euros por ano vai permitir isentar do pagamento de IRS os contribuintes com salários de 632 euros por mês. Orçamento esta semana O Governo entrega na sexta-feira, no Parlamento, o Orçamento do Estado para 2018.

Novo regime de descontos adiado

A Associação Precários Inflexíveis considera “inaceitável” e uma “quebra de compromisso” o novo adiamento no processo de integração de trabalhadores a recibos verdes. Segundo o ‘Público’, o Governo quer adiar para 2019 a aplicação do novo regime de contribuições para os trabalhadores independentes.

Pensões mais baixas sobem 10 €

O líder parlamentar do PCP revelou que as pensões mais baixas vão ter um aumento extraordinário que lhes permita crescerem, no mínimo, até dez euros em 2018. Fonte do Ministério do Trabalho e Segurança Social não adianta mais sobre a modelação da medida e afirma que “o Governo ainda não fechou o exercício orçamental nem a política de pensões”. Em entrevista ao ‘Negócios’, João Oliveira garantiu que “o Governo já admitiu o aumento mínimo de dez euros para todos os pensionistas”, explicando que estão ainda por fechar “os termos em que isso pode ser feito, se é logo em janeiro ou não e se é por pensionista ou pensão”. Na prática, segundo o PCP, o Governo vai fazer a atualização automática de todas as pensões. No caso dos reformados que recebem até 842,6 euros (2 Indexantes dos Apoios Sociais), se a aplicação da fórmula resultar num valor abaixo de dez euros, o pensionista vai ver esse valor crescer até dez euros. Beneficiam as pensões até 590 euros.

Fonte: Correio da Manhã

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