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Professores Fora Das Negociações Do Orçamento do Estado

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O Bloco de Esquerda e o PCP estão a contar com o ovo no dito da galinha. A sua argumentação para não fazerem um braço de ferro com o PS sobre o próximo Orçamento de Estado é semelhante às crianças que ainda acreditam no Pai Natal…

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, disse ontem o que Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, já tinha afirmado há uma semana, em entrevista à RTP: a forma como o Orçamento do Estado tem de resolver as exigências salariais dos professores já está prevista do Orçamento atualmente em vigor (OE 2018).

Portanto deixem ver se percebi, está previsto mas ainda não se cumpriu, mas como está previsto não vamos chatear mais. E se está previsto é porque vai ser cumprido, mas o Governo já disse que não vai cumprir… mas está previsto…

E assim se vê a fibra e a palavra dos nossos deputados no Parlamento. É caso para dizer, são mesmo todos iguais…

Já agora, não queiram assinar a ILC, é que se vamos esperar pelos sindicatos bem que podemos esperar sentados…

Não há tempo de serviço na petição da Fenprof que vai ser debatida hoje no Parlamento

Dirigente da Federação Nacional de Professores diz que quando a petição foi lançada, há um ano, não lhes “passava pela cabeça que o tempo de serviço não ia ser contado”.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Não espanta a ideologia (barata) do PS e a necessidade de poder do BE e PCP. Recuperando a Memória de uma afirmação numa reunião de FENACERCIs por Ferro Rodrigues, quando questionado sobre o exíguo salário destes técnicos, comparando com o que ganhavam os psicólogos das escolas e os professores, este retorquiu que em breve se aproximariam. A resposta surgiu pouco depois com as alterações na carreira e com o famigerado Dl 15/2007. Os políticos não declinam viver permanente à custa do contribuinte: viagens creditadas e não realizadas, reforma ao fim de 2 mandatos, carro e motorista, mais uma infinidade de chorudas mordomias. Para certos grupos profissionais é que nada se pode considerar, nem que para se obterem votos compensatorios se tenham de distribuir bilhas de gás, cheques de 10€, ou livros gratuitos por todos. Por isso, resta acertar as contas no próximo ato eleitoral. Quem desbarata o dinheiro que deve aos professores em quinquilharias, JAMAIS merece o meu voto!

  2. Mais uma vez repito, quem não tem uma relação saudável com o conhecimento, não lhe reconhece valor, não o respeita, nem aos seus agentes. Vejam a distinção de nível de tratamento, o ministro da saúde diz: “os enfermeiros têm razão”, “isso vai ser resolvido”. Os enfermeiros mantêm a greve porque o ministro da saúde não diz quando resolverá, nem assina os acordos. O Primeiro-ministro (nem sequer é o ministro da educação) diz, referindo-se aos professores: “Qual é a parte do não temos dinheiro que não perceberam” (sugerindo que os professores têm dificuldades de compreensão) e “temos pena”, referindo-se à indignação dos professores. Entretanto oferece subsídios de deslocação e outras regalias aos médicos para trabalhar no interior. Eu nunca dei confiança ao Primeiro-ministro para se dirigir a mim nesses termos. Perante tais modelos, não admira que se sintam legitimados a partir os óculos aos professores e a entrar nas suas salas de aula para os agredir. E estão as famílias dos professores a passar privações, com as suas progressões salariais estagnadas, para que estes indivíduos fiquem registados como os primeiros após o 25 de abril a conseguir o défice zero. Escolher as vítimas que irão suportar com o seu sacríficio o Estado é fácil, assim qualquer um sabe governar

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