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Professora suspensa por agredir alunos e pai agride assistente operacional

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Ainda bem que disse ontem ao jornal Público que as coisas aparentavam estar mais calmas…

Professora suspensa por agredir alunos

(Correio da Manhã)

Uma professora da Escola Básica S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, foi suspensa por agredir alunos de uma turma do 3º ano, com idades entre os 8 e os 9 anos. O caso remonta ao ano letivo passado, mas só agora foi denunciado pelo pai de um aluno.

“Exercia violência física e psicológica sobre as crianças. Dava palmadas, ‘calduços’, apertava as orelhas com as unhas, ‘arrastava’ os miúdos para a casa de banho”, conta William Naval, que acusa os responsáveis da escola e do Agrupamento Marquesa de Alorna de terem tentado esconder o caso. ”

Foi preciso fazermos queixa na PSP para a escola atuar”, afirma o pai. O CM tentou, sem sucesso, contactar a direção do agrupamento.

O Ministério da Educação confirma o “processo disciplinar, com instauração de suspensão preventiva” e garante que “a docente encontra-se colocada noutro agrupamento, com dispensa da componente letiva”. Ou seja, não está a dar aulas. Wiliam Naval acusa também a escola de ter ignorado queixas de bullying sobre o filho quando a criança frequentava o 1º ano.

“Na altura apresentei queixa na Inspeção de Educação. Desde então a escola tem exercido represálias”, afirma, recusando que o filho volte à escola: “Já não vai há dois dias e não voltará. Já pedi transferência à Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares”.

Pais manifestam-se contra “violência entre alunos”

(Público)

Um grupo de pais de alunos da escola básica do Padrão da Légua, em Leça do Balio, Matosinhos, manifestou-se, nesta segunda-feira, em frente à escola contra a “insegurança” no estabelecimento devido a “casos de violência” entre alunos.

De acordo com fonte da Associação de Pais daquele estabelecimento, os pais reclamam que as medidas preventivas e disciplinares previstas por lei sejam aplicadas na escola. “Precisamos de mais psicólogos, animadores, assistentes sociais, o que for preciso. Precisamos que nos ajudem a ter uma escola normal, sem indisciplina”, disse.

Questionada pelos jornalistas sobre o que tem acontecido dentro da escola, a responsável afirmou que “há alunos a entrar e a sair das aulas sem controlo, há insultos a professores e agressões a miúdos nos recreios”, por exemplo.

A Associação de Pais referiu também que já manifestou preocupação e o descontentamento junto da direcção escola, contudo, a resposta foi a de que “estas medidas disciplinares não são aplicadas no ensino básico”. “Não é essa a interpretação que fazemos do regulamento”, sublinhou, referindo ainda que “há crianças com medo de ir à casa de banho sozinhas”.

A concentração de pais foi marcada na sequência de uma agressão de um encarregado de educação a um funcionário, na semana passada, disse, acrescentando, contudo, que esse não é motivo da manifestação, apenas foi “a gota de água para os pais se juntarem e manifestarem contra a indisciplina que existe” no estabelecimento de ensino.

Contactada pela Lusa, fonte da Câmara de Matosinhos afirmou que a autarquia “está a par do problema” e admitiu mesmo que a estratégia implantada, que passou por mobilizar mais meios do que o habitual para aquele estabelecimento, “não está a funcionar”. “A Câmara está em contacto com o Ministério da Educação para aprofundar a estratégia para lidar com a situação”, frisou.

Quando ao início da manhã chegou ao local, a Associação de Pais deparou-se com a escola encerrada, sem saber porquê. Fonte da autarquia explicou à Lusa que a escola não abriu ainda, “porque alguém partiu uma chave na fechadura”, que terá agora que ser substituída.

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