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Professora agredida por familiares de um aluno de 8 anos

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Fico sempre a aguardar uma posição pública do Ministério da Educação, dos nossos sindicatos ou das associações de pais a repudiar um ato tão cobarde.

Não consigo compreender o vosso silêncio…

Uma professora de Educação Física na Escola Primária do Lagarteiro, no Porto, foi esta terça-feira agredida por familiares de um aluno de oito anos, após o repreender durante uma aula.

A docente terá sido agredida no interior do estabelecimento de ensino a socos e pontapés por quatro familiares do aluno, entre os quais dois homens e duas mulheres, após o chamar a atenção, referiu.

A agressão, que terá ocorrido cerca das 16.56 horas, aconteceu depois do menor se queixar aos familiares, no final da aula, explicou a PSP.

A mulher de 30 anos foi transportada para o Hospital de Santo António, no Porto, com lesões na cabeça, após ter sido agredida com violência, adiantou.

“Não ia em estado crítico, mas sim muito maltratada”, afirmou a fonte.

Os agressores foram identificados no local, onde estiveram a Escola Segura, a PSP e uma Equipa de Intervenção Rápida.

Fonte: Jornal de Notícias

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8 COMENTÁRIOS

  1. Muito grave. Espero que o Ministério da Educação se pronuncie. Espero que os Sindicatos se pronunciem. Espero que sejam tomadas medidas repressivas duras. Já é hora de proteger os professores e o Estado ser respeitado!

  2. Registe-se então a reacção do SPN, de condenação da bárbara agressão de que a nossa colega foi vítima, de denúncia das condições sociais e laborais que propiciam estas ocorrências e, naturalmente, de inteira solidariedade com a nossa colega:

    Face à agressão ocorrida no AE do Cerco do Porto, a Direção do SPN manifesta inteira solidariedade à professora agredida, considera intolerável a violência de que os docentes são alvo no exercício da sua atividade profissional e reafirma que urge tomar medidas que ponham cobro a estas ocorrências e garantam a imprescindível segurança no espaço escolar.

    Da parte do ME, o que noto é o silêncio comprometido de quem possivelmente pensa que tudo isto sucedeu porque a professora não flexibilizou o suficiente…

  3. Conheço um caso bem próximo de uma colega que está de baixa psicológica, já para evitar que as ameaças de que foi alvo se concretizassem, na EB1 do bº da Boavista, em Lisboa.

    Infelizmente ninguém actua, estas pessoas cada vez ganham mais força e os casos de violência verbal ou física contra os Professores, os Médicos, os Enfermeiros e outros mais profissionais vão surgindo.

    Para reflectirmos sobre que mudanças têm de ser feitas e com urgência.

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