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Professor erra na digitação de uma classificação e CT deixa passar por causa da greve

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Este é apenas um exemplo do que pode acontecer quando se viola um dos pilares da escola – os conselhos de turma de avaliação (CT).

É preciso que quem não é professor perceba, que as notas são “cantadas” durante o CT e os professores verificam se está tudo em conformidade. Não é a primeira vez, nem será a última, que assisto a erros de digitação de notas e eu próprio também já os cometi. Para evitar isso é que se verifica tudo, e o conselho de turma faz também esse papel de verificação.

Pergunto, o que acontece se o professor que cometeu o erro na atribuição da classificação não estiver presente? A responsabilidade final é do CT, mas o CT não teve acesso às grelhas de avaliação pois estas não foram entregues e apenas possui uma lista com as notas atribuídas pelo professor. Como pode adivinhar o CT que o professor se enganou?

E se esse erro de digitação for responsável pela alteração da média de acesso ao Ensino Superior, inviabilizando o seu acesso? Quem se vai responsabilizar? O Tribunal Arbitral? O Ministério da Educação? A CONFAP, que tem apoiado esta violação clara da “santidade” do conselho de turma?

Aliás, não deixa de ser curioso ver a CONFAP preocupada com as matrículas sem antes se conhecer a publicação das classificações dos alunos, quando nos seus comunicados anteriores, nem uma palavra consta sobre as preocupações que enumerei acima ou mesmo sobre o desastre que aconteceu no exame de Matemática A.

Uma matrícula é um ato administrativo e que rapidamente pode ser corrigido, a afixação de uma classificação errada não pode ser corrigida sem a realização de um novo conselho de turma, bem como o chumbo por exame pode comprometer todo o trabalho realizado ao longo do ano. Afinal, o que é mais importante?

Ser conivente num processo que viola todos os princípios educativos, devia fazer corar qualquer membro da comunidade educativa, sejam estes, professores, pais ou o próprio Ministério da Educação. Quando a poeira assentar, talvez percebamos o porquê de certas omissões/posições públicas…

E não, não são insinuações, são constatações…

Alexandre Henriques

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