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Principais conclusões | Relatório da OCDE Education at a Glance 2017

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Foi hoje publicado o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) de 2017. O documento tem mais de 400 páginas, mas fazendo um apanhado pelas diferentes notícias podemos obter um resumo significativo.

Professores perderam 10% do valor real do salário na última década

(TSF)

Na última década, o valor real dos salários dos professores em Portugal caiu 10%, de acordo com o relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre educação.

Talvez por isso, há cada vez menos jovens a quererem ser professores.

Professores: uma profissão em crise

(Expresso)

Entre os aspetos que são destacados na apresentação do “Education at a Glance” há ainda referência à situação dos professores, que são a “espinha dorsal” de qualquer sistema educativo. No entanto, alerta-se, “a profissão está a tornar-se cada vez menos atrativa para os jovens e a população docente está a ficar cada vez mais velha”.

Não é a regra em todos os países (Portugal é uma das exceções), mas os professores ganham, em média, menos do que outros trabalhadores com qualificação superior. E a crise iniciada em 2008 não ajudou: “Entre 2005 e 2015 o salário dos professores diminuiu em termos reais num terço dos países”, lembra a OCDE.

O segundo problema tem a ver com o envelhecimento da classe docente. E aqui a situação de Portugal acaba por ser mais preocupante: 37% dos professores do ensino básico têm mais de 50 anos (32% na OCDE), o mesmo acontecendo com 38% do secundário (40% na OCDE).

Mais de um terço dos estudantes deixa o secundário antes de o terminar

(Público)

Em nenhum outro dos 35 países que pertencem à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) há tantos alunos a desistir do ensino secundário sem o completarem como em Portugal. Cinco anos após o início dessa formação, 35% dos estudantes deixa as escolas sem um diploma, revela o relatório Education at a Glance 2017, que foi divulgado nesta terça-feira.

Resumindo, as contas da OCDE são estas: 61% dos estudantes acabam o secundário em cinco anos; 4% ainda estão, ao fim de cinco anos, inscritos nas escolas, a tentar terminar; 35% desistem sem ter conseguido. Esta é a percentagem mais elevada de abandono sem finalização do ensino secundário que é registada na OCDE, sublinha o Education at a Glance. A média dos países avaliados é de 21%.

O caso de Portugal merece referência especial no relatório anual do organismo internacional, juntamente com o Chile, que tem um problema semelhante. “Nestes países, o atraso na conclusão do ciclo de estudos pode ser um sinal de que há estudantes que estão a ficar para trás e a correrem risco de abandono.”

Programas vocacionais com mais sucesso

(Público)

Esta realidade tem um impacto negativo no acesso destas pessoas ao mercado de trabalho. A taxa de desemprego para a população entre os 25 e os 34 anos é de 9% para quem termina o ensino secundário, diz a OCDE. Para quem não tem esse nível de ensino terminado, sobe para 17%.

O caso português tem uma outra especificidade. Ao contrário da generalidade dos países, são os programas vocacionais aqueles que têm maior sucesso a garantir que os estudantes obtêm um diploma do ensino secundário. Enquanto a taxa de conclusão dos que entram em programas gerais (cursos científico-humanísticos) é de 59%, no ensino profissional o indicador sobre para 64%. Só Israel (onde a taxa de conclusão para os estudantes das vias vocacionais é de 92%) tem uma tendência semelhante à nacional.

Despesa por aluno do ensino superior é baixa e caiu entre 2010 e 2014

(Expresso)

Em contracorrente com o que se passou nos países da OCDE, em que a despesa por estudante do ensino superior aumentou em média 6%, em Portugal caiu 3% no mesmo período. E o desinvestimento só não foi maior porque, também entre 2010 e 2014, o sistema perdeu alunos.

(…)

Tal como acontece na maioria dos países, o investimento privado assume particular importância no conjunto das despesas com o ensino superior. Em Portugal, o peso do financiamento não estatal é ainda maior (38% contra 30% na OCDE), com as famílias a suportarem a maioria desses encargos.

Já no caso do ensino não superior (básico ao secundário), a despesa por aluno em Portugal continua abaixo da média da OCDE, mas aumentou nesses anos.

Aumento “considerável” na frequência de Ensino Superior

(Expresso)

Assim, desde o início do século, a percentagens de adultos entre os 25 e os 34 anos que completaram um curso superior em Portugal subiu 22 pontos percentuais, passando de uns escassos 13% em 2000 para 35% em 2016. O valor ainda está aquém tanto da média da OCDE (43%) como da União Europeia (40%), mas é tido como um dos progressos “consideráveis” registados no país. E o número de diplomados nas áreas Engenharia e Indústrias Transformadoras tem vindo a aumentar.

Em contrapartida, em 2015, apenas um por cento estavam a tirar um curso na área das Tecnologias da Informação e Comunicação, o que representa uma das mais baixas percentagens da OCDE (média de 4%). Já as áreas da Saúde e Bem-Estar assistem a uma popularidade crescente entre os jovens portugueses.

Outro aspeto destacado no relatório é o facto de, apesar das baixas qualificações, uma percentagem significativa da população portuguesa ter o grau de mestre (18% contra 12% na OCDE). Tal acontece porque uma parte significativa dos estudantes portugueses que concluem o ensino superior fazem-no nos através dos chamados mestrados integrados (cursos de cinco anos).

 

As áreas científicas atraem mais estudantes

(Observador)

As áreas científicas, tecnológicas, de engenharia e matemática atraem cada vez mais estudantes no ensino superior, refere um relatório da OCDE divulgado esta terça-feira, que considera que “Portugal está a viver uma mudança geracional” nas escolhas de áreas de estudo.

As áreas de engenharia, indústria e construção são aquelas que melhor representam o salto geracional em termos de escolha de áreas de estudo,

(…)

O documento acrescenta que nas áreas de saúde, cuidados e bem-estar, que também atraem cada vez mais alunos portugueses, há uma percentagem total de diplomados de 14%, mas em 2015 foi responsável por 19% dos diplomados no ensino superior.

Por outro lado, “apenas 1% dos estudantes obteve um diploma em tecnologias de informação e comunicação (TIC), uma das percentagens mais baixas de todos os países da OCDE”, sendo que a média da OCDE é de 4%.

Desigualdade de género na área de estudos em Portugal, é menos pronunciada 

(Observador)

A OCDE destaca ainda que a desigualdade de género que geralmente está patente nestas áreas de estudo — que atraem mais homens do que mulheres — é menos pronunciada em Portugal, onde as percentagens de mulheres a frequentar cursos superiores nestes cursos é superior à média dos países parceiros da organização.

Mais de metade da população ativa portuguesa não tem sequer o secundário

(DN)

Mais de metade da população ativa portuguesa (53%) não tem o ensino secundário e apenas cerca de 60% dos alunos que entram nesse nível de ensino conseguem concluir os estudos sem atrasos significativos.

(…)

Portugal é mesmo o que apresenta a taxa mais alta de estudantes que deixam a escola sem concluir o secundário em cinco anos: 35%, quando a média da OCDE é de 21%.

Ensino profissional ajuda a melhorar taxas de conclusão do secundário

(DN)

Metade dos alunos do ensino secundário reprova pelo menos um ano ao longo deste nível de ensino, mas o ensino profissional tem-se mostrado eficaz no combate ao abandono antes da conclusão da escolaridade obrigatória, refere um relatório da OCDE.
(…)

Ao contrário de muitos países com dados disponíveis, o ensino profissional em Portugal é mais bem-sucedido em manter [na escola] até à graduação do que o ensino científico-humanístico. Enquanto apenas 59% dos alunos no ensino científico-humanístico concluem o ensino secundário em cinco anos, a taxa é de 64% no ensino profissional”, refere o relatório.

Pessoas com nível de instrução maior têm menos risco de depressão

(ZH Educação)

O risco de depressão é menor entre as pessoas com nível mais alto de instrução, aponta o informe anual da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) sobre a educação. Segundo o relatório, indivíduos com mais diplomas têm melhores oportunidades de trabalho, o que “reduz a ansiedade”.

As pessoas com mais instrução têm “uma taxa de mortalidade menor e uma expectativa de vida mais alta”, destaca o informe “Panorama da Educação 2017” da OCDE, publicado nesta terça-feira (12). Os dados coletados pelo organismo mostram que a educação pode contribuir para combater a depressão.

 

Fica o documento completo.

Atualização 17:15

Reação do secretário de Estado João Costa

Portugal está a melhorar educação de forma sustentada

(Correio da Manhã)

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