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Presidente da República critica sistemáticas reformas na Educação

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E eu só posso subscrever.

De realçar que com esta aprovação dos currículos pelo nosso PR, declara-se oficial a inclusão da Educação Física na média do ensino secundário para acesso ao Ensino Superior.

Não é bom sinal que cada Governo traga consigo uma reforma curriculare esta já é a sétima – como não é que essas reformas surjam sem avaliações prévias dos regimes alterados e sejam vagas quanto aos recursos necessários para a sua execução, como sublinha o parecer negativo do Conselho das Escolas.

No entanto, atendendo ao contexto internacional, à coerência com o Programa do Governo, a muitos dos princípios consignados – como os da autonomia e da flexibilidade, da valorização do papel dos alunos e da atenção, que se espera transversal, à Cidadania e ao Desenvolvimento – e ao parecer favorável do Conselho Nacional de Educação, o Presidente da República decidiu promulgar o Decreto-Lei que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário e os princípios orientadores da avaliação das aprendizagens.

Em causa está o decreto-lei que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário e os princípios orientadores da avaliação das aprendizagens, aprovado em Conselho de Ministros a 24 de Maio.

O diploma reinstitui que a nota de Educação Física conta para a média de acesso ao ensino superior e elimina os requisitos considerados discriminatórios para os alunos do ensino profissional acederem ao superior.

O diploma confere “autonomia curricular às escolas” e reforça a “flexibilidade dos currículos”, de acordo com o comunicado emitido no final da reunião do Conselho de Ministros, no qual se destaca a componente de Cidadania e Desenvolvimento e ajustamentos ao regime de avaliação.

Em comunicado, o Ministério da Educação adianta que a flexibilização curricular, actualmente em projecto-piloto que abrange cerca de 200 escolas, será alargada no próximo ano lectivo a todas que o pretendam.

O mesmo comunicado adianta que o decreto-lei do ensino básico e secundário operacionaliza o Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória como a referência para os objectivos a atingir ao fim de 12 anos de escolarização e confirma o fim do ensino vocacional como opção logo no ensino básico, tal como havia sido permitido no mandato do ex-ministro Nuno Crato.

Refere ainda que para os alunos do secundário a flexibilidade vai permitir a alunos de diferentes cursos e vias de ensino “a possibilidade de permutar disciplinas, construindo percursos mais adequados aos seus interesses”.

“O decreto-lei prevê a sua própria avaliação ao final de seis anos, conferindo estabilidade e garantia de avaliação da sua eficácia”, conclui o documento.

Fonte: DNotícias

1 COMENTÁRIO

  1. Uma coisa é certa: a Educação não é motivo que valha, minimamente, a pena para colocar em causa qualquer possibilidade de desarmonia entre o presidente e o governo!
    Tanta preocupação… Tanto reparo… tanta reforma e tanta falta de avaliação das mesmas… mas, OK… vá lá… que entre 7, 8, ou mais reformas não há grande diferença – façam lá, então mais estas!

    Bolas… ainda bem que é no “não superior”… pois professores a sério é só por aqui…

    É tudo uma grande HIPOCRISIA!

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