Início Editorial Passar nos corredores e ouvir “vai pró caralho”, assim… tão natural como...

Passar nos corredores e ouvir “vai pró caralho”, assim… tão natural como a sua sede…

76326
56
COMPARTILHE

beber-agua-em-jejumÉ mesmo assim… sem filtros nem letras esquisitas a codificar as vogais para não ferir os olhos. Os corredores das escolas não têm Piiiis, nem reticências nos palavrões, os corredores das escolas não querem saber se gostas ou não do que ouves, se te sentes bem ou mal, os corredores das escolas mostram bem o calibre do vernáculo estudantil.

A falta de pudor em mandar 2 ou 3 “bojardas” atómicas que nos atordoam os sentidos é a norma dos nossos jovens que começa a florescer lá para o 1º ou 2º ano. Na selva dos corredores quem dita as leis não são os professores ou os pais, são os meninos e meninas no seu estado mais puro, no seu estado mais selvagem. Atravessar um corredor cheio de alunos é uma autêntica prova de destreza física, o ziguezaguear entre aqueles que se amontoam, os que se empurram e se movimentam de forma anárquica e aleatória é uma prova de capacidade física que nem sempre é fácil, onde o impacto está bem presente e o “deixar passar” é algo que está ausente, demasiado ausente…

Quantos professores já não fingiram não ouvir os palavrões? Quantos professores não se sentiram pequeninos perante tamanha avalanche de má educação? Falar para quê? De que adianta? Ainda vão gozar comigo depois de passar, pois eu é que sou o “cota”, o “chato”, o “antiquado”…

Hoje foi a minha vez… estava cansado de tanto chamar a atenção… hoje fui egoísta e só quis entrar na sala sem me chatear, sem dizer as frases do costume que de tão repetidas já nem causam impacto…

No espaço de 20 metros ouvi um “vai para o caralho”, um “foda-se”, um “vais violá-la” e um “puta”, assim, tão natural como a sua sede, entre risos de aceitação e de total normalidade…

Os autores desta tempestade literária nem se aperceberam que lá estava, mas o problema é que a minha presença ou a presença de qualquer professor não é garante de uma língua asseada, livre de micróbios linguísticos… A má educação não é apenas uma moda, é uma questão de integração e afirmação social e veio para ficar.

Ano após ano, o alunos vão passando mas o padrão mantém-se: a má criação, os papéis para o chão, a indiferença perante o professor que passa, tudo é normal, tudo é natural e tudo cansa, desgasta e dá vontade de ir embora e não olhar para trás.

A indisciplina é o cancro do ensino, destrói o sucesso, destrói o ambiente escolar, consome professores e mostra a crise de valores que infelizmente não se fica pelos alunos…

Se os pais ouvissem o que os professores ouvem naqueles corredores, corariam de vergonha, ou então talvez não… alguns até se sentiriam confortáveis, adaptados, integrados naquele ambiente, pois seria apenas uma extensão do seu habitat natural, uma extensão do que dizem lá por casa e que é tão bem, demasiado bem repetido, aceite, assimilado, assim… tão natural como a sua sede…

 

56 COMENTÁRIOS

    • Sou enfermeira de saúde escolar e conheço bem a realidade que descreve no seu artigo. Tem toda a razão! É mesmo isso que se passa nas escolas. Tenho reparado que os alunos no secundário estão mais comedidos relativamente aos do 2° e 3° ciclos e até mesmo do 1° ciclo.

  1. ” A má educação não é apenas uma moda, é uma questão de integração e afirmação social”
    É isto mesmo. “integração e afirmação social”. 3 ou 4 anos mais tarde começam a fumar para a integração ser maior.
    Só me apetece distribuir galhetas bem mandadas.

  2. Sr. Professor:

    Sigo com muito interesse o que aqui escreve, por ter uma nora professora e por ser avó de 3 netos tendo o mais velho entrado este ano para o 1º ciclo.
    Esta situação da linguagem “agressiva”, começou a entrar-me pela porta dentro, quando o meu neto mais velho aos 3 anos começou a frequentar o INFANTÁRIO!!! Agora, no 1º ano , todos os dias chega com um palavrão novo que repete, por perceber o quanto nos incomoda. Desde sempre, em casa dos pais ou dos avós, é usada linguagem correcta. Como avó, não sei lidar com a situação. Já conversei muito com ele, já o castiguei, mas nada parece resultar!
    Muito obrigada pelos seus escritos.

    • Não é fácil Celeste, a minha está no 2 ano e já sabe o reportório todo, felizmente ainda se inibe de proferi-los. Obrigado pelas palavras.

      • Bom dia. O meu filho disse uma vez ao jantar, deveria ter uns 4 anos, levou uma palmada na boca, ralhei com ele para nunca mais dizer a minha frente. Ate hoje nao disse mais asneiras a minha frente, nao quer dizer k nao se englobe nestes grupos dentro da escola, mas em casa, ate ver, está controlado. Tem 8 anos anda no 3° ano.

        • Há dias uma colega nossa contava que a filha (agora com 25 anos) lhe disse uma vez:
          – Sabes mãe, não sou capaz de dizer palavrões. Quando tinha 17 anos e abri a boca para dizer o primeiro à tua frente, nem acabei a palavra. Interrompeste-a com uma chapada que me deste. Desde aí, cada vez que me apetece dizer um palavrão, lembro-me disso e não digo.
          -EB2,3 Dom Pedro II – Moita (Jorge Revez)-

  3. No meu tempo levava-se um par de estalos do professor, ninguém morria , hoje se o professor se atreve-se a isso vem o pai a mãe a avó, enfim…… porque as crianças ficam traumatizadas, depois dá nisto.

    • Tenho 50 anos, os professores batiam e cá fora a linguagem era a mesma. Não me venham dizer que antigamente não era nada disto, era igual ou pior.

      • Olhe que não, olhe que não! E tenho 54, mas no meu tempo o respeitinho era muito bonito e os mais atrevidos eram sansionados pelo Conselho Directivo, mesmo depois de levar um estaladão no focinho, pela mão dum continuo ou mesmo professor.

      • Camila que escola era essa ,nessa época asneiras? Nem na escola nem em casa.
        Sou da Guarda vim para Lisboa bom 2anos, aqui nunca jamais…nem raparigas nem rapazes,j agora tinha curiosidade de saber essa localidade,asneiras era mis homens ou por descuido e pediam desculpa ,ou gente arruaceira.

      • Pois eu tenho 60 e, embora os soubesse todos, se o atirasse a um professor ou a algum adulto, mesmo fora da escola, teria que enfrentar quer o meu pai, quer a minha mãe … garanto-lhe que me sentiria muito angustiada se tivesse que ser repreendida em casa por usar palavrões de forma audível … nunca o fiz … e se eu era enxertada em corno de cabra!!!!! Em casa era bem avisada sobre comportamentos inadequados … e nunca me atrevi a desrespeitar pai, mãe, avô/avó, tios, tias … ou qualquer adulto … conversas entre pares … ficavam entre pares …
        !!!!

  4. Acho muitíssimo bem que faça esta espécie de “Diário”, da realidade verdadeiramente REAL, do que acontece nas escolas.
    É verdade: os pais perpetuam o terror;
    são negligentes com os filhos mas dirigem a fúria para os professores!

  5. Por vezes também fico estupefacta com a falta de educação dos jovens e com a falta de respeito q têm pelas pessoas mais velhas… mas essa liberdade (chamemos assim) de linguagem na escola,é normal… também já fui adolescente e também já o fiz. Honestamente é pior ouvi-los falar com os professores,como falam em casa (e atenção q não concordo q o façam em casa). Isto pq em adultos,eles vão perceber q um “vai para o caralho” não pode ser dito num local de trabalho,assim tão natural como a sua sede 😉

  6. Viva,
    Concordo com a sua perplexidade, e confesso que, não sendo professora também acho que perdemos os valores. Mas, agora pergunto, quantos professores temos em Portugal?! E quantos destes alunos são filhos de professores?! À de facto algo que nos deve deixar de facto perplexos. Sim, porque os filhos dos professores não são diferentes. Penso que atravessamos um tempo, em que os adultos não sabem como agir.

    • Os filhos “dos” professores … ponto e vírgula … de “alguns” professores, quererá dizer … nunca tive feedback de nenhum colega sobre incorreções das minhas filhas … até porque tinham autorização para lhes enfiar um estaladão logo … mas concordo que há “alguns” professores que em relação aos filhos se comportam pior do que aqueles E Educação que tão zurzidos (e bem!!!) são por defenderem intransigentemente os filhos!!!

    • O Porto a nível dos habitantes e do palavriado, é chunga e sempre foi chunga…mas no Porto trata-se de um fenómeno mais associado ao sotaque, do que à bandalheira que se verifica nas escolas e nas ruas( atenção, pk nas ruas também me incomodam as bojardas à boca cheia) ….

      • Não sou do porto!!! Mas o que se fala aqui em e de insultar gratuitamente toda gente, colegas, professores, etc… No norte MTS pessoas utilizam calão brejeiro mas nem todas!!!
        Sou professor e fui atrevido no secundário, e tb dizia asneiras e fumava ganzas a torto e a direito dentro da escola, tenho 43 anos e na minha altura só esticavamos a corda até onde podíamos estando MT protegidos pelos pais que eram todos formados e de um nível social mais elevado… Todos nós é que permitimos que isto aconteça pq viramos a cara!!!

    • Como é possível um energúmeno dizer uma barbaridade destas. Nem todo o mundo que vive no porto e arredores fala palavrões. Infelizmente já há alguns anos que televisão reproduz em quase todos os programas um desfilar de linguajar que é triste. A essas facetas de alguns energúmenos “famosos” o povinho de norte a sul do país achava (e acha) muito engraçado. Não se esqueçam que a juventude é um reflexo do ambiente que a rodeia. Por isso não se armem em vitimas e assumam as vossas responsabilidades em quanto, pais, educadores e professores. Se em vez de irem para um aeroporto, ou para uma avenida, esperar uma equipe de futebol para festejar um titulo fossem para a porta dos governantes reclamar a porcaria de ensino que existe em “p”ortugal talvez os resultados hoje seriam bem diferentes.

    • Não sou professor nem sequer licenciado, mas com origens próximas do Porto. Tenho 40 anos e nos últimos 20 convivi pessoal e profissionalmente com pessoas ricas e pobres, inteligentes e burras, do Norte, Centro e Sul, Litoral e Interior e serão poucas as pessoas das quais não ouvi um valente PIIIIIIIIIII ou um Piiiiiii.

      Numa conversa, não me choca, utilizar como insulto é diferente.

      Leio aqui muitos comentários de pessoas que mal leram o texto, pegaram logo numa pedra para atirar ao próximo, muito puristas…”Ai no meu tempo levava no focinho”….”No meu tempo é que era fixe, pois levava com um cinto”. Fantástico!!! Se era tão bom façam o mesmo aos vossos filhos e netos.

      De mim, podem esperar um bom fdss ou crlh quando menos se espera, mas antes disso saberão que é sincero e não ofensivo. Preferível a ver velhos do restelo irem à missa e ao saírem da igreja estarem a invejar o carro novo do vizinho ou olhar por cima da cerca.

      Os meus filhos não dizem palavrões, mas lá virá o dia-

      Nota: Desculpem o meu português, mas foi escrito ao abrigo do novo acordo (des)ortográfico.

  7. é a prática diária, infelizmente. Parece que no dicionário não existem outras palavras onde os “meninos” encontrem seu significado. É a geração que estamos a criar

  8. Concordo plenamente, derivado à minha profissão estou ligado directamente com as escolas, a falta de respeito por parte de alunos para com professores e outras entidades, é notória e assusta-me, muitas das vezes tenho medo das minhas reacções perante estes mal feitores.

  9. Não obstante se possa generalizar, subscrevo o que foi dito. Infelizmente são casos tipicos que rotulam desta feita, os homens e mulheres de amanhã… e transformam-se em imitações baratas de trumps à portuguesa.

  10. Enquanto fui professor nunca virei a cara ao ouvir palavrões. Sempre que os ouvia, dirigia-me ao aluno que os dizia, chamando-o à atenção.Esta minha prática deu sempre resultados, pois quando eu era visto a passar, os alunos respeitavam-me

    • Sou da sua opinião. Não devemos deixar passar, fazer de conta qu não se ouviu. Como dz o ditado “Agua fria em pedra dura tanto dá até que dura”.

    • Faço exactamente isso. Nunca mandei sair um aluno que deixa escapar uma asneira numa aula. Mas tb não ignoro, aproveito para explicar que acontece porque eles falam assim uns com os outros e já estão de tal forma habituados que sai sem querer. Mostro-me magoada pela falta de respeito. Normalmente resulta e raramente se repete. Nos corredores volto sempre atrás e aviso que da próxima vez faço participação disciplinar. Explico que esse tipo de linguajar não é próprio de uma escola. Ao fim de algum tempo deixa de ser frequente e quando acontece pedem desculpa.

  11. os miúdos frequentam a escola desde manhã ate a noite, em certos casos, escolas perigosas com alto nível de trafico de drogas, Bulling e hoje em ate cyberbulling, miúdos que vivem em bairros onde se compra droga como se compra pão… casos de violência domestica, violaçoes… muitos perderam os pais ate mesmo miudos envolvido em homicidios e sabe se la mais o que! normal que o stress se acumule depois querem o que eles andem no mundo lollypop a falar com a Dora a exploradora, oh por amor de deus ! os miudos dizem caralho fodassi se puta que te pariu ! porque precisam, mesmo assim… preocupem se masé com o que importa

    • Nem todas as crianças ou jovens que dizem palavrões têm vidas difíceis como as que menciona – conviverem com drogas, assistirem a violência doméstica ou serem eles próprios alvo de violência doméstica, sofrerem violações… Muitos jovens e crianças têm até uma vida normal e falam mal também. Neste caso, que me vai dizer? Vai dizer-me na mesma que não é importante? Que falam assim porque precisam? Tudo conta, dizer palavrões também é um comportamento inadequado.

  12. Infelizmente, muitos confundem liberdade com falta de educação. Mais triste é perceber que essa linguagem aparece mal começam a andar no jardim escola. Lembro-me que, uns tempos depois de começar a andar no jardim escola, o meu filho apareceu cá em casa com palavrões. E dos bem caros!! Eu nem queria acreditar no que ouvia! O exemplo não vinha de casa, garanto, mas ele aprendeu depressa.
    No início fingia que não percebia. Tinha lido em algum lado que o melhor era não dizer nada, que ele acabava por esquecer. Porque isto de educar filhos não é fácil e nem sempre sabemos como agir. Fingi que não dava por nada uma vez e outra e outra. Até que um dia, com a maior das calmas ele chamou “caralho” ao pediatra. Assim … tão simples … tão leve … como quem come um yogurte. Acho que fiquei de todas as cores. Pedi desculpa a gaguejar e o médico acabou por dizer para não me preocupar, porque todas as crianças “passam por esta fase”. Quando cheguei ao carro meti o filho na cadeira e gritei-lhe desesperadamente. Estava possessa. Jurei-lhe que da próxima vez lhe daria uma sova de todo o tamanho em frente fosse de quem fosse e que pouco me importava que me viessem acusar de agressão física a menor.
    Não sei se foi o meu ar esgazeada que o assustou, (ele nunca me tinha visto assim), mas a verdade é que nunca mais o ouvi dizer palavrões.

    • “Não sei se foi o meu ar esgazeada que o assustou, (ele nunca me tinha visto assim)”
      Não tenha dúvidas, de certeza que foi!

    • Gostaria de lhe colocar uma questão. Os seus pais fingiriam que não escutavam se você dissesse um palavrão quando era criança? Acredito que não. A educação dos seus pais não era uma educação de qualidade? Então por que razão a maioria não faz a mesma coisa que os seus pais quando se trata de educar os filhos. Se essa educação serviu para nos porque razão não serve para os nossos filhos.

  13. Sou pai. Sou cidadão.
    Não estou no ambiente escolar, mas estou sujeito a essa linguagem porque a entrada do meu prédio está entre as esplanadas de um restaurante e de um bar…
    Acrescentaria apenas duas notas. Nem todos os pais usam essa linguagem em casa e alguns professores não estão isentos de responsabilidade porque usam esse tipo de linguagem na sala de aula com os alunos. Sei do que falo.

  14. Tudo muda, e não é por nos lamentarmos que as coisas vão melhorar. Claro que não aprovo o que se passa nas escolas, – apanhava reguadas quando algo não sabia, e como consequência ainda hoje não necessito de computador ou calculadora para o que preciso – mas tudo é consequência das directrizes superiores, pusilânimes e desinteressadas. Além duma liberdade muito mal compreendida da parte de todos nós. Temos o que merecemos, para bem ou para mal.

  15. Alexandre Henriques,
    escrever tal crónica denota a preocupação de quem ainda não desistiu de lutar pela educação e pela transmissão de conhecimento. É uma tarefa extenuante, sem meta final e com recompensa material muito pequena. É pois natural algum desânimo.
    A minha sugestão é que na escola se possa dedicar um dia, ou os que forem precisos, ao “vernáculo”; só este termo vernáculo já uma espécie de caixa onde se guarda o que decidimos ser proibido, tabú.
    É deixar que os meninos e meninas saibam o que é isso de “caralho”, porque é que nas línguas latinas só existe essa palavra nas ibéricas, porque é que é referida a palavra em documentos tão anteriores à criação da nossa língua, porque é que era atribuído esse nome ao cêsto da gávea, porque é que há ritos de fertilidade com a representação do tal “caralho” seja no Japão seja nas Caldas da Raínha, porque é que há pães em Mafra e bolos em Amarante que adoptam a forma fálica. Com a palavra “puta”, poder-se-ía explicar o que eram as bacanais romanas, a “prostituição” ritual… Talvez demasiada informação para crianças pequenas.Também haveria espaço para a busca de palavras adequadas à reprovação do próximo, do outro: Imbecil, néscio, pusilânime, facínora, biltre, patife…
    Desejo que não perca o entusiasmo. A sensibilidade é uma enfermidade por vezes difícil de gerir, e veja lá que no meu caso a minha sensibilidade fez com que uma psicóloga me tivesse excluído de um posto de trabalho a que me candidatava. Nessa altura em que tal como agora escasseava o emprego, eu necessitava mesmo do posto de trabalho pois tinha salários em atraso e o tal posto de trabalho a que me candidatei até era bem remunerado.
    Votos de sucesso para essa luta contra a ignorância. Deixe que o abrace:
    Luís Filipe Gomes

  16. Para mim é simples. Os pais são os principais culpados. Quando em casa não se educa, não exijam aos professores para o fazer. Se se perguntar a cada um dos pais se os filhos dizem palavrões, possivelmente, a maioria diz que não. E se forem confrontados com a realidade, escuzam-se na velha desculpa, que aprenderam com os outros. Os pais dos outros dizem o mesmo.
    Portanto a haver culpados, da má educação destes jovens, eles são, os próprios pais.
    Se os pais, talvez na sua maioria, agissem com os filhos de
    forma a eles sentirem, que a razão está do lado de quem ensina, (há excepções, raras, diga-se) os filhos, de certeza que teriam outro comportamento. Mas o que acontece é que por tudo e por nada, os papás, vão ás escolas e diminuem a importância que um professor tem, por vezes na presença dos alunos. Isso origina o desrespeito que actualmente existe.
    Educa-se em casa. Ensina-se na escola.
    Não se pode culpar a escola nem os outros de ter filhos mal educados.
    Aos pais, assumam a educação dos vossos filhos e não culpem os outros pela vossa incompetência de educar.

  17. Tenho 11 filhos dos 27 aos 9 anos. O meu marido e eu nunca permitimos um único palavrão, nem dizemos palavrões, evitamos filmes que contenham uma linguagem pesada (o que é quase impossível nos tempos que correm), desde tenra idade os repreendemos e se preciso castigamos se ouvíamos um palavrão. Infelizmente há pais que acham piada e até riem quando ouvem um filho de 3 anos dizer algo que não deveria ser dito por um adulto quanto mais por uma criança.
    Devem perguntar e então na escola? Os meus filhos escolhiam os amigos e muitos evitavam dizer palavrões por respeito a eles. Estes amigos frequentavam a nossa casa, muitos deles se tornaram amigos para a vida, inclusive suas famílias, e ainda a frequentam e nos visitam apesar da distância. No início do ano escolar falávamos com os professores pedíamos a eles para nos avisarem se os nossos filhos alguma vez os desrespeitassem. Algo que os professores nos agradeciam e apreciavam. Ainda hoje. Entendemos que os professores não são pagos para dar a educação que deve ser dada pelos pais e educadores, em casa.
    Temos amigos muito variados, inclusive alguns que naturalmente dizem um ou outro palavrão, mas não à nossa frente e se se descaem pedem desculpa. E dizem, ops com os Torres não se diz palavrões. E amamos esses amigos e eles nos amam, amizades verdadeiras e duradouras. Não somos melhores ou piores que nossos amigos. É tudo uma questão de escolha do modo como escolhemos viver com base no respeito, educação e persistência. Porque estas coisas não se conseguem de um dia para o outro. É preciso criar o hábito até se tornar no estilo de vida. Muitos nos abordam e perguntam como conseguimos, porque desejam o mesmo modelo. Infelizmente às vezes é tarde demais, porque de pequenino se torce o pepino.

  18. Que nunca a voz lhe doa e os dedos para teclar também ! …enquanto houver meia dúzia a mostrar a sua indignação quer dizer que ainda não é um baldio completo este estado da nossa sociedade

  19. Infelizmente, hoje os jovens são assim. Mas a escola nao é deles, é uma instituição da qual há regras e quem lá esta tem que obedecer, sou a favor de fazerem cumprir regras e aplicar castigos, umas idas ao conselho executivo e uns bons castigos serviam. Tenho 5 filhos na escola e não me importo nada se eles ficarem de castigo a pagar pelas suas dificientes atitudes. Nem sempre eles são o que os pais ensinam, hoje tudo fazem para se ser aceite na sociedade dos amigos… ser bem educado e cumprir com as regras é motivo para serem descriminados e ate serem alvo de bulling. Sempre foi assim e va continuar a ser. Mas tanto funcionários como todo o pessoal responsavel nao devem ignorar e façam o seu papel, mostrando que na vossa casa quem manda são vocês. Pena é não se poder dar uma palmada como antigamente. 😆

  20. as gerações rascas

    Foi em 1994, que Vicente Jorge Silva ” conhecido jornalista Madeirense” chamou aos jovens de então, a geração rasca. Ele andava muito à frente e nem sonhava o que viria a seguir, porque “salvo as honrosas excepções” que as há, sempre houve e há-de haver, a actual geração “já sem que a maioria sejam rapazes” até estou convencida do contrário, são do pior que pode haver em relação à educação e linguagem e quando me refiro à educação, não é à que se ensina nas escolas, é aquela que devia ser dada em casa e não é. Uns porque não têm pais, outros têm-nos mas é como se não tivessem é preciso é que os menino/as, sejam felizes e tenham tudo o que querem ainda que para isso, os pais ou que quer que seja se endivide para que não lhes falte nada. Basta entrar em certas páginas do facebook e outras, para se perceber o que acabei de referir. E se já era feio ouvir os rapazes dizerem palavrões dos mais rascas, imaginem agora esses mesmos palavrões ditos por raparigas. As futuras “educadoras” das próximas gerações. Repito que existem as “honrosas” excepções e felizmente são ainda muitas, no futuro não sei.

  21. Acho que ainda não perceberam que não é possível educar sem dizer não muitas vezes e o que se vê desde a abrilada é a liberdade ( ainda bem ) sem travão . As crianças são mal educadas porque as Famílias também não podem alterar o sistema cultural e se alguém disser alguma coisa … zás é injuriado e difamado indecentemente . A ordem básica e os valores normais devem ser transmitidos desde o princípio senão depois chamam a polícia para controlar o sevandija que criaram

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here