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Pais queixam-se das Escolas no Portal da Queixa. Saiba o que deve fazer antes.

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Talvez fosse interessante o Ministro da Educação aceder ao Portal da Queixa e verificar o que por lá anda… Talvez assim não desvalorizasse tanto as queixas que vão surgindo pela comunicação social.

Enquanto pai, percebo a frustração dos encarregados de educação, mas não me parece que o Portal da Queixa seja a solução milagrosa para todos os males… Acredito que as queixas apresentadas, mostrem a falta de diálogo entre pais e escolas e principalmente com o Ministério da Educação, revelando um distanciamento recorrente entre população e serviços públicos. Mas a denúncia pública, apesar de parecer uma última tentativa, não passará de mais uma forma de pressão com poucos resultados práticos.

Enquanto professor assisti a muitos pais entrarem escola adentro, criticando de forma pouco própria a conduta da escola e por vezes culpando aquele(s) que pouca ou nenhuma responsabilidade tinha(m). Se existem motivos para insatisfação, devem os encarregados de educação passar por 3 fases, antes de começarem a “disparar” para Portais das Queixas, ou entrarem na escola ao estilo “Rambo”.

1- Ouvir a versão dos filhos e não agir de imediato, verificar se foi uma situação pontual, ou é algo que persiste e que outros alunos também se queixam.

2- Conhecer o regulamento interno da escola, os deveres do aluno (Estatuto do Aluno), os deveres do professor (Estatuto da Carreira Docente) e, não menos importante, os deveres dos encarregados de educação que também constam no Estatuto do Aluno.

3- Ouvir a versão da escola (diretor de turma/diretor do Agrupamento), muitas vezes o sucedido é empolado ou adulterado pela imaginação fértil das nossas crianças e jovens, que procuram uma forma rápida de evitarem problemas e responsabilidades.

Se mesmo assim verificar que a Escola ou o Estado está a falhar, deve apresentar queixa a quem de direito – Inspeção Geral da Educação, utilizando também, se entender, o livro de reclamações das escolas.

Mas pela minha experiência, o bom senso e o diálogo são a solução para muitos dos conflitos existentes. Só que este bom senso e a disponibilidade para dialogar, não pode apenas vir da parte dos pais. Os professores e principalmente a direção tem essa obrigação, pois estão a representar uma entidade pública e como pública deve prestar esclarecimentos e não ignorar o problema, dizendo “lá vem o chato do pai…”

Quem não deve, não teme…

Eis algumas queixas que constatei numa breve pesquisa pelo Portal da Queixa.

Escola Básica E.B.1 da Bandeira – Reclamação de funcionamento

Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena – Interdição de dialogar com meu educando

Ministério da Educação e da Ciência – Inexistência de professor de Inglês

Ministério da Educação e da Ciência – Escola Basica 2/3 de Alfornelos

Escola Básica Serra da Gardunha – Falta de aquecimento na escola

 

3 COMENTÁRIOS

  1. …os pais deveriam era queixar-se do serviço público que é dado às crianças com menos chance: então não querem ver, os professores contratados a trabalhar em instituições da segurança social ao substituir professores mais graduados durante o ano letivo?! já não bastavam os professores contratados a dar apoio a crianças com deficiência, sem terem qualquer formação de base, em lugar de técnicos especializados?! assim, não vamos lá!

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