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Pais (CONFAP) querem professores amordaçados

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Miseráveis, as declarações do presidente da Confap são miseráveis. Se o presidente da Confap diz que os sindicatos estão a instrumentalizar a Educação, a Confap faz exatamente a mesma coisa. Não é seu dever, não é seu lugar, colocar em causa um direito Constitucional que é o direito à greve. Nenhuma greve existe sem consequências, os “clientes” dos professores são os alunos, e para chegarmos a este ponto foi porque não nos ouviram e por nos terem mentido.

Ontem recebi uma mensagem de uma mãe a falar na falta de união entre professores e pais, evidentemente que sim, essa união é desejável e ambicionada, porém, enquanto o representante da principal associação de pais, pressionar o Governo para limitar os protestos dos professores, ignorando os motivos desses mesmos protestos, nunca haverá união.

Peça aos médicos para protestarem sem cancelarem cirurgias…

Peça aos enfermeiros para protestarem sem cancelar tratamentos…

Peça aos motoristas para protestarem sem atrasarem os transportes…

Peça aos pilotos para protestarem sem cancelarem voos…

(…)

E já que estou numa pedido… peça aos pais para comparecerem nas escolas quando são chamados e para educarem os seus filhos.

Alexandre Henriques

Pais pedem mudança legislativa para que greve de docentes não afecte alunos

(Público)

Para a Confap, o despacho normativo que define esta regra tem de ser alterado, uma vez que “os conselhos de turma tal como estão definidos permitem uma greve ad aeternum, que obviamente vai prejudicar todos os que fizeram um trabalho ao longo do ano, sejam professores sejam alunos, defendeu Jorge Ascensão, sublinhando que “é preciso rever estas situação”. Segundo Jorge Ascensão, aquelas reuniões “são apenas uma formalidade”, uma vez que “as avaliações já estão previamente decididas” pelos professores.

Por isso, a Confap decidiu agora pedir ao ministério que “providencie no sentido de se proceder à revisão do despacho normativo que regulamenta o regime de avaliação, nomeadamente no que respeita à constituição e funcionamento dos conselhos de turma para efeitos de avaliação”. “Não podemos concordar com esta forma de reivindicar os direitos. Compete ao Governo acautelar e garantir que, no futuro, estas situações possam ser precavidas”, acrescentou o presidente da CONFAP, sublinhando que a greve “tem graves consequências para todos os alunos que estão sujeitos a exames e a avaliações”.

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12 COMENTÁRIOS

  1. Esse fulano que já não é a a primeira vez que tem intervenções infelizes, agora raiou o ridículo da ignorância no que respeita ao regime da avaliação. Pode já ficar a saber que existiram propostas de avaliação que ocorreram em Conselhos de Turma em que participei, que foram discutidas, analisadas e alteradas! As “notas” dos alunos resultam duma decisão que tem, por natureza, de ser coletiva. A avaliação dos alunos incide sobre disciplinas mas numa avaliação que é global, incluindo o facto de ser ponderado a média a obter pelo aluno resultante da avaliação às diversas disciplinas. Para tanta ignorância e incompetência. o mínimo que esse senhor pode fazer para bem dos alunos, dos seus E.E e da Escola é demitir-se e já tarda! DEMITA-SE!

  2. Mas a CONFAP é o ‘bracinho direito” da sanha pós moderna que se apoderou do ME e ameaça destruir a Escola Pública! Mais grave, muito mais grave que tudo isto foi o saneamento do Conselho Cientifico-Pedagógico da Formação Contínua de Professores, em Maio.
    A esse propósito o Paulo Guinote, publicou uma depoimento de um dos membros saneados com o seguinte conteúdo que, por ser muito importante, repproduzo:
    ”…Um aspecto interessante nesta situação é que o João Costa está empenhado numa verdadeira cruzada ideológica. No caso do CCPFC, isto é tanto mais curioso quanto se trata se um órgão cientifico-pedagógico e não político. Por outro lado, eu jamais votei ou votarei à direita (o mais à direita que alguma vez cheguei foi ao próprio PS), pelo que a cruzada dele é mesmo ideológica mas não é política. E é ideológica porque ele é um pregador da anti-ciência e das ciências da educação, ideologia que é supra-partidária, atingindo partidos da direita à esquerda do espectro político. Na verdade o que ele não quer é um Conselho Científico-Pedagógico que utilize como critério de avaliação das propostas de formação de professores as meta-análises e as revisões sistemáticas da literatura. Ele sabe que, connosco, jamais seriam aprovadas acções de formação sobre “mindfulness”, “inteligência espiritual”, “mentes sorridentes” (não o viu aqui há algum tempo na televisão, num jardim-de-infância qualquer, de mãozinhas dadas com as professoras, olhos fechados, como se estivessem a pensar em alguma coisa?), “pedagogia Waldorf”, “meditação transcendental” , etc. E não seriam aprovadas por duas razões: a primeira é que, de acordo com o regime jurídico em vigor, isso não é formação de professores (só isto já arrumaria a questão); a segunda é que, de acordo com as revisões da literatura que efectuamos (e efectuamos diversas, sobre assuntos que desconhecíamos ou sobre assunto em que pretendíamos esclarecer as pessoas, com dados na mão, não com opiniões) nada disso é ciência nem pedagogia.
    Na mais grave e directa tentativa de intromissão do João Costa nas decisões do Conselho, eu disse-lhe para publicar em forma de lei o que me estava a comunicar. Se ele assumisse politicamente a decisão, o Conselho naturalmente passaria a aceitar como formação de professores. Claro que ficaria ainda a faltar a decisão cientifico-pedagógica sobre propostas específicas de formação, em que ele nem deveria sonhar em meter-se….
    ISTO SIM é muito grave e bem pior do que as entrevistas do senhor da CONFAP que se tem limitado a ser uma caixa de ressonância do Secretário de Estado!

  3. Mas há tantos pais que estão em greve permanente das suas funções paternais, como pode o representante dos pais clamar contra a greve dos professores?

  4. Obrigada pela sua dedicação à causa de todos os professores
    Obrigada pela dinâmica, pela energia que injetou em muitos professores sonolentos…
    Obrigada porque sabe por todas as pintas nos is de uma forma bem categórica.
    Obrigada por fazer o trabalho de muitos e doutros tantos que estão lá para isso, mas que só olham para os seus interesses.
    Parabéns! Tenho esperança que vamos conseguir!

  5. É pena que este amiguinho, que na minha opinião representa muitos poucos pais, não tenha coragem de vir falar sobre as alterações constantes nos programas das disciplinas, no aparecimento e desaparecimento de diiciplinas, na fallta de condições de trabalho de professores e estudantes. Quando foi aterado o modelo de gestão das escolas, que fez com que o sistema democrático desaparecesse da escola, os pais, que na altura tinham como representante um tal de Albino, nunca se manifestaram contra o governo, sempre apoiaram a MLR, provocando uma instabilidade brutal nas escolas e na vida dos filhos. Parece que o mal está nos professores e não nos politicos miseráveis que pretendem a todo o custo deixar marca no sistema. São estes que prejudicam os nossos filhos, estes politicos incompetentes que ao longo dos anos entram e saem sem serem responsabilizados criminalmente pelos danos causados. Um politico só é condenado se roubar, e as decisões que toma prejudicando o futuro de milhões? A CONFAP deveria apoiar os professores dos seus filhos, pois se os professores tiverem uma carreira valorizada e forem para as suas aulas motivados, quem ganha são os alunos.

  6. Colega, mais uma vez quero agradecer-lhe a dedicação, o esforço diário, o empenho em se e nos defender. Faz o que todos nós deveríamos fazer, mas constato, com grande tristeza, que continuamos rodeados de cobardes que só olham para o seu umbigo. Publico muitos dos seus artigos, porque me identifico com as suas palavras. E soube há pouco que damos aulas na mesma cidade. Um bem haja.

  7. Colega,
    Parabéns pela resposta oportuna.
    O que pensam os nossos colegas professores que são membros da CONFAP?
    Mas, afinal o que é um Conselho de Turma?
    A Luta dos Professores é justa, digna e merece respeito.

  8. …. “tem graves consequências para todos os alunos que estão sujeitos a exames e a avaliações”. Tem é graves consequências para os pais.

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