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“Os Professores São Uma Classe Muito Maltratata” – Ana Benavente

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Mesmo quem tem sangue rosa reconhece que este Governo tratou muito mal os professores.


Para a ex-secretária de Estado da Educação de Guterres, o braço-de-ferro com os professores foi uma ‘birra’ do Governo e tão cedo os docentes não votarão no PS. Sobre o atual ministro da Educação, Ana Benavente diz não ter dúvidas de que está no cargo apenas para «fazer o que o mandam fazer», não lhe reconhecendo «nenhuma competência».

Os professores são uma classe maltratada?

Muito maltratada. É uma classe que tem uma brutal carga burocrática em cima. É inacreditável, ninguém imagina a parafernália de documentos que é preciso articular, desde o perfil, os objetivos, as competências essenciais, as reuniões que têm que fazer. A vida dos professores é uma vida de exaustão, é uma classe muito envelhecida.

Qual a sua opinião sobre Tiago Brandão Rodrigues? 

O atual ministro está lá para fazer o que o mandam fazer.

É assim que o vê?

É exatamente assim que o vejo. É um jovem cheio de mérito, era investigador num centro de investigação e representa a geração mais qualificada do país. Mas não conhece as escolas e não tem experiência. Não tem projeto nem programa, a não ser aquele que o PS o manda executar. Acho lamentável.

Tem sido criticado pelas competências…

Porque não as tem.

Quais são os problemas mais urgentes para resolver na Educação? 

A falta de funcionários é fatal numa escola. Os funcionários fazem equipa com os professores. Outros dos eixos críticos que vejo são os mega-agrupamentos.

Porquê?

Tive a prova, há um ano ou dois, que a secretária de Estado da Educação, que tem sido a negociadora com os sindicatos, não sabia como tinham surgido os agrupamentos. Os agrupamentos surgiram por razões pedagógicas, para articular os ciclos da escolaridade obrigatória. Isso funcionou em alguns territórios e foi uma experiência muito positiva. Mas os mega-agrupamentos são uma coisa tremenda. As escolas perderam a sua identidade, perderam o seu ritmo e não foram acompanhados pelo aumento do número de funcionários. Se está aberta a cantina está fechada a reprografia, a biblioteca fecha para abrir o bar. E isto são situações de um país subdesenvolvido.

Leia a entrevista completa na edição impressa do SOL, já nas bancas.

Fonte: Sol

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