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Os Jovens não fazem “tropa” mas fazem “praxes” estranhas

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praxeAlgo parece não estar a ser muito “regular”, em alguns dos nossos e nossas jovens estudantes universitários, que não havendo SMO – serviço militar obrigatório – voluntariamente não aderem à “tropa”, porém em fazer umas praxes académicas, quase militarizadas, criando  demasiadas hierarquias, em algo que não precisa delas – hierarquias – e que fazem falta em muitas outras situações. Umas praxes, com exercícios físicos obrigatórios e exagerados, sem controlo por quem tenha capacidade e conhecimentos para o fazer, e tendo, em demasiados casos públicos e publicados, consequências trágicas que chegam a “mortes”. Algo que é de todos conhecido – de tão mediatizados – mas por ninguém resolvido.

Muitos que hoje estamos para lá dos sessentas, tivemos que fazer SMO, e com a ameaça de podermos ir “bater com os costados” nas colónias, o que era muito mau, e foi – e ainda bem – umas das causas próximas do 25 de Abril de 1974. Mas, a recruta e especialidade, “só e unicamente”, talvez não nos tenham feito mal nenhum, antes pelo contrário. E, parece que hoje alguns e algumas jovens substituem o SMO, não existente, por algumas prácticas praxantes um tanto desadequadas. E, de quando em vez fala-se em conseguir que as “praxes” sejam úteis e mais urbanas, verdadeiras, e não o que vem a acontecer nos últimos anos e sem fim à vista. Até uns ilustres assinaram uns pedidos, normalmente são 100, que assinam “pedidos e manifestos” e, “depois ou até só no momento “fica-se pelo nome dos “ilustres” e pouco se entende, ou até se lê do que assinaram. Mas “isto” é outro problema, enquanto os ilustres tiverem mais relevo que o que pretendem que seja “tratado/resolvido”. Veja-se recentemente o caso da “morte assistida/eutanásia”, mas haverá mais por certo, como a “reestruturação da dívida do País” e nada, “parece” ter seguido o seu caminho!

Quanto ao SMO regressar, quem escreve “isto” que era totalmente contra – implicava irmos parar às ditas colónias – hoje já se questiona – e felizmente já não temos colónias – se não faria bem aos nossos jovens às nossas jovens, recruta e especialidade, e depois escolheriam ou não, se queriam continuar. Quanto às “praxes”, talvez seja tempo de todos os envolvidos desde Universidades, Alunos, Associações destes, Pais/Mães e até “os” Ilustres- se necessário –  pensarem que deve ser algo que “integre” o futuro aluno num espaço que eventualmente não conhece, e irá ser “seu” durante alguns anos. Sem hierarquias, sem chibatas, sem penicos nas cabeças dos caloiros, sem rastejar, sem fazer flexões, sem “mortes”,  mas a conviver e a criar espaços de inclusão/ coesão, de conhecimentos, de interação, de futuro salutar…

Ou não!

Augusto Küttner de Magalhães

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