Início Escola Organização das Escolas (2003-2015)

Organização das Escolas (2003-2015)

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É preciso inverter esta tendência, os gráficos falam por si…


A dimensão das turmas tem vindo a aumentar lentamente em todos os países, mas sem exceder um máximo de 30 alunos por turma. Portugal e Espanha são, neste conjunto de países, aqueles onde se regista o maior aumento do número médio de estudantes por turma: de 22 em 2003 e 2012 para 26 e 27, respectivamente, em 2015. França é, no entanto, o país onde as turmas são maiores: média de 29 alunos em 2015.

A dimensão das turmas afeta o desempenho?

Não se verifica uma relação a nível agregado do país entre número de alunos por turma e desempenhos no teste PISA, pelo menos se as turmas tiverem até 30 alunos, como é o caso dos países considerados. Por exemplo, a Holanda, com turmas maiores, apresenta melhores desempenhos, e o Luxemburgo, com turmas consideravelmente mais pequenas, obtém piores resultados.

As escolas têm poder de decisão?

O indicador que mede a autonomia, criado pelo PISA, reúne uma série de perguntas sobre quem é responsável por certas decisões, nomeadamente ao nível de: contratação, despedimento e salário dos professores (tanto no que reporta ao salário inicial como a actualizações subsequentes); estruturação e gestão de orçamentos; selecção, avaliação e medidas disciplinadoras de alunos; e gestão curricular e escolha de materiais.

Em termos de índice global, em 2015, Espanha, França e Portugal eram os países onde os directores das escolas declaravam ter menos autonomia, estando os três em torno do 0,6, num indicador em que ‘1’ significa que todas as decisões em causa partem da escola, quer pelo director, quer por professores ou outro órgão com esses poderes. Um indicador mais baixo quer dizer que a maioria das decisões é tomada a nível político.Os países com escolas com maior autonomia são a República Checa, quase a chegar ao valor ‘1’, a Suécia e a Holanda, que estão próximas de 0,9.

Fonte: Educação em Exame


Sobre este último gráfico, faça-se justiça ao esforço que esta equipa do Ministério de Educação tem feito para dar maior liberdade às escolas. A redução dos alunos por turma infelizmente não foi suficiente, ficando-se pelas escolas TEIP.

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