Início Escola O privado não está privado da violência…

O privado não está privado da violência…

77
0

CHEGA-JA-NAO-AGUENTO-MAISSe por artes mágicas o ComRegras conseguisse chegar a todos os professores deste país, independentemente de lecionarem no ensino público ou privado, para lhes perguntar se tinham tido conhecimento de agressões entre alunos durante o dia de hoje, íamos ter conhecimento de uma série de casos. Amigos, isto é todos os dias!!! O ensino privado pode ter menos problemas porque tem a capacidade de selecionar os seus alunos, mas a má educação, a violência, o bullying não escolhe géneros, idades, tipos de ensino ou extratos sociais.

Este é um problema civilizacional que está profundamente enraizado na sociedade portuguesa como em muitas outras. O ser humano é violento por natureza, um colega meu diz e com razão, o problema está naquelas “coisas” entrelaçadas que chamamos ADN…

Se juntarmos a crise económica e social que estamos a atravessar, a previsão é de que os casos irão aumentar. As famílias estão a ser fortemente atingidas, os recursos escolares são cada vez menos, logo a (des)educação das nossas crianças vai ser seriamente afetada. Não é catastrofismo barato, é analisar os dados sobre violência mais recentes e olhar para aquilo que temos na escola. 2+2 ainda são 4…

Fica mais um triste episódio…

Notícia do Observador

LEIRIA: RAPAZ DE 12 ANOS TERÁ SIDO AGREDIDO NO AUTOCARRO

Um rapaz de doze anos foi agredido dentro de um autocarro escolar quando regressava da escola em direção a casa, nesta quinta-feira ao final da tarde em Leiria. O rapaz estava de regresso do Colégio Senhor dos Milagres e saiu na zona da Nova Leiria a cambalear e ensanguentado, acabando por desmaiar.

Ginette Rosa, a mãe do rapaz, contou ao Observador que a criança frequenta o sexto ano e que este é o seu primeiro ano letivo naquele colégio privado leiriense. A mãe indica que as agressões têm acontecido desde setembro e ocorrem tanto no recinto escolar, como fora dele. Mas a diretora do colégio nega.

Esta não será a primeira vez, aliás, que os atos violentos acontecem dentro do autocarro de serviço regular fornecido pela escola exclusivamente para transportar alunos desde o Colégio dos Milagres até ao centro de Leiria, conta Ginette. Tudo começou quando “os colegas começaram a gozar com uma pequena escultura” que o rapaz levava na mão e que tinha produzido na aula de Educação Visual, segundo a mãe .

Da violência psicológica passaram depois às agressões físicas, na parte da frente do autocarro, com murros e socos: “Imobilizaram a cabeça do meu filho com o braço e deram-lhe socos e murros. Ele consegue identificar os primeiros dois agressores, mas depois disso deixa de conseguir identificá-los”, conta Ginette.

A mãe explica que o motorista do autocarro apenas imobilizou o veículo nos Marinheiros, uma freguesia a poucos quilómetros do centro. De acordo com a mãe, o motorista ordenou aos agressores que limpassem o rapaz com água, algo que os estudantes não cumpriram. Nas agressões ocorridas anteriormente nenhuma atitude terá sido tomada pelos condutores que a elas assistiram, segundo a mãe do rapaz. Ginette também afirma que o autocarro serve apenas estudantes daquele estabelecimento escolar.

Quinta-feira, o jovem de doze anos saiu então numa paragem de autocarro na Nova Leiria “e dois ou três passos depois desmaiou”. Foi acudido por uma colega e por alguns transeuntes. Foram estes últimos que chamaram o INEM e a polícia, numa altura em que o rapaz caiu na rua em aparante estado de choque.

Foi depois transportado para o Hospital de Leiria – onde foi submetido a várias análises e a um TAC – e recebeu alta à meia-noite desta sexta-feira. Segundo a superintendente Vera Sousa, da PSP de Leiria, algumas testemunhas foram chamadas para fornecer mais informações sobre o caso, mas “ainda não foram identificados os agressores”.

À Agência Lusa, a polícia disse tratarem-se de “factos alegadamente praticados por menores, sendo a vítima também menor, pelo que não se coloca a questão de apresentação de queixa”. O caso será dado a conhecer ao Tribunal de Família e Menores e à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.

Segundo a mãe, a escola tem conhecimento tanto das agressões ocorridas no raio de atuação da escola, como fora dela. Mas Ginette Rosa considera que “este é claramente um caso de bullying a que não foi dada a devida atenção” por parte do estabelecimento escolar.

As declarações de Ginette contrariam as informações prestadas por Teresa Sintra, a diretora do Colégio Senhor dos Milagres onde estuda o rapaz de 12 anos. “Não é verdade, não tenho conhecimento de qualquer outro episódio de violência que envolvesse o aluno”, afirma a professora dizendo que este é um caso pontual.

De acordo com a diretora do colégio leiriense, a direção da turma onde o rapaz de 12 anos está incluído nunca participou qualquer evento de maior gravidade. “Os alunos pautam-se pela boa relação entre eles” e os únicos conflitos que aconteceram foram desentendimentos em brincadeiras entre colegas no recreio.

A professora também esclarece que o autocarro não pertence nem serve exclusivamente a escola, “é público e fornece a região pela rodoviária”.

Teresa Sintra sublinha que os alunos envolvidos são todos da mesma idade e frequentam o quinto ou sexto ano. “Não consigo compreender como aconteceu isto, não são comportamentos próprios desta idade e provavelmente foram motivados por uma discussão sem sentido”, afirma.

A diretora da escola já reportou o caso às autoridades e garante que fará “tudo em prol deste menino e a mãe sabe disso”.

COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here