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Notas Sobre A Abertura Do Ano Letivo

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A primeira nota é que para as colocações terem saído a meio de agosto, as escolas anteciparam as necessidades de professores duas semanas, ainda com turmas por aprovar, o que teve como consequência haver mais professores lançados em horário zero (que corresponde a ter de concorrer e ir a concurso) e recuperados de seguida. Outra consequência foi a diminuição da oferta de vagas que depois sobraram para as RRs. Ou seja, o governo fez um brilharete político à custa da instabilidade criada com professores notificados que tinham horários zero e o adiar de colocações habituais em agosto para setembro, conhecendo eu um caso que, por causa deste esquema se perdeu o acesso à norma travão.

O segundo caso refere-se a uma escola requalificada que passou a ter um computador em cada sala (o que antes não acontecia) que permite aos professores fazerem sumários eletrónicos (melhoria no processo administrativo de controle) e passar power-points a partir de uma pen, evitando que o professor traga o seu portátil como fazia antes, mas o número de salas de informática, onde se pode fazer um ensino mais do século XXI e introduzir métodos de avaliação diferentes dos testes, não se alteraram, continuando a ser uma luta para se obter as ditas salas. Não sei de onde veio o financiamento para cerca de mais de meia centena de computadores, se do ministério, se da câmara (que financiou parte das obras) ou da união europeia, mas escolher utilizar recursos para processos administrativos ou permitir aulas expositivas com projeções, está longe do espírito do decreto 55, que promove a inovação pedagógica, que é facilitada com o acesso a meios tecnológicos.

Nota final, continua-se a exagerar nas reuniões, soube de um caso em que só em setembro, estão previstas duas de departamento e duas de grupo, mais os Conselhos de Turma. Dizem-me que duas delas são redundantes, mas dão a ilusão de intenso trabalho dos professores.

Concluindo, olha para o que eu digo e para as aparências, não para os normativos. Isto é, a micropolítica e a política, da ilusão no seu melhor.

Rui Ferreira

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