Início Escola Ninguém aprende chateado, ninguém aprende irritado, ninguém aprende em sofrimento…

Ninguém aprende chateado, ninguém aprende irritado, ninguém aprende em sofrimento…

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8h30, hora de entrar na sala de aula… lá dentro contamos 30 pessoas, cada uma com um historial próprio, cada uma com um passado recente que condiciona a sua forma de estar, o seu desempenho. Dormiram bem? Discutiram com os pais? Os pais discutiram? Jantaram em condições? Houve birras ao pequeno almoço? Com o passar da aula vem à flor da pele as réplicas de tremores emocionais com maior ou menor impacto.

A escola pouco liga ao estado emocional dos alunos e já agora professores. Não há tempo para isso, há programas para cumprir e metas para atingir. É um pecado capital…

As estratégias alternativas como a meditação, o ioga e outros que são motivo de gozo por muitos, sejam professores ou alunos, são técnicas que não são novas e que são utilizadas por outras civilizações bem mais disciplinadas que nós. A dificuldade na aprendizagem surge muitas vezes não por dificuldades cognitivas mas por dificuldades emocionais, no relacionamento entre pares e família. A própria atividade física pode ser um excelente veículo para resolver conflitos internos e descarregar muita da infelicidade que vagueia em muitos alunos.

Há escolas que desenvolvem um trabalho de excelência nesta área e os resultados são efetivos.

Não espero que de hoje para amanhã todas as escolas passem a ter uma sala com uns tapetes no chão e haja um momento de ahum diário, só o facto de ponderarem estas estratégias ditas alternativas já é um bom principio…

Recomendo leitura

Antes do sucesso escolar, há que trabalhar as emoções

(Bárbara Wong – Público)

Dulce Martins, investigadora do ISCTE, faz parte da equipa que acompanha 19 agrupamentos TEIP e recorda que a ideia de trabalhar sobre as emoções surgiu quando um dia houve um grave problema de indisciplina numa das escolas do Alto do Lumiar. Maria Caldeira defendeu na altura que “o pensamento emocional pode ser um promotor de disciplina”, recorda a investigadora.

E foi assim que começou. Por exemplo, numa escola do 1.º ciclo do agrupamento há aulas de ioga três vezes por semana, um projecto com a colaboração da autarquia e da Universidade de Aveiro que está a monitorizar os resultados. Noutra, também do 1.º ciclo, os alunos de Psicologia da Universidade de Lisboa trabalham com as crianças as suas competências emocionais – “há um défice grande de afectos”, justifica a directora. Na Escola Básica das Galinheiras, o campeão de kickboxing Miguel Reis dá aulas aos alunos do 1.º ciclo. “O atleta é filho de mãe cigana e pai negro, o que mostra que a relação entre as duas culturas é possível, que se pode viver em paz”, explica aínda a directora. Se um aluno se portar mal, o mestre fala com ele; não participar numa prova pode ser o castigo. Os meninos “estão a trabalhar as emoções de uma forma física”, continua Maria Caldeira.

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