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Não são só os jovens…

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depressão infantilQuem anda pelos blogues da educação nota claramente que muitos andam zangados e tristes com o que se passa ao seu redor. Alguns usam estes espaços nitidamente para descarregar as suas frustrações, deixando-se levar pelas emoções. Não faz mal, que estes espaços também sirvam para terapia…

No entanto a nossa maturidade permite-nos (pelo menos para a maioria) colocar uma máscara para que alunos e filhos não se apercebam do que se passa cá dentro. As crianças por outro lado ainda não desenvolveram esses filtros, as suas atitudes/comportamentos são quase sempre o resultado das suas experiências.

A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra fez um estudo onde mostra que os jovens andam tristes, percentagem significativa corre mesmo o risco de desenvolver depressão. Esta é uma realidade com que as escolas têm de lidar no seu quotidiano, faz-se o que se pode e o que não se pode. Fica o apelo para quem de direito: FALTAM APOIOS CARAMBA!!! AJUDEM-NOS A AJUDAR!!!

Os jovens andam tristes

Um estudo realizado pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (UC) mostra que uma percentagem significativa de adolescentes está em risco de desenvolver depressão (19%) ou já apresenta sintomas (8%). A pesquisa envolveu uma amostra comunitária de adolescentes que frequentam o 9.º ano de escolaridade, com uma idade média de 14 anos e analisou vários contextos negativos da vida dos jovens – emoções negativas (medo, tristeza, timidez, agressão, entre outras), má relação com os colegas na escola, com os amigos ou com a família, experiências de abuso e negligência e fraco desempenho escolar.

Estes factores deixam, evidentemente, os adolescentes mais vulneráveis à depressão, mas não foram os únicos a serem estudados pelos investigadores. O papel dos pais também é central, defendem as equipas que levaram a cabo a investigação, principalmente a existência de sintomatologia depressiva nas mães ou de conflitos e menos suporte da parte dos progenitores. 

A equipa de Coimbra integrou um grupo internacional, formado ainda pela Universidade de Emory (EUA), pelo Instituto Max Planck (Alemanha) e pela Universidade da Islândia. Uma amostra de adolescentes em risco foi ainda estudada tendo em conta a eficácia de um Programa de Prevenção da Depressão para Adolescentes, uma plataforma internacional criada para o efeito. Quando os pais participam no programa, nota Ana Paula Matos, investigadora da UC, “os valores de sintomatologia depressiva dos filhos descem significativamente após a intervenção, sendo estes jovens os que também apresentam os valores médios mais baixos de sintomatologia depressiva após 6 meses de seguimento”. 

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