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Não são necessários 25 dias de férias, nem 35 horas de trabalho, antes mudar atitudes.

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35 horasA vontade de desfocarmos os temas, que de facto interessam a quem trabalha – e não só nesta área- e bater na mesma tecla até à exaustão, e criar muito alarido em torno da mesma “coisa”, é um erro, e nada vantajoso.

Se conseguirmos neste nosso País, ter em todas as empresas, pequenas, médias e grandes, gestores capazes, competentes e informados, à frente das mesmas, criando uma “organização organizada”, é meio caminho andado para se ser mais produtivo, mais empenhado, ter melhores condições de trabalho, com apreciação e reconhecimento do mérito.

E se – com imensas dúvidas- algum dia fosse possível chegar a este patamar, tudo o resto seria tão desnecessário, logo, esquecido.

As férias estão definidas e bem, e deveriam – não são! – ter que ser obrigatoriamente gozadas por todos os trabalhadores, em 22 dias úteis/ ano.

Criou-se, a dada altura, uma inversão que foi dar mais 3 dias de férias, “amarrados” à assiduidade do trabalhador, que quanto menos faltasse mais dias teria de férias.

Sendo que, a assiduidade deve ser um dever de quem trabalha, evidentemente retirando os casos de força maior, como doença, acidente do próprio ou familiar próximo e/ ou morte também de familiar, de resto o contrato individual de trabalho entre o Empregado e o Empregador implica direitos e deveres de ambas as partes. Entre as quais, a assiduidade ao trabalho. Logo não premiável, ou se o for de outra forma, que não trabalhando, depois, menos.

E o mesmo quanto às 35 horas de trabalho. Se, se houver um bom ambiente de trabalho, se houver mérito atribuído honestamente a quem o tem- e não por decreto – se nos locais em que possível for houver flexibilidade no horário diurno/semanal de trabalho, tanto no público como privado devem-se manter as 40 horas/semanais.

Não se pede ao trabalhador para “estar mais tempo dentro da empresa/instituição” como quase um castigo. Pede-se que esteja as 40 horas, pontualmente à entrada e à saída, e que nestas 40 hortas trabalhe. Ponto.

Pede-se ao Empregador que pague o trabalho prestado conforme acordado, que tenha uma boa e bem organizada “organização” dentro no local trabalho – o que demasiadas vezes, não acontece-, que premeie o mérito e nunca a “cunha”, que faça valer cada trabalhador e a equipa como tal, e que estimule abertamente os trabalhadores, dando-lhes melhores, boas, condições de trabalho.

Não serão, as menos 5 horas de trabalho semanais e os até mais 3 dias de férias anuais que vão fazer a diferença positiva, mas em vez “disso” tudo o resto deveria “ter” que ser exemplarmente bem gerido, com direitos e deveres de ambas as partes, com um bom ambiente de trabalho, e com vontade de todos de todos os lados fazerem mais, mas essencialmente melhor. E a satisfação do trabalhador ser olhada como a satisfação de um cliente, não pelas horas a menos de trabalho ou dias a mais de férias, e, aqui poder-se-ia implicitamente chegar, se o resto fosse estabelecido, mas não como uma prioridade!

Continuar a bater sempre e só na mesma tecla, estafada, só se justificaria se não fosse preferível e de que forma, melhorar genericamente as condições de trabalho, o local de trabalho, o mérito! Todos temos que um dia mudar de atitudes e mentalidades, todos, e cada um, em benefício de todos, e do País! . Empregadores, Empregados, Sindicatos, Ministros, todos, todos e cada um. Mas…..Não está fácil!

Augusto Küttner de Magalhães

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2 COMENTÁRIOS

  1. Caro Augusto,

    Aprecio ler as suas “crónicas”, mas hoje toca num tema que, como sabe, tem muito que se lhe diga.

    Repare neste cenário! Eu e milhares de trabalhadores, acordamos um contrato de trabalho, com uma entidade pública, que prestava serviço para a entidade X, por valor inicial de 683,13 Euros BRUTOS por 35 horas de trabalho semanal.

    Passado X anos , a empresa sede (governo) entende que devemos aumentar a produtividade e perante a pressão de alguns (privados) atira a lenga lenga de que é injusto o privado trabalhar 40horas…

    Unilateralmente, altera as condições do contrato sem qualquer negociação!

    Chegamos às 35horas por negociação… não sei se muitos se recordam!

    Por ano, estou a trabalhar mais 37 dias!!!! Sem qualquer remuneração, negociação etc…

    Coragem política, é rescindir contrato ou reorienta-los (requalifica-los) com aqueles meus colegas que passam a vida no facebook, (passa porque o chefe permite!) com aqueles que se encontram refugiados na idade, na ausência de vontade de trabalhar etc..

    As 5 horas diárias fazem muita diferença… só não fazemos mais, porque somos mal orientados/chefiados e não existem guias/planos de organização administrativa para procedimentos.

    E fico por aqui.

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