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A mediocridade com que se dizem “palavrões”.

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voce-fala-palavraoQue a língua portuguesa está a ser abreviada pelas novas tecnologias, onde o “que, passa a k”, o “também, a tb.”, e muito mais, e mais compactado/formatado, todos o sabemos, sinais dos tempos!

Se o Acordo Ortográfico está a diminuir a nossa forma de saber escrever, se a não “leitura” de Livros, de jornais ou de conteúdos/completos de mensagem que ao segundo nos bombardeiam via novas técnicas, nos amesquinha o vocabulário, já todos entendemos, e nada fazemos para que assim não continue e piore.

Porém a trivialidade e até algum “prazer/gozo” com que se vulgariza o palavrão, e como tantos e tantas, demasiadas vezes, nas mais variadas situações e locais o disseminam, será no mínimo excessivo.

Para além de não ser necessário dizer “palavrões”, só para se saber que se sabe que existem e se dominam e bem, e também para se parecer mais “up to the usual”, parece uma forma demasiado selvagem de nos contactarmos.

Por certo muitas e tantos assumem, que o palavrão dá sempre mais entoação a imensas frases, seja em que contexto possa ser dito.

O que de facto, tornando-se tão vulgar como está a acontecer, deixa de dar entoação para ser tão vulgarmente normal, que se torna uma ordinarice não aprovada, mas demasiado assumida e quotidiana.

E se os jovens já não acham que devem dar o seu lugar, seja na passagem de portas, seja no banco do metro, aos velhos, só por estes serem velhos e já nem merecerem qualquer consideração e respeito, o palavrão, desenfreado, não deveria seguir a mesma “linhagem” e aqui, os velhos também fazem furor utilizando-o.

Não havia necessidade. E se em tempos não muito recuados, de menos abrangentes em escolaridade, dizia-se que era normal e até não vulgar – o palavrão –  no que se apelidava de classes mais baixas, hoje passou a  ser “fixe” dizê-lo, gritá-lo se necessário for, repeti-los até à exaustão.

E não poucas vezes se ouve em 6 palavras, 5 serem palavrões, se não todas as ditas seis todas seguidas, todas muito bem entoadas.

Não valeria de facto, ter que se baixar tanto o nível, dado que outras expressões mais normais e menos ordinárias devem ser utilizadas, quer em conversas costumeiras, quer em necessidade extrema, de expressar alegria ou descontentamento. Sem ter que estar sempre “felizes e contentes ” no palavrão.

Se temos, ainda, antes de continuarmos a deitar tudo ao lixo – e com tudo acabar-, expressões que verbalizam o que pesamos tão bem sem ir à obscenidade, e qual a imperiosa ,  vulgar necessidade de estes utilizar?

Fazê-lo, não faz uma “gaja ser mais gaja”, em um “gajo ser mais gajo”. Dizer palavrões, não é símbolo de masculinidade, de feminilidade, de crescimento, de evolução, antes o total inverso! O declínio em força!

Mas dizem-se, repetem-se em todos os contextos e até, nos menos esperados.

E claro se acontece em casa, tem que acontecer na Escola, se na Escola acontece vai-se replicado por todo o lado, e ao fim de dia volta a ser fortemente utilizado em casa, em Família.

Claro que estar aqui a escrever sobre isto, é “chover no molhado” e acicatar a que mais palavrões alegremente seja ditos. Mas não deixa de ser uma vulgaridade, desnecessária e que não irá parar , mas lá que podia, podia!

Augusto Küttner de Magalhães

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