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Medidas Para Reduzir Peso Das Mochilas Não Resultaram

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No arranque do terceiro período, o peso que os alunos carregam às costas continua a ser preocupante. Quem o diz é a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) e a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Um ano e meio depois da resolução aprovada no Parlamento para reduzir o peso das mochilas escolares, o presidente da ANDE, Manuel Pereira, garante que “não foram tomadas medidas que, de alguma forma, possam resolver o problema de fundo.”

Também Filinto Lima, presidente da ANDAEP, avisa que o problema continua e que a solução passa necessariamente pelo investimento do Governo nas novas tecnologias, o que até agora tem sido uma miragem para a esmagadora maioria das escolas públicas portuguesas: “É um cenário muito distante porque nós, neste momento, temos nas escolas computadores obsoletos e rede de internet que não é fiável.”

Nas 11 medidas sugeridas ao Governo estão, por exemplo, o uso de cacifos e a escolha de salas fixas para cada turma. Manuel Pereira admite que a medida é uma ajuda mas está longe de ser a solução.

“Cada escola usa a recomendação que foi dada ao Governo tentando encontrar as soluções possíveis, mas a verdade é que as soluções possíveis esbarram sempre na enorme quantidade de manuais, livros e cadernos que os alunos são obrigados a usar diariamente“, lembra o presidente da ANDE.

Outra das medidas é a aposta nos recursos digitais e nas metodologias não centradas no manual, para evitar o uso do livro. Filinto Lima garante que o cenário está muito longe da realidade: “Quando houver tablets, computadores, manuais digitais, aí sim o aluno virá para a escola com um peso diminuto na mochila. Até lá terá de carregar, pelo menos até à entrada da escola e quando sair para casa, uma mochila que em alunos do quinto ano, por exemplo, pesam oito, nove ou dez quilos.

Saúde não responde. Educação evita uso de livros

Questionado pela TSF, o Ministério da Educação garante que tem avançado com várias medidas na sequência das recomendações dos deputados, destacando duas, nomeadamente, a “promoção, através da flexibilidade curricular, de aulas e metodologias não centradas no manual escolar, cuja gestão permite muitas vezes a dispensa do seu uso”. Depois, “a promoção do uso de recursos digitais a partir deste ano letivo, com a concessão a todos os alunos dos 1.º e 2.º ciclos de licença para acesso a recursos digitais educativos”.

A TSF também enviou perguntas à Direção-Geral da Saúde que, pela recomendação do Parlamento, teria de desenvolver “um estudo rigoroso” sobre o efeito do peso da mochila e dos materiais obrigatórios, por ano de escolaridade e tempo de transporte, mas até ao momento, uma semana depois, ainda não recebeu qualquer resposta.

Fonte: TSF

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