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Marcelo questiona professores: “É preferível zero ou alguma recuperação?”

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Pergunta errada Sr. Presidente e um mau presságio…


semana arrancou com António Costa “pessimista”antes da nova reunião que poria (novamente) frente a frente, no Ministério da Educação, professores e Governo. A verdade é que o encontro terminou com “intransigências” de parte a parte e sem qualquer entendimento. Entretanto, o primeiro-ministro pondera voltar a aprovar o decreto ‘2-9-18’, enquanto os sindicatos manterão o crachá ‘9-4-2’ na manifestação nacional, agendada para 23 de março.

Para tentar acalmar os ânimos, o Presidente Marcelo lançou, esta quinta-feira, uma questão aos professores: ”O que é preferível? Zero ou alguma recuperação de tempo em 2019?

À margem de uma visita a Lagos, para assinalar os 50 anos do sismo de 28 de fevereiro de 1969, o chefe de Estado disse que ainda aguarda para saber o que vai chegar a Belém, se algo “fruto de um acordo” ou se “a posição do Governo”.

Mas independentemente disso, Marcelo sustenta desde já que “a promulgação, a surgir, terá três justificações: primeiro, negociações já houve; segundo, é melhor alguma recuperação do que nenhuma; terceiro, se os partidos, respeitando a lei do orçamento, quiserem ir mais longe e conseguirem ir mais longe através de uma vontade maioritária, que suscitem a apresentação parlamentar e depois votem de acordo com a sua consciência”.

Agora, prosseguiu em declarações aos jornalistas, “é evidente que se olhar para aquilo que Governo e sindicato têm dito ultimamente, nenhum deles quer o veto“. Por um lado, “o Governo não quer porque acha que a sua solução é boa”, por outro, “os sindicatos falam cada vez mais na ideia de que preferem a hipótese de uma promulgação com debate parlamentar a um veto que os deixa sem nada”.

Contas feitas, “o que é preferível: Zero ou alguma recuperação de tempo em 2019?”, reiterou o Presidente Marcelo, avisando que um novo veto presidencial significará “zero” para os professores.

“A razão de ser do meu veto está ultrapassada. O meu veto era para lembrar que é preciso ter negociações este ano, [o que] está a ocorrer, fica o problema da substância do diploma. E aí”, explicou o Presidente, “aquilo que vou ponderar é se porventura houver uma acordo, muito bem, é simples. Se porventura não houver acordo, aquilo que o presidente tem de ponderar é que um novo veto significa zero [para os professores]“.

Fonte: Notícias ao Minuto

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5 COMENTÁRIOS

  1. Salvo melhor opinião, o Presidente não deu o assunto dos 942 por encerrado. Permite que na Assembleia, assim o querendo os partidos com assento parlamentar possam avocar o diploma e nos demais anos em falta considerar que sejam explícitos como contar esses dias no tempo e no modo.
    A Assembleia com a ILC pode começara fazê-lo…
    Admitiu que por si os dois anos e nove meses serão contados, mas não disse que só pode ser recuperado esse tempo, deixou aos partidos decidir se querem definir em Lei que esse tempo é na totalidade para ser recuperado, como o vai ser feito e quando será feito.

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